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    Caso Henry


    Campanha em prol da Lei Henry Borel conta com 539 mil assinaturas

    Abaixo-assinado virtual pede a aprovação do Projeto de Lei que agrava de 1/3 a até metade a pena para os crimes têm como autores padrastos ou madrastas

     

    De acordo com o pai de Henry, o objetivo é chegar a 1 milhão de assinaturas
    De acordo com o pai de Henry, o objetivo é chegar a 1 milhão de assinaturas | Foto: Reprodução


    Ocorrida no dia 8 de março no Rio de Janeiro, a morte do menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos de idade, inspirou uma campanha que tem o objetivo de aumentar a punição para homicídios de crianças cometidos por madrastas ou padrastos.

    O autor da iniciativa, que já registra 539 mil assinaturas, é o pai do menino, o engenheiro Leniel Borel de Almeida. A mãe, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva, e o namorado dela, o médico e vereador Jairo Souza Santos Junior, o Dr. Jairinho (sem partido) estão presos preventivamente pelo crime.

    O abaixo-assinado virtual pede a aprovação do Projeto de Lei 1386/2021, que agrava de 1/3 a até metade a pena para os crimes desse tipo que têm como autores padrastos ou madrastas da vítima. A iniciativa acabou ficando conhecida como Lei Henry Borel.


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    A votação desse projeto de lei não trará de volta nem amenizará a dor da sua ausência, mas será um avanço na luta contra o assassinato de crianças por seus pais e companheiros e mostrará ao Brasil que o acontecido com meu filhinho servirá para endurecer as penas de quem comete esse tipo de violência inimaginável, mais comum no Brasil do que pensamos "

    Leniel Borel, Engenheiro

     



    De acordo com o pai de Henry, o objetivo é chegar a 1 milhão de assinaturas. Em seguida, o documento será encaminhado ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Republicanos), com o intuito de acelerar a tramitação do projeto na Casa:

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    Esse projeto de lei não é só pelo Henry, mas por todas as crianças que podem estar sofrendo. Por isso eu apelo a todos para assinar e participar dessa campanha "

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    Sessões de tortura

    No último dia 7, a juíza Elizabeth Louro Machado, do II Tribunal do Júri, aceitou a denúncia assinada pelo promotor Marcos Kac contra Monique e Jairinho pelos crimes de homicídio triplamente qualificados, tortura, coação, fraude processual e falsidade ideológica.

      De acordo com as investigações, conduzidas pelo delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), Jairinho submetia Henry a sessões de tortura e, mesmo tendo conhecimento das violências praticadas pelo namorado contra o filho, Monique nada fez.



    Em uma das ocasiões, no dia 12 de fevereiro, a babá da criança, Thayna de Oliveira Ferreira, narrou em tempo real que ela levou “chutes” e “bandas” do vereador, saindo do quarto mancando, com pernas e braços roxos e reclamando de dores de cabeça.

    Laudo

    Na delegacia, Monique e Jairinho contaram assistirem televisão em 8 de março, quando, por volta de 3h30, acordaram e encontraram Henry caído, com mãos e pés gelados e olhos revirados. A professora disse acreditar que ele possa ter acordado, ficado em pé sobre a cama, se desequilibrado ou até tropeçado no encosto da poltrona e caído no chão.

    O laudo de exame de necropsia, no entanto, apontou hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente, além de equimoses, hematomas, edemas e contusões incompatíveis com um acidente doméstico.


    * Com informações do jornal O Globo


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