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    Cultura


    Secretário assina acordo para potencializar o mercado da ópera no país

    A assinatura do acordo ocorrerá como parte da programação do 22º Festival de Ópera do Amazonas

    O secretário ressaltou que as atividades culturais têm expressiva contribuição para o Brasil | Foto: Divulgação

    O secretário ressaltou que as atividades culturais têm expressiva contribuição para o Brasil
    O secretário ressaltou que as atividades culturais têm expressiva contribuição para o Brasil | Foto: Divulgação

    Manaus- O secretário especial de Cultura do Ministério da Cidadania, Henriques Pires, estará em Manaus, no próximo dia (26), para assinar um acordo com a (OLA) Ópera Latinoamérica, entidade que reúne teatros de ópera de toda a América Latina e Espanha. O acordo marca a disposição do governo brasileiro de atuar em conjunto, para facilitar as coproduções e intercâmbio de montagens entre os países, reduzindo custos em todo o processo, ampliando a oferta e os negócios que podem ser gerados nessa área.

    A assinatura do acordo ocorrerá como parte da programação do 22º Festival de Ópera do Amazonas (FAO), evento promovido pelo Governo do Amazonas, através da Secretaria Estadual de Cultura (SEC), com patrocínio master do Bradesco, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cidadania e Secretaria Especial de Cultura.

    O governador do Amazonas, Wilson Lima, e o secretário de Cultura do Estado, Marcos Apolo Muniz, receberão Henrique Pires e a diretora da OLA, Alejandra Martí, para assinatura do acordo, no Salão Nobre do Teatro Amazonas, em solenidade às 18h. Marcos Apolo Muniz diz que a adesão do governo brasileiro ao trabalho que vem sendo desenvolvido pela OLA, de forma integrada com vários países, é um passo importante para a potencialização econômica do setor. 

    O secretário Henrique Pires também vai participar, em Manaus, no mesmo dia, de 9h às 12h30, do “Encontro Teatros de Ópera e a Economia Criativa na América Latina”, promovido durante o FAO, no Palácio da Justiça, Centro da cidade. Segundo Henrique Pires, promover a ópera e toda a cadeia produtiva desse setor é fundamental. “O país tem uma longa tradição operística, que remonta ao período da Corte Portuguesa no Brasil. No entanto, apesar de todo o valor cultural e potencial comercial da ópera, das obras de autores de renome internacional, como Carlos Gomes, dos maravilhosos teatros em Manaus, São Paulo e no Rio de Janeiro, ainda existe pouca oferta de espetáculos nessa área”, afirmou.

    Ele considera, portanto, que esse encontro que está sendo promovido pela Secretaria de Cultura do Amazonas é de extrema importância para municiar os governos, a sociedade e os setores criativos, com informações e estratégias capazes de transformar essa realidade, incluindo a ópera no cenário cultural brasileiro em todos os estados.

    Participarão do encontro, em Manaus, além de Henrique Pires e de Alejandra Martí, a chefe do Departamento de Economia Criativa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Trinidad Zaldivar, o diretor Executivo da Ópera da Colômbia, René Coronado, a diretora executiva do FAO, Flávia Furtado, os secretários de Cultura de São Paulo, Sérgio Sá Leitão, e do Rio de Janeiro, Ruan Lira, além do presidente da Academia Brasileira de Música, João Guilherme Ripper.

    Economia criativa

    O secretário Henrique Pires ressaltou que as atividades culturais têm expressiva contribuição para o Brasil, tanto em relação ao desenvolvimento social quanto ao econômico. “Elas são estratégicas na geração de empregos formais, na ocupação informal e na criação e distribuição da renda, com impactos inclusivos e sustentáveis que repercutem em diferentes cadeias produtivas”, destacou.

    De acordo com ele, a economia criativa formal registrou 837,2 mil profissionais empregados em 2017, especialmente nos setores de Pesquisa & Desenvolvimento, Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC), Publicidade, Marketing e Arquitetura. A remuneração na indústria criativa, ele citou, é superior à média da economia nacional, segundo pesquisa da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN). “Enquanto a média salarial do trabalhador brasileiro foi de R$ 2.777,00 em 2017, os profissionais criativos mais qualificados receberam R$ 6.801,00. Nas artes cênicas, que inclui o setor de ópera, os profissionais criativos tiveram rendimentos médios de R$ 11.362,00”, relacionou.

    Na outra ponta, diz ele, o artesanato brasileiro, por exemplo, emprega milhares de pessoas nas cinco regiões, mobiliza recursos naturais e manufaturados, significa o rendimento de muitas famílias, gera impostos e promove a nossa diversidade globalmente. “O alcance social e econômico dessa atividade é enorme, mas carece da coleta e aferição de dados substantivos e regulares que comprovem a sua força e o seu potencial”, ressaltou.

    A economia criativa brasileira, na sua avaliação, possui características distintivas que privilegiam o seu posicionamento nos principais mercados produtores e consumidores. “A ópera, junto das demais atividades culturais, demanda a continuidade de programas e de mecanismos exitosos, bem como a adoção de políticas públicas que propiciem a utilização do potencial dos setores criativos”, complementou. 

    *Com informações da assessoria

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