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    Dia do Gato


    Manauaras expressam seu amor por felinos no Dia do Gato

    Fofinhos, inteligente e cheios de personalidades, há quem diga que eles são os verdadeiros melhores amigos do homem

    Dia Mundial do Gato é celebrado 17 de fevereiro. | Foto: Pixabay

    Dia Mundial do Gato é celebrado 17 de fevereiro.
    Dia Mundial do Gato é celebrado 17 de fevereiro. | Foto: Pixabay

    Manaus - Se você é um usuário ativo de redes sociais, deve ter notado que já faz um tempo que os gatos caíram nas graças do público. Eles são fofinhos, divertidos, inteligentes e cheios de personalidade. No dia 17 de fevereiro celebramos o Dia Mundial do Gato, em homenagem a esta data alguns amazonenses explicam o porquê esses peludos são os verdadeiros melhores amigos do homem. 

    Chico não gosta de tirar foto.
    Chico não gosta de tirar foto. | Foto: Arquivo Pessoal

    O designer José Carlos Lopes, 22, tem o Chico há um ano. “Até um ano atrás eu só tinha cachorros e a 'vibe' deles é totalmente diferente do meu gato. Diferente dos meus ‘doguinhos’, o Chico é um companheiro independente. É como se eu fosse o Batman e ele o Robin, ou até mesmo Sherlock e Watson. Admiro muito a inteligência felina e a maneira como eles se expressam para os humanos”, compartilha o dono orgulhoso. Aliás, uma das coisas que o José adora fazer é apertar a barriguinha do Chico. Quem tem gato entende. 

    Rhamile Muniz e sua gatinha Marie.
    Rhamile Muniz e sua gatinha Marie. | Foto: Arquivo Pessoal

    É uma pena que os felinos nem sempre sejam vistos de maneira positiva. Algumas pessoas propagam a ideia de que eles são traiçoeiros e até os associam a azar. “O carinho de um gato é totalmente diferente de qualquer outro animalzinho. Eles são conhecidos como frios e que não são iguais aos cachorros, mas é justamente isso o que os torna incríveis. Pois eles são companheiros do jeito que são. Eu não vivo sem a minha Marie, ela me conforta quando estou nos meus piores momentos. Acho que sem ela eu ia ser completamente sozinha”, conta Rhamile Muniz, 23, dona da Marie. 

     Rhamile fez uma tatuagem em homenagem a Marie.
    Rhamile fez uma tatuagem em homenagem a Marie. | Foto: Arquivo Pessoal

    Um é pouco 

    Ter um companheiro felino pode ser tão bom, que talvez só um não seja suficiente.  Fernanda Loyola, 23, sabe bem como é isso. Ela tem cinco gatos: Hyuna, Kira, Yumi, Hiro e César - os nomes estão em ordem do mais velho para o mais novo. 

    Fernanda criou até um perfil no Instagram para compartilhar as fotos dos seus felinos. “Criei o perfil em junho de 2019, porque queria registrar os momentos dos meus gatinhos. Meu celular não aguentava mais ter tanta foto de gato (risos), então lá eu consigo guardar”, relata. 


    Sua relação com os cinco é de muita parceria e cumplicidade. “Eles me compreendem de uma forma absurda. Sabem quando eu estou mal e deitam perto de mim, pedem colo. Quando eu chegava de um dia estressante de trabalho, assim que eu pisava em casa via eles me esperando e querendo carinho, na hora eu esquecia de todas as coisas ruins e ficava feliz. Eles são extremamente amorosos”, compartilha. 

    Na casa dela, eles são a verdadeira alegria do lar, pois estão sempre correndo, brincando, e arrancam muitas risadas da família. 

    Quem também tem vários companheiros felinos para contar história é Jackeline Barbosa, 25. Ela tem sete gatos, mas nem todos moram com ela, em Manaus. Em Parintins, ela tem os peludos Ralph, Cristal, Ferdinando, Valentina e Mulan. Na capital, são apenas dois, Marrie e Lup. A Marrie foi encontrada em uma parada, próximo à igreja que frequenta, na avenida Max Teixeira. Já a Lup, tem 15 anos e morava em Parintins, se mudou recentemente para Manaus. 

    “Muitos dizem que gatos são insensíveis, ingratos e nada amorosos, mas isso não é verdade, e olha que ao todo já tive mais de 100 (gatos). Meus gatos são carinhosos, miam quando chego em casa e acredite se quiser, quando aparento estar triste e até mesmo chorando, tem uma patinha amiga (Marrie) que não sai de cima de mim. Então sim, gatos são mais que melhores amigos”, compartilha. 

    Clínica especializada

    A capital amazonense não dispõe de grupos especializados ou atividades que sejam voltadas exclusivamente para o público gateiro, como são chamados os amantes de gatos no Brasil. 

     Ludmila Andrade é uma veterinária especialista em felinos.
    Ludmila Andrade é uma veterinária especialista em felinos. | Foto: Arquivo Pessoal

    Esta é uma luta da médica veterinária Ludmila Andrade, proprietária da Unidade de Saúde Felina, primeira clínica do Norte especializada em felinos. Em 2019, ela organizou o  I Encontro dos Gateiros do Amazonas (EGAM), pensando justamente nesse público. A ideia é que este ano tenha outra edição. 

    A clínica foi inaugurada em janeiro de 2018 e veio para quebrar tabus que envolvem os felinos. “Este é um nicho que era totalmente esquecido e menosprezado. Tratavam gatos como cães. Eles são especiais, tem personalidade forte, são exóticos e misteriosos. É necessário ser sensível para entender e atender essa espécie”, explica. 

    A relação da veterinária com os gatos é antiga. Começou há 20 anos quando resgatou seu primeiro felino. “Ele  iria para a adoção e acabou vivendo comigo 10 anos. Por um erro veterinário, ele veio a óbito. Eu já fazia medicina veterinária e jurei que faria de tudo para que ninguém mais sofresse o que eu sofri. E hoje é o que faço. Luto por eles”. 

    Origem do Dia do Gato

    Quem escolheu o dia 17 de fevereiro para celebrar o Dia Mundial do Gato foi uma organização italiana de defesa animal. Mais que uma celebração, a data tem o objetivo de debater e conscientizar os tutores de como cuidar corretamente dos seus felinos, garantindo seu bem-estar. 

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