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    Censura


    Venezuela teve 244 ataques a jornalistas no primeiro semestre de 2019

    Desde Maduro chegou ao poder em 2013, foram registrados 2.265 ataques à liberdade de expressão

    A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) colocou a Venezuela na posição 148 entre 180 países avaliados em relação à liberdade de imprensa | Foto: AFP

    Caracas - Foram registrados 244 ataques na Venezuela contra jornalistas no primeiro semestre de 2019, incluindo detenções, deportações de correspondentes estrangeiros, agressões físicas e fechamento de empresas de comunicação, foi o que denunciou nesta quinta-feira (27) o principal sindicato de imprensa do país, responsabilizando o governo de Nicolás Maduro.

    "Em um contexto de crescente censura (...), 244 ataques ao exercício do direito à informação - particularmente contra jornalistas e veículos de comunicação - ocorreram nos seis primeiros meses de 2019 e 223 trabalhadores foram vítimas destas ações que permanecem impunes", de acordo com um comunicado do Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP).

    Os dados apresentados pelo SNTP, que acusou o governo de Maduro de violador dos direitos à informação e à liberdade de expressão, incluindo 55 detenções arbitrárias.

    O secretário-geral da organização, Marco Ruiz, denunciou também desaparecimentos forçados de jornalistas e acusou agentes policiais de negar o paradeiro das vítimas, enquanto isolam, as torturam e as obrigam a revelar suas fontes. 

    Em seu último relatório sobre liberdade de expressão no mundo, apresentado em abril, a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) alertou sobre uma guinada autoritária do governo venezuelano que intensificou a repressão contra a imprensa. 

    O RSF colocou a Venezuela na posição 148 entre 180 países avaliados em relação à liberdade de imprensa, ficando à frente apenas de Cuba entre os países latino-americanos avaliados.

    Desde Maduro chegou ao poder em 2013, após a morte de seu antecessor Hugo Chávez, 2.265 ataques à liberdade de expressão foram registrados pelo SNTP.

    Segundo a ONG venezuelana Espacio Público, mais de uma centena de meios de comunicação fecharam nesse período.

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