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    Literatura


    Projeto "Livrou" circulará por cafeterias da cidade de Manaus

    Lançado na última semana, o livro adotado pode ser levado para casa ou lido no local onde as estantes estiverem disponíveis

    O projeto teve início a partir da ideia do advogado e professor Ticiano Alves | Foto: Marcely Gomes

    Manaus - Existem prazeres que somente um livro e um bom café são capazes de proporcionar — e nada como compartilhar essa mesma satisfação com outras pessoas. Pensando nisso, o Projeto Livrou colocou estantes em algumas cafeterias de Manaus com o intuito de dividir leituras com outros apaixonados por literatura. Basta escolher o livro que mais lhe chamar a atenção. O livro adotado pode ser levado para casa ou lido ali mesmo, acompanhado de um saboroso café.

    Até o momento, o Projeto Livrou está presente em três cafés do bairro Adrianópolis: Kalena Café, na rua Fortaleza, número 201; Café Com Texto, na rua Belo Horizonte, número 1391; e no Café Suplicy, localizado na Galeria Cristal, que liga o Manauara Shopping à Cristal Tower, na av. Jornalista Umberto Calderaro Filho. E, apesar de recente, o projeto já faz sucesso nos três pontos de atuação. 

    O projeto teve início a partir da ideia do advogado e professor Ticiano Alves, de 34 anos. Em um período estudando fora, o amazonense conheceu e se apaixonou pelo conceito de estantes compartilhadas. "Desde a adolescência gosto muito de ler, isso foi muito importante na minha formação", conta ele. "Quando eu voltei para Manaus, eu quis concretizar essa ideia aqui e, a partir dessa vontade criei sozinho o Livrou", conta ele.

    O projeto funciona a base de doações
    O projeto funciona a base de doações | Foto: Marcely Gomes

    Ticiano afirma que, inicialmente, a ideia era de espalhar as estantes pelas ruas de Manaus, mas sol, chuva e vandalismo eram fatores a considerar. "Pensei no que mais combina com livros e me veio a ideia dos cafés, que eu frequento bastante", explica. "Apresentei a ideia, eles gostaram do projeto e aí tudo começou". A partir daí, o advogado recolheu doações de amigos próximos e o Projeto Livrou teve início.

    Como o Livrou funciona a base de doações, ele não possui qualquer finalidade lucrativa. O objetivo é puramente facilitar a circulação de livros pela cidade, compartilhando-os gratuitamente. "É pra levar pra casa mesmo. E não precisa pedir ou devolver depois de ler", diz o fundador do projeto. "Como todo compartilhamento, é importante também que as estantes sejam alimentadas. Por isso, o ato de deixar um ou vários livros também é muito bem-vindo".

    Mais do que comunicação, muitos tem a leitura como prazer, ferramenta de criatividade e desenvolvimento do senso crítico. Para Ticiano, a leitura vai muito além de um hobby. "Em uma época de fake news, superficialidades e polarização, a leitura permite a ampliação dos horizontes e semeia tolerância e respeito a diferentes ideias", afirma Ticiano. "É preciso entender que quem pensa diferente de mim não é meu inimigo, é só alguém que pensa diferente de mim — e a leitura permite isso".

     "É pra levar pra casa mesmo. E não precisa pedir ou devolver depois de ler", diz o fundador do projeto
    "É pra levar pra casa mesmo. E não precisa pedir ou devolver depois de ler", diz o fundador do projeto | Foto: Marcely Gomes
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