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    Mulher é internada com “doença da urina preta” após comer peixe

    Doença de Haff, que ocorre após ingestão de tambaqui e mais cinco espécies de peixes, faz nova vítima

    Uma moradora de Goianésia, região central de Goiás, está internada em estado grave devido a complicações da Doença de Haff | Foto: Divulgação

    Que o saboroso tambaqui e mais cinco espécies de peixes podem causar a doença da ‘urina preta’, disso  já se sabe e o EM TEMPO noticiou. Entretanto, a doença vem fazendo novas vítimas. Confira o novo caso registrado em Goiás na matéria completa do EM TEMPO! 

    Uma moradora de Goianésia, região central de Goiás, está internada em estado grave devido a complicações da Doença de Haff, também conhecida como “doença ou síndrome da urina preta”, causada pela ingestão de peixe contaminado.

    De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Goianésia, a mulher começou a se sentir mal menos de 24 horas ingerindo peixe provavelmente contaminado. O fato se deu em 24/6. Ela foi internada primeiro na própria cidade, mas precisou ser transferida para a capital.

    Exame realizado em uma unidade de saúde em Goiânia confirmou a presença da “doença da urina preta” na paciente. Segundo divulgou a SMS de Goianésia, que monitora o caso de perto, a paciente encontra-se em estado grave, mas tem reagido bem ao tratamento.

    Preocupada com a ocorrência do fato na cidade, a Prefeitura de Goianésia está investigando a ocorrência de novos episódios no município. Até agora, no entanto, ainda não foi identificado nenhum novo caso.

    Monitoramento

    A SMS emitiu um alerta epidemiológico às unidades de saúde pública e particulares de Goianésia a respeito da “doença da urina preta”. Ela solicita que os hospitais comuniquem imediatamente a entrada de pacientes com sintomas como dores musculares fortes, urina escura, dormência e perda de força que estejam relacionados com a ingestão de peixes.

    Síndrome de Haff

    A doença de Haff está associada à ingestão de crustáceos e pescados e o principal sintoma é o escurecimento da urina, que chega a ficar da cor de café. A síndrome pode evoluir rapidamente: os primeiros sintomas surgem entre duas e 24 horas após o consumo de peixe e causa, principalmente, a ruptura das células musculares.

    Além da urina preta, entre os principais sinais da doença, estão a dor e rigidez muscular, dormência, perda de força e falta de ar.

    A hipótese mais aceita é que a enfermidade seja causada por alguma toxina biológica termoestável (ou seja, que não é destruída pelo processo normal de cozedura) presente em peixes de água doce e crustáceos.

    *Com informações do Metrópoles

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