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    Reggae


    ‘Liberdade pra dentro da Cabeça’: a energia e positividade de Natiruts

    A banda Natiruts trouxe a Manaus os sucessos do seu oitavo disco. O show aconteceu no último sábado (1º) no Pódium da Arena da Amazônia

    Alexandre Carlo durante filmagens de "I Love" | Foto: Divulgação

    Manaus - Ícone do reggae, a banda brasiliense Natiruts esteve em Manaus nesse sábado, 1ª de junho, com um show emblemático no Pódium da Arena da Amazônia, trazendo a turnê ‘I love’, que leva o nome do seu oitavo disco.

    Quem nunca ouviu ‘Quero ser feliz também’, ‘Liberdade para dentro da Cabeça’ ou ‘Me namora’? Formada pelos músicos Alexandre Carlo (vocalista), Luís Maurício Ribeiro (contrabaixista) e Rodrigo Peres – Kiko (guitarrista), Natiruts se perpetua no mercado há mais de 20 anos.

    O EM TEMPO -  conversou com o contrabaixista da banda, Luiz Maurício Ribeiro, sobre a trajetória musical do Natiruts, sobre o novo álbum e sobre a carreira no exterior. A banda foi consagrada, em 2015, por uma plataforma de streeming como a banda pop brasileira de maior expressividade no mundo. Confira a entrevista:

    EM TEMPO – Com oito discos depois, 23 anos de carreira, como vocês avaliam a evolução do Natiruts durante todo esse tempo? Imaginaram chegar neste patamar desde o início?

    LMR — Vivemos um dia de cada vez e com muita humildade. Nosso trabalho sempre foi focado nas canções. Essa é a nossa principal preocupação, fazer boas músicas. Sinto que estamos colhendo os frutos disso agora, com uma carreira sólida e um grande respeito por parte de todas as categorias, da crítica especializada, ao público de um modo geral.

    EM TEMPO – O disco ‘I love’ é bem eclético, mas bem amarrado ao reggae também. Como se deu essa mistura?

    LMR — Desde o início da nossa banda que buscamos explorar novos estilos e mesclá-los com o reggae e a nossa MPB. O mais importante é que conseguimos criar uma identidade. Mesmo com todas as nossas experimentações, as pessoas escutam poucos segundos das nossas canções e já nos identificam como sendo Natiruts.

    EM TEMPO – Qual o segredo da banda que é o maior símbolo do reggae nacional?

    LMR — Vejo que um diferencial do nosso reggae está na riqueza harmônica e na liberdade em incorporar novos estilos no nosso som. Creio que isso eleva muito o nível das canções.

    EM TEMPO – Como foi o processo de composição de todo o álbum?

    LMR — Alexandre Carlo é um artista completo e um dos maiores compositores do nosso país. Sempre tem muitas músicas e ideias de arranjos. Nosso processo como banda é interpretar da forma mais fiel à sua ideia original.

    Natiruts é formada pelos músicos Alexandre Carlo (vocalista), Luís Maurício Ribeiro (contrabaixista) e Rodrigo Peres – Kiko (guitarrista)
    Natiruts é formada pelos músicos Alexandre Carlo (vocalista), Luís Maurício Ribeiro (contrabaixista) e Rodrigo Peres – Kiko (guitarrista) | Foto: Divulgação

    EM TEMPO – O Natiruts têm uma abrangência grande em diversos países. Qual foi a maior surpresa da banda nestas viagens ao exterior?

    LMR — A maior surpresa é não precisar traduzir as canções para que elas cheguem ao público “gringo”. Somos escutados em todo continente americano e também nos outros países que falam a língua portuguesa. Assim como diversos artistas novos e mais experientes da música brasileira. Mas não imaginávamos que iríamos ultrapassar a barreira da língua e adentraríamos ao cotidiano dos jovens desses países a ponto de despertar um interesse espontâneo tão grande que reuniu 8 mil pessoas no último show em Buenos Aires por exemplo.

    I Love

    O novo álbum do Natiruts, lançado em dezembro de 2018, vem recheado de boas vibrações e mensagens positivas – estilo que fazem parte do DNA da banda.

    Na faixa “Xaxado do Amor”, uma batida eletrônica, que é um dancehall abrasileirado. Segundo o vocalista Alexandre Carlo, “influência do som que rola na América Central: Costa Rica e Panamá”, afirma o cantor. Ele pontua também a faixa “Verde do Mar de Angola” (que conta com a participação de Gilberto Gil) com um ritmo que mescla reggae e música africana. E finaliza, com a música latino-espanhola em “O Silêncio Virou Som” e balada em “Bem Pra Longe”.

    Mas o disco também tem canções brasileira com R&B em “I Love”. A faixa título conta com a participação da banda de reggae Morgan Heritage (NYC).

    “Eles possuem uma excelência vocal. São artistas que podem figurar em qualquer festival, de qualquer estilo sem deixar a bola cair”, diz o vocalista.

    A faixa “I Love” se faz presente em duas versões: português e espanhol, marcando a primeira iniciativa do Natiruts na língua hispânica falada por boa parte dos fãs da banda. Outra participação internacional é a de Logan Bell, vocalista e guitarrista da banda neozelandesa Katchafire. Referência no cenário reggae da Oceania, a banda já esteve no Brasil muitas vezes, inclusive tocando nos mesmos festivais que o Natiruts.

    O reggae “Deriram” e seu refrão marcante também aparece em versão em espanhol. “O público do Natiruts no exterior gosta da sonoridade do português nas nossas melodias”, aponta Alexandre Carlo.

    I Love é o nome do oitavo disco de inéditas do Natiruts e foi produzido por Alexandre Carlo no estúdio Zeroneutro um título que explica tudo o que é necessário na vida: o amar, o amor. Simples assim.

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