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    Boi bumbá nuclear


    Boi bumbá nuclear: banda amazonense mistura sons da floresta com pop

    Banda Marcello Ipanema e o Izunomê busca enaltecer os sons da floresta, sem esbarrar nos clichês do homem do Norte

    Boi bumbá nuclear: banda amazonense mistura ritmos e sonoridades para criar efeito único
    Boi bumbá nuclear: banda amazonense mistura ritmos e sonoridades para criar efeito único | Foto: Ione Moreno


    Manaus – Misturando o ritmo do boi bumbá amazônico com os elementos sonoros do pop mundial, foi criado o Boi Bumbá Nuclear, idealizado pela banda Marcello Ipanema e o Izunomê. Com a proposta de trazer uma experiência musical única, a banda busca enaltecer os sons da floresta, sem esbarrar nos clichês do homem do Norte.

    A banda carrega no nome o significado de sua filosofia. “Izunomê”, segundo os preceitos da ideologia oriental, expressa o espírito do equilíbrio das coisas fundamentais. E é assim que os integrantes da banda uniram elementos da toada de boi bumbá ao reggae e rock mundiais para criar um novo gênero.

    Elementos musicais indígenas são adicionados nas canções da banda
    Elementos musicais indígenas são adicionados nas canções da banda | Foto: Ione Moreno

    “Queremos tornar pop essa coisa regional, mas sem cantar os clichês de tucupi e tacacá. Queremos cantar uma música universal, com uma experiência musical nova que represente o nosso estado para o mundo”, afirma o vocalista e produtor musical, Marcello Ipanema.

    Para alcançar o som original trazida pela “Izunomê”, o vocalista explica que o processo de pesquisa das melodias demorou dez anos para ser amadurecido até o formato atual, mas foi somente há dois anos que a equipe se concretizou como banda.

    “Eu laboratoriei a proposta do Boi Bumbá Nuclear há dez anos, teve muita pesquisa e eu iniciei sozinho. Foi conforme o tempo foi passando que cada um aqui aderiu à proposta e veio adicionando seu trabalho. Há mais ou menos dois anos que o formato atual da banda se concretizou”

    Porta-voz da Amazônia

    O conjunto formado por dez integrantes amazonenses já tocou nos principais palcos da cidade, como o Até o Tucupi e o Tacacá da Bossa. Segundo Marcello Ipanema, a "Izunomê" pretende ser o porta-voz da Amazônia para os grandes festivais internacionais de música.

    “Buscamos promover a regionalidade da floresta falando de sustentabilidade, mas mostrando que aqui também se produz um pop que pode ser levado a nível mundial. Nosso maior objetivo é levar nosso projeto para fora do Brasil, para festivais como o Brazilian Day, por exemplo ”, comenta.

    O DJ da banda, Paulo Vítor, é quem mescla a batida eletrônica pop com os sons do boi bumbá
    O DJ da banda, Paulo Vítor, é quem mescla a batida eletrônica pop com os sons do boi bumbá | Foto: Ione Moreno

    O DJ da banda, Paulo Vítor, conta que seu contato com a proposta de tocar ritmos amazônicos veio devido seus outros trabalhos com arranjos de carimbó e cumbia. “Eu já conhecia um pouco do trabalho da banda e achei interessante a ideia de mesclar o som eletrônico com os traços indígenas. No início, eu não sabia bem o que eles queriam que eu fizesse, mas foi aqui que eu cresci profissionalmente e acrescentei mais conteúdo para o caribeat (ritmo que mistura carimbó com música eletrônica”, afirma.

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