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    EFEITO PANDEMIA


    Mulheres estão mais satisfeitas com o home office, aponta pesquisa

    Levantamento da Ticket mostra que 79% dos entrevistados se sentiram muito satisfeitos com o home office

    Entre as mulheres, 82% afirmaram estar completamente satisfeitas ou muito satisfeitas com a experiência | Foto: Reprodução

    São Paulo - Em meio à pandemia do novo coronavírus, milhares de profissionais tiveram que, no isolamento social, aderir ao home office - trabalhar de casa. Estudo aponta que 79% das pessoas relataram estar completamente satisfeitas com essa experiência de trabalho. O mesmo estudo, da Ticket - marca de benefícios de refeição e alimentação da Edenred -, realizado entre os dias 22 de maio e 4 de junho, com quase 3,5 mil usuários de seus benefícios, em todo o Brasil, as mulheres são maioria entre os satisfeitos.

    Do total de entrevistados, 71% declararam ter aderido ao home office, com 64% deles se considerando completamente satisfeitos, e 53% completamente adaptados à nova experiência.

    Entre os homens, 76% se consideraram muitos ou completamente satisfeitos com o home office
    Entre os homens, 76% se consideraram muitos ou completamente satisfeitos com o home office | Foto: Reprodução

    Apesar das dificuldades que podem estar relacionadas ao desafio de conciliar o convívio familiar acentuado pelo isolamento social, especialmente nos lares com crianças, com as rotinas de trabalho, 82% das mulheres afirmaram que estão completamente satisfeitas ou muito satisfeitas com o sistema de trabalho, enquanto entre os homens o índice é de 76%.

    Essa é a quarta rodada de pesquisas da Ticket com trabalhadores. O novo levantamento permite identificar diferenças com relação à maneira como esse público vem encarando os impactos do isolamento social e do trabalho remoto desde 20 de março, quando o primeiro estudo foi realizado. Ao longo dos ciclos de pesquisa, é possível perceber a oscilação no volume de trabalhadores que se declararam em home office.

    Na última rodada, 71% dos entrevistados disseram que estão atuando remotamente. O índice se equipara ao do início de abril, quando os relatos de atuação no sistema de teletrabalho alcançaram 72%, e mostra uma retomada na adoção desse modelo de operação desde a primeira semana daquele mês, quando o índice de trabalhadores em home office era de 58%.

    O diretor-geral da Ticket Felipe Gomes diz que, ao ouvir os usuários, a ideia é ajudar as empresas a entender seus desafios e necessidades, contribuindo para o desenvolvimento e a adoção de ferramentas que possibilitem a preservação da saúde física e psicológica dos trabalhadores. Para ele, compreender a nova realidade, os sentimentos e aspectos identificados por eles como positivos ou negativos, é essencial para que as empresas possam continuar buscando índices positivos de qualidade de vida no trabalho e da qualidade total de seus produtos e serviços.

    “Sabemos da necessidade de as empresas adaptarem a rotina para preservar o bem-estar das suas pessoas, com o mínimo impacto nas atividades neste período crítico. Aqui, na Ticket, constatamos na prática o quanto o home office pode ser produtivo, e percebemos agora o quanto se torna ainda mais relevante – e até estratégico – neste momento”, ressalta.

    Estudo buscou compreender a nova realidade e os desafios do trabalho remoto
    Estudo buscou compreender a nova realidade e os desafios do trabalho remoto | Foto: Reprodução

    Hoje 53% dos trabalhadores relatam sentir-se completamente adaptados à dinâmica de trabalho em home office, enquanto 33% disseram estar em adaptação e 14% ainda não se adaptaram. Os indicadores apresentam uma evolução significativa da adaptabilidade: na primeira semana de abril, apenas 27% dos respondentes declararam estar plenamente adaptados à rotina do teletrabalho.

    O levantamento indica que as mulheres – que representam 51% da base entrevistada – estão mais adaptadas ao home office que os homens. Entre elas, 54% declararam ter a sensação de completa adaptação ao sistema; 34% estão em processo de adequação; e 12% não se adaptaram até o momento. No que diz respeito a eles, 52% informaram estar completamente adaptados; 32% estão em adaptação; e 16% ainda não se sentem adaptados.

    Rendimento no trabalho remoto

    O estudo da Ticket também apurou a percepção dos trabalhadores com relação ao seu rendimento no trabalho remoto. De acordo com 39% dos respondentes, houve um aumento no volume e na qualidade das entregas desde o inicio das políticas de isolamento social e da adoção do teletrabalho.

    Já para 21%, os indicadores de produtividade foram mantidos após a realização de ajustes para adequação da rotina à nova realidade. Vinte por cento disseram que não houve alterações significativas com relação ao volume e à qualidade do rendimento; 12% sentem que houve uma pequena queda na produtividade; e 8% entendem que o rendimento foi bastante comprometido no home office.

    É importante ressaltar que a atuação a distância é uma novidade para 40% das pessoas consultadas, que informaram estar em sua primeira experiência de trabalho remoto. Esse índice é um pouco mais alto entre as mulheres (41%) que entre os homens (39%). No comparativo com experiências anteriores de trabalho remoto, 15% acreditam que a vivência atual tem sido melhor que as anteriores.

    Home office no contexto das famílias

    Outro ponto de destaque é que, entre os respondentes, 61% declararam ser pais; desses, 47% possuem um ou dois filhos; e 35% têm bebês e/ou crianças na primeira infância (até 6 anos). Entre as mulheres que participaram do levantamento, 33% declararam enfrentar o isolamento social e a rotina de home office com os filhos e/ou enteados. Entre os homens esse índice cai para 25%.

    Entre as casadas, 36% têm filhos e 3,7% estão enfrentando o momento também na companhia de seus pais; outros 8% com avós e outros familiares. No caso das divorciadas, 59% informaram residir com seus filhos e 13% moram com os pais. Outras 13% residem sozinhas, e 7% têm enfrentado o isolamento social na companhia de amigos ou familiares. Já no que diz respeito às solteiras, 23% declararam morar com seus filhos, 29% com os pais, 13% sozinhas e 20% com outros familiares ou amigos.

    No caso dos homens, entre os casados, 31,5% informaram que residem com seus filhos, ao passo que 3% têm passado o isolamento social também na companhia dos pais e 5% com outros familiares ou amigos. Entre os que se declararam divorciados, 31% enfrentam o isolamento social e a rotina de teletrabalho na companhia dos filhos (28 pontos percentuais a menos que elas). Já 23% têm passado por essa fase sozinhos, 17% disseram estar na companhia dos pais, e 10% de outros familiares e amigos. No caso dos solteiros, 12% estão na companhia dos filhos (quase a metade do índice feminino), 36% estão com os pais, 18% com outros familiares e amigos e outros 18%, sozinhos.

    Sentimento do trabalhador no home office

    O levantamento da Ticket também apurou o grau de presença de sentimentos negativos (como medo/insegurança, preocupação/estresse, solidão/saudosismo, depressão/tédio) e positivos (a exemplo de coragem/confiança, calma/criatividade, otimismo/esperança, e organização/produtividade) expressos pelos trabalhadores em home office.

    "Surpreendentemente, apesar de apresentarem índices mais elevados de sentimentos negativos do que de positivos as mulheres apresentaram espontaneamente índices mais altos de satisfação com o trabalho diante da combinação dos fatores isolamento social, home office e filhos pequenos", observa Gomes.

    Os indicadores para medo / insegurança mostraram que, entre os entrevistados, 14% não apresentam a sensação, 23% a sentem pouco, 20% sentem muito e 43% sentem frequentemente. Entre as mulheres, a presença dessas sensações é atenuada: 40% disseram apresentar sensação de medo ou insegurança frequentemente; enquanto, entre os homens, o índice é de 46%.

    Já os indicadores para preocupação/estresse revelaram que, em geral, 27% dos trabalhadores não apresentam a sensação, 23% a sentem pouco, 18% sentem muito e 32% sentem frequentemente. Entre os homens, a presença dessas sensações é atenuada: 30% disseram sentir-se preocupados ou estressados frequentemente; enquanto, entre as mulheres, o índice é de 34%.

    No que diz respeito à sensação de solidão/saudosismo, os respondentes revelaram: 27% não apresentam a sensação, 20% a sentem pouco, 16% sentem muito e 37% sentem frequentemente. Entre as mulheres, a presença dessas sensações é acentuada: 39% disseram apresentar os sentimentos de solidão ou saudade frequentemente; enquanto, entre os homens, o índice é de 34%.

    Os indicadores para depressão/tédio mostraram que, entre os respondentes, 44% não apresentam a sensação, 20% a sentem pouco, 15% sentem muito e 21% sentem frequentemente. Entre as mulheres, a presença dessas sensações é acentuada: 23% disseram apresentar sensação de depressão ou tédio; enquanto, entre os homens, o índice é de 19%.

    Já os indicadores para coragem/confiança revelaram que, em geral, 12% dos trabalhadores não apresentam a sensação, 20% a sentem pouco, 20% sentem muito e 48% sentem frequentemente. Entre os homens, a presença dessas sensações é acentuada: 51% disseram sentir-se com coragem ou confiança frequentemente; enquanto, entre as mulheres, o índice é de 46%.

    No que diz respeito à sensação de calma/criatividade, as respostas mostraram que 14% não apresentam a sensação, 23% a sentem pouco, 20% sentem muito e 43% sentem frequentemente. Entre as mulheres, a presença dessas sensações é atenuada: 40% disseram apresentar os sentimentos de calma ou de criatividade frequentemente; enquanto, entre os homens, o índice é de 46%.

    Otimismo e esperança

    Os indicadores para otimismo/esperança mostraram que 11% não apresentam a sensação, 17% a sentem pouco, 18% sentem muito e 54% sentem frequentemente. Entre os homens, essas sensações estão muito mais presentes: 57% disseram apresentar sensação de otimismo ou esperança com frequência; enquanto, entre elas, o índice é de 50%.

    Já os indicadores para organização/produtividade revelaram que, em geral, 7% dos trabalhadores não apresentam a sensação, 14% a sentem pouco, 21% sentem muito e 58% sentem frequentemente. Novamente, entre os homens, a presença dessas sensações é acentuada: 59% disseram sentir-se organizados e produtivos frequentemente; enquanto, entre elas, o índice é de 56%.


    *Com informações da assessoria

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