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    Teatro


    Chega ao fim a temporada de ‘Ambrozhya e o Phantasma da Arte’

    Companhia de Teatro Apareceu a Margarida se despede com a peça neste domingo, às 19h, com ingressos populares

    O novo espetáculo estreou no dia 30 de março no Teatro Amazonas com mais de 700 espectadores
    O novo espetáculo estreou no dia 30 de março no Teatro Amazonas com mais de 700 espectadores | Foto: Divulgação

    Manaus – A temporada da peça ‘Ambrozhya e o Phantasma da Arte’ chega ao fim neste domingo (23), às 19h, após seis apresentações dominicais, no Teatro Gebes Medeiros, localizado no Ideal Clube, na Avenida Eduardo Ribeiro, Centro. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site Bilheteria Digital ou no dia da apresentação aos preços de R$ 20 e R$ 10 (meia entrada).

    O dramaturgo e multimídia Sérgio Cardoso é autor do texto original que inspirou a adaptação e direção de Douglas Rodrigues para a Companhia de Teatro Apareceu a Margarida. ‘É a terceira montagem das obras de Sérgio que a companhia se debruça. A primeira foi ‘Gabriel Drago’, em 2001, a segunda ‘Mercedita de La Cruz’, um grande sucesso de 2006 e, agora, em 2019, chegamos com ‘Ambrozhya’, embora eu tenha participado de ‘Dorothy Garland’, do Sérgio também, em 2011, quando ganhei o prêmio de melhor ator do Festival de Teatro da Amazônia daquele ano, pelo Grupo Origem’, destacou Michel Guerrero, que interpreta Ambrozhya na nova montagem e é fundador da companhia.

    O novo espetáculo estreou no dia 30 de março no Teatro Amazonas com mais de 700 espectadores, causando uma grande expectativa no cenário cultural do Amazonas, em um momento que a produção teatral está escassa. O texto “Ambrozhya e o Phantasma da Arte”, que ganha esta remontagem 30 anos após a estreia da primeira, com direção do próprio Cardoso e com a saudosa Gegê Sadim no elenco, é uma tragicomédia e uma crítica social e política do início dos anos 20 sobre os fazeres culturais. Escrita em 1981, a obra conta a história de uma família a partir de 1918, em uma cidade abandonada após uma crise, que tenta sobreviver financeiramente por meio da promoção de espetáculos artísticos.

    A trama se desenrola após o quadro de um pintor lazonense Leone Castomante ser vendido por 100 mil libras em uma casa de leilões, na cidade de Londres. Sabendo dessa informação, a família promove um evento para celebrar os 20 anos do desaparecimento inexplicável do pintor, que é o fantasma da arte que paira sobre Lazone. “Ambrozhya” consta na coletânea de Cardoso, “Livro do Teatro Urbano das Mulheres de Lazone”.

    “A obra sempre terá um conteúdo atual, pois fala sobre os fazeres culturais. Em 1980, quando o País ainda estava em um processo de abertura política, a situação era ainda pior, pois não havia fomento aos artistas, que viviam à míngua”, comenta o autor. “A história também envolve muito suspense e terror sobrenatural. Estou muito honrado e orgulhoso pela montagem”, destaca Sérgio Cardoso. 

    A peça conta no elenco com atores já experientes do cenário artístico amazonense como Michel Guerrero (Ambrozhya), Geraldo Langbeck (Gervásio), Paulo Altallegre (Carlessônio Wolfgang), Thais Vasconcelos (Leona), Luso Neto (Sir. Fergunson), Karol Medeiros (Laura Amphíbia) e Israel Castro (Suplício).

    O espetáculo tem assinatura musical de Taiara Guedes, administração de figurinos e apoio de produção de Dione Maciel e conta com o apoio cultural do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e da Federação de Teatro do Amazonas (Fetam). Na próxima terça (25), às 9h, a peça será apresentada gratuitamente para a Escola Estadual Jacimar da Silva Gama e para o público em geral, atendendo ao projeto de extensão ‘LEITORES DE ESPETÁCULOS TEATRAIS: OLHARES EMERGENTES NA COTIDIANIDADE ESCOLAR’, uma iniciativa do Curso de Licenciatura em Teatro, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). 

    A trama      

    A história da peça se desenrola na casa de Ambrozhya Fagundes de Leão, sede da Sociedade Líteromusical Leone Castomante, onde todos estão falidos. A matriarca fica transtornada, pois 20 quadros do artista, que pintava araras, papagaios e passarinhos, estão guardados no porão de casa. O espírito de Leone Castomante paira sobre a cidade em silêncio, pois é o Fantasma da Arte. Carlessônio, filho de Ambrozhya, descobre a existência da única descendente de Leone, a senhorita Leona, que vive no Rio de Janeiro.

    Imediatamente, a família ambiciosa arranja uma forma de atraí-la até Lazone e forja as comemorações do vintenário do finado, e, para tal, manda buscá-la no intento de matá-la, pretendendo, assim, voltar à evidência social e política, mobilizando o sistema em torno das falsas comemorações de morte do artista.

    *Com informações da assessoria

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