Fonte: OpenWeather

    Cinema


    'Mercado cinematográfico no AM ainda é incipiente", diz Sérgio Andrade

    Para Andrade, o Amazonas tem potencial para ser explorado por cineastas locais, mas a falta de investimento e formação de profissionais dificultam o processo de capitalização de recursos, produção, distribuição e até mesmo reconhecimento dos trabalhos produzidos. Leia na entrevista ao EM TEMPO.

    Sérgio Andrade esteve na Croisette, em 2017, para participar do renomado Marché du Film, atividade paralela ao Festival de Cannes | Foto: Divulgação

    Manaus- Com prêmios internacionais no currículo, o cineasta, diretor, roteirista e produtor amazonense Sérgio Andrade ainda considera o mercado audiovisual do Amazonas incipiente.

    Nascido em Manaus, o nome do cineasta consta em produções de TV e cinema como “Diários da Motocicleta”, de Walter Salles. Seu longa “Antes o Tempo Não Acabava” foi premiado nos festivais Queer Lisboa e Vitória, em Portugal. O filme também foi exibido no Festival de Cinema Latino-americano de Toulouse, um dos mais importantes da França, em 2016.

    Para Andrade, o Amazonas tem potencial suficiente para ser explorado por cineastas locais, mas a falta de investimento e formação de profissionais dificultam o processo de capitalização de recursos, produção, distribuição e até mesmo reconhecimento dos trabalhos aqui produzidos.

    "

    “O mercado cinematográfico no Amazonas ainda é incipiente. É um mercado que depende muito do subsídio local dos governos da esfera estadual e municipal. Além disso, falta incentivo educacional para quem quer fazer cinema no Amazonas. Aqui, temos muitas histórias locais para produzir séries e filmes. Falta formação e incentivo para isso. Vem gente de fora filmar aqui quando nós poderíamos estar despontando essas produções”, disse. "

    Sérgio Andrade, Cineasta amazonense

    Cenário Político

    O diretor explica que o atual cenário político vivido pelo país também é um fator que implica no fazer da arte. Isso, de acordo com o cineasta, influenciou o trabalho da Agência Nacional do Cinema (Ancine), que agora funciona num ritmo lento.

    “Cinema profissional, de qualidade, com profissionais da área, é uma arte que precisa de investimento. Esse tipo de investimento é a maior dificuldade no Amazonas e em todos os outros estados. Até dois anos atrás, isso não era uma dificuldade devido ao programa de apoio ao cinema e editais de suporte promovidos pela Ancine e Fundo Setorial do Audiovisual. O atual governo não é um grande incentivador da cultura”, diz.

    Leia mais:

    Receba as principais notícias do Portal Em Tempo direto no Whatsapp. Clique aqui!

    Produções italianas são exibidas em mostra no Cineteatro Guarany

    Estacionamento do Aeroporto de Manaus será palco do Arraiá da Alegria

    Comentários