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    Luto nas artes


    Morre Maximino Corrêa, membro da Academia Amazonense de Letras

    Historiador, cineasta, jornalista e pesquisador Luiz Maximino Corrêa morreu aos 84 anos vítima de uma parada cardíaca. Ele ocupava a cadeira 37, da Academia Amazonense de Letras (AAL)

    | Foto: Reprodução

    Morreu na manhã desta quarta-feira (10), aos 84 anos, em sua casa, em Caxias do Sul (RS), Luiz Maximino Corrêa, membro da Academia Amazonense de Letras (AAL). O pesquisador foi ex-presidente do Instituto Superior de Estudos da Amazônia, ex-secretário de Turismo e ex-produtor cultural nas áreas de teatro e cinema, onde chegou a apresentar filmes no Festival de Cannes.

    Nascido em Manaus, em 1935, teve larga vivência em viagens pelo Brasil e exterior atuando como historiador, cineasta e jornalista. Como historiador deixou inúmeras contribuições como “A borracha da Amazônia e a II Guerra Mundial”, “O Nascimento de Uma Cidade: Manaus 1890 a 1900” e “Em Nome de Deus Em Nome do Rei”.

    Para o presidente da AAL, Robério Braga, a perda de Maximino torna Manaus mais empobrecida.

    “É penalizado, triste. Manaus fica empobrecida. Escritor, cineasta, embaixador das artes pelo mundo inteiro, gastrointestinal e enorme fortuna que recebeu a herança toda em cima das exposições de arte no Brasil, em Paris e em Portugal. Amigo de Leandro Tocantins, Gilberto Freire, Arthur Reis, Afonso Arinos e outros grandes nomes. Era elegante, poliglota, discreto, culto e erudito”, explicou Robério.

    Braga afirmou que o historiador era modesto e não ostentava a posição e nem o prestígio que tinha.

    “Leva com ele muito do passado do Amazonas. Neto do último presidente da província e senador da República, não ostentava o saber, nem a história da família, que foi muito importante na indústria, comércio e nas artes. Estou encolhido com tantas perdas: Joaquim Marinho, Luiz Vilalli, Óscar Ramos. Nossa!”, lamentou o presidente da AAL.

    No ramo do cinema atuou como diretor, co-diretor, produtor e roteirista de inúmeros títulos de destaque nacional e internacional como “A Selva”, “Os Foragidos da Violência”, “Como Matar uma Sogra”, “Um Edifício Chamado 200”, “O Sósia da Morte”, “Como Matar uma Sogra”, além de curtas-metragens “Sangue suor”, “A saga de Manaus”, e Região, Tradição e Modenidade, este com participação especial de Gilberto Freyre, entre outros.

    Também foi colaborador de vários jornais da capital amazonense e na administração pública foi assessor da Superintendência do Plano de Valorização da Amazônia (SPVEA); diretor do Departamento Estadual de Turismo; diretor-superintendente da Fundação Cultural do Amazonas, secretário executivo do Instituto Superior de Estudos da Amazônia (ISEA) e membro-presidente do Conselho Estadual de Cultura.

    A AAL emitiu nota lamentando a perda de Maximino. “Luiz Maximino foi membro efetivo desta Casa recebido por Elson Farias em Solenidade realizada no dia 17 de outubro de 2003. Ocupou a Cadeira nº 37, na sucessão de Carlos Araújo Lima”. 

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