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    Música Brasileira


    Dia do Cantor: artistas do AM buscam destaque no cenário cultural

    Conheça o prazer e as dificuldades da profissão de artistas que, em meio a dificuldades, tentam viver da música no Amazonas e sonham com o destaque nacional e internacional

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    Manaus - Diferente de outras regiões do país, como, por exemplo, o Sudeste - onde artistas dos quatro cantos do Brasil fixam moradia em busca de reconhecimento no cenário musical - o Amazonas ainda está longe de ser um polo para a música brasileira. Apesar disso, há artistas que batalham diariamente em busca de valorização profissional por meio da música.

    Cantores que embalam sons em festas de aniversário, despedidas, comemorações de fim de ano, arraiais, casas noturnas e até os famosos barzinhos - aqueles em que o povo senta para beber cerveja, comer um petisco e apreciar uma boa música - também fazem da profissão um meio para o ganha pão.

    No dia 13 de julho, data em que é comemorado o Dia do Cantor, o Portal Em Tempo aproveita a oportunidade para divulgar alguns talentos regionais que agitam as noites manauaras e também destaca as dificuldades que envolvem a profissão no Amazonas. 

    A profissão parece um tanto comum para quem aprecia música, porém requer bem mais que tempo e talento, é preciso persistência e esforço para alcançar tons graves ou agudos quando necessário. É um exercício com as cordas vocais, que possibilita sons agradáveis capazes de relembrar momentos vividos ou permear desejos. 

    Em meio a inúmeras dificuldades, como a carência de apoio, a falta de patrocínio e a margem negativa no quesito “visibilidade local”. A busca por apresentações na capital, no interior do Amazonas e até fora do Estado se torna disputada no mercado local, que que fica sob critério: a sobrevivência da carreira do músico ou da banda.

    Dupla Sertaneja 

    A dupla musical de sertanejo universitário iniciada em 2018 com Reynan e Randrícia vem buscando o aprimoramento da carreira musical com a aposta em hits de um dos estilos musicais que mais cresce no país, o sertanejo universitário. 

    Dupla Sertaneja Reynan e Randrícia em ensaio fotográfico para a gravação do primeiro CD
    Dupla Sertaneja Reynan e Randrícia em ensaio fotográfico para a gravação do primeiro CD | Foto: Reprodução

    Com um arsenal de músicas sertanejas já lançadas em seu primeiro CD, intitulado “O destino”, os artistas ressaltam que começaram a cantar ainda muito jovens, ambos com quatro anos de idade, tendo como influência os pais, que também eram músicos. Confira um trecho do primeiro CD da dupla:

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    Hoje, costumam tocar em bares da cidade como Rancho Sertanejo, Gargalo Sport Bear, Boteco Caminho de Ksa e, como estão no início da carreira, a dupla conta ainda que, pelo fato de estarem começando, as coisas se tornam mais difíceis em diversos sentidos.

    “Além do trabalho da imagem, principalmente nas redes sociais, na nossa região, a música sertaneja ainda não é tão comercial como o forró. Há poucas casas de shows que adotam esse estilo como o principal e são muitos cantores para poucas casas”, analisa a dupla. 

    Além disso, a dupla conta que existe também a questão da distância, que dificulta o trabalho da dupla. “Sonhamos muito em fazer sucesso a nível nacional, mas nos encontramos em uma região meio que isolada do resto do país. Por isso, alguns colegas acabam migrando para outros lugares, como São Paulo e Goiás, pois é lá que estão as melhores produtoras em busca de novos talentos”, enfatiza a dupla.   

    O primeiro CD, lançado em 2019, é fruto de muito trabalho da dupla, que atualmente se mantém com o cachê de shows e alguns poucos patrocínios obtidos por meio da interação com o público amante do sertanejo universitário.

    “Quase sempre no fim de cada show ficamos um tempinho na resenha com o público, tirando fotos, dando o nosso número de contato e redes sociais e, dessa forma, acabamos criando muitas amizades que somam ao nosso trabalho e nos fazem de alguma maneira ser meio que ‘reconhecidos’”, pontuam os jovens. Acompanhe a dupla no Instagram.

    POP e Metal

    A popularidade na música é um ponto muito importante, essencial para a consolidação da marca e o reconhecimento do trabalho produzido. Numa aposta mais descolada, a cantora Bianca Souza Caggy também agita as noites manauaras. Na playlist da cantora não pode faltar os ritmos POP e Metal. 

    Cantora Bianca Caggy durante apresentação em Manaus
    Cantora Bianca Caggy durante apresentação em Manaus | Foto: Reprodução

    Bianca conta que começou a trabalhar com música aos 18 anos, antes disso, a cantora ressalta que a vida era “regada apenas a competições de karaokê”. Ela lembra que convite para a primeira banda veio após uma dessas apresentações amadoras.

     “Hoje, faço parte da banda de Rock ‘High Voltage’ e também integro há dois anos a ‘The Marcianas’, que toca apenas Flash Black e anos 80”, destaca Caggy.

    Com seis anos de carreira, Bianca explica que as ideias de covers são bem inovadoras, tanto que a cantora já atuou como artistas consagrados do cenário musical nacional e internacional, entre eles destacam-se Pitty, Kty Perry, Amy Winehouse, entre outros.

    A versatilidade é essencial para o mundo de adaptações musicais em que os artistas precisam se engajar.

    Bianca conta, ainda, que sempre é requisitada para tocar em eventos diferenciados, desde casas noturnas, como Porão do Alemão, a festas de fim de ano. Para acompanhar a artista nas redes sociais, basta acessar os perfis no Facebook e Instagram.

    Superando o preconceito

    Melany Marinho, a cantora Trans que iniciou a carreira na música aos cinco anos de idade, enfrentou não só o problema financeiro e a falta de apoio familiar, mas também o preconceito - inclusive até hoje. 

    Retornando a carreira em 2007 na música sertaneja, Melany conta que naquele período ainda não era comum mulheres no sertanejo, como é possível identificar hoje.

    “Naquele início foi uma fase difícil, cheia de luta, porque se tratava de uma mulher defendendo o seguimento sertanejo”, lembra a artista.

    Em doze anos de carreira, Melany diz que neste Dia do Cantor, se reafirma como cantora e ressalta que busca constantemente a renovação para atingir o grande sonho de ser reconhecida nacional e internacionalmente. 

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    Um desejo a mais, mas não menos importante: Mais respeito! "

    Melany Marinho, cantora

    “Desejo que neste dia, o nosso meio de forma geral seja mais unido, mais respeitoso e, claro, sem preconceitos”, frisou a cantora.

    Atualmente, Melany toca em diversos bares da cidade, como Gargalo Sport Bear e Rancho Sertanejo. Em um desfecho de homenagem, ela finaliza:

    “Ah, música para mim é muito mais que tocar um violão e cantar. É tocar a alma, falar de sentimento, é fazer a diferença por meio dela, sem se vangloriar com o ego. É missão!”.

    Não há dúvidas de que a música está presente em nossas vidas de forma literal e, neste dia especial, não há nada melhor que parabenizarmos os profissionais que produzem com tanto prazer os ritmos que contagiam.

    Que nesta data possamos aplaudir aqueles que, com a música, nos tocam de alguma maneira e fazem nos sentirmos melhores com o trabalho musical. Feliz Dia do Cantor!

    Edição e pauta: Isac Sharlon

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