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    Cultura


    Milton Hatoum lança nova obra em Manaus

    Após apresentar o livro na Festa Literária Internacional de Paraty, o amazonense traz volume para a capital amazonense - foto: divulgação

    Manaus é a segunda cidade a receber o lançamento do novo livro do escritor amazonense Milton Hatoum. A obra, intitulada “Um solitário à espreita”, reúne pouco mais de 90 crônicas que abordam o itinerário de sua vida. Fazem parte dos relatos: sua infância e juventude vivenciadas em sua terra natal, os anos 1970 em São Paulo, além dos períodos em que residiu nos países da Espanha e França. Por telefone, o autor falou ao EM TEMPO sobre sua vinda à capital amazonense e anunciou detalhes sobre a mais recente produção.

    “Fiz uma reunião entre as crônicas publicadas nos últimos 12 anos. Algumas, pouco conhecidas pelo público. Fiz questão de reescrever cada uma, o que as torna inéditas”, diz o escritor. Hatoum explica que os textos abordam assuntos variados, entre memórias e recortes de lembranças de fatos ocorridos durante toda a sua trajetória.

    “Ao sair de Manaus fui para Brasília, depois para São Paulo. Também morei na Espanha e na França. Algumas produções são ambientadas em Paris e Barcelona. Enquanto outras dialogam com alguns romances autorais”, frisa.

    De acordo com ele, a obra também traz cenas que lembram situações explícitas em alguns dos seus romances. “Os leitores de romances vão conseguir reconhecer cenas e situações por meio dessa nova leitura. As histórias ainda apresentam personagens de alguns livros que serviram como fonte de inspiração”, diz.

    O livro, que tem 288 páginas, é dividida em quatro seções e apresenta temas como “língua e literatura”, “realidade”, “a memória e os afetos”, além de pequenas fabulações. O autor lembra que após a seleção dos textos que fariam parte do projeto deu início ao processo de reescrita. Foram quatro meses de trabalho intenso e o mais desgastante, segundo Hatoum, é renovar um texto que já havia sido finalizado. Ele ressalta que também acompanhou a parte de divisão dos assuntos por blocos e também da edição. “Todo texto é uma luta com palavras e isso dá trabalho. É sempre cansativo, mas a literatura não acontece sem esse esforço”, disse.

    Um diferencial de “Um solitário à espreita” está no formato. O título mede 12,50x18 centímetros e pode ser considerado como um livro de bolso. O amazonense explica que a impressão em menores dimensões gera menos despesas tanto para quem produz como para quem compra. Mas ele garante que o produto tem boa qualidade.

    “Decidi com o meu editor que o livro fosse publicado em uma edição de bolso. Aqui no Brasil os livros são muito caros e assim, ele poderia ser comercializado pela metade do preço”, disse.

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