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    ‘Olhos que Condenam’ mostra como a justiça desumaniza jovens negros

    'Olhos que Condenam' é a série mais vista da Netflix desde que estreou há duas semanas

    Olhos que condenam é a série mais vista da Netflix | Foto: Divulgação

    É difícil assistir a série "Olhos que Condenam" e não se sentir incomodado ou revoltado. O novo trabalho da diretora americana Ana DuVernay, de 46 anos, baseado na história real conhecida como "Cinco do Central Park" vai direto ao ponto.

    A série mostra como a polícia de Nova York forjou uma narrativa para incriminar cinco adolescentes negros, de 14 a 16 anos, pelo estupro brutal de uma corredora branca no Central Park, em 1989. Depois de dez anos presos, eles receberam uma indenização milionária da justiça. 

    Disponível na Netflix, a série de apenas quatro episódios amplia o tema enfrentado corajosamente pela diretora em seus últimos trabalhos: o racismo histórico e institucional americano.

    Num dos episódios, o agora presidente Donald Trump aparece (em imagens reais) pedindo a condenação dos jovens, muito antes deles serem julgados.  Lá como aqui, é duro fazer essa revisão sem despertar muitos ânimos. 

    Tanto que as duas principais responsáveis pelo caso tiveram que vir a público se explicar por suas ações depois da estreia de Olhos que Condenam, há duas semanas.

    A ex-promotora Linda Fairstein, responsável pela acusação, se afastou no dia 8/06 do conselho universitário da Faculdade de Vassar, onde estava atuando atualmente. Ela saiu dizendo que a história estava “cheia de distorções e falsidades”.

    Já Elizabeth Lederer, promotora-chefe do caso, renunciou ao cargo de professora na Universidade de Columbia na última quinta, por pressão dos estudantes.

    Além do tema urgente e relevante, a série nos pega de jeito, com atuações impecáveis (com destaque para os cinco jovens atores), condução no limite da tensão, uma boa reconstituição de época e uma trilha sonora envolvente.

    Segundo a Netflix, que comemorou nas redes sociais o sucesso, Olhos que Condenam já é a série mais assistida do serviço desde o dia 31. 

    Foi a primeira produção de Ava DuVernay para a Netflix. E digamos que é uma espécie de fundamentação da tese que ela sustenta em ‘Olhos que Condenam’.  Através de muita pesquisa e entrevistas com políticos, militantes, acadêmicos e ex- prisioneiros, a diretora mostra como o sistema penal americano trabalhou para punir a população negra desde que a 13ª Emenda - que veio para acabar com a escravidão - foi aprovada. O documentário ganhou o prêmio Bafta de cinema.       

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