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    Árvore que Anda


    Exposição apresenta reflexão sobre a natureza, em Manaus

    A exposição “Uýra, a Árvore que Anda” mostra um acervo de fotos da drag queen Uýra Sodoma, considerada uma entidade que expressa o híbrido entre a cidade e a floresta

    A exposição acontece até o dia 30 deste mês | Foto: Ricardo Oliveira

    Manaus - A exposição “Uýra, a Árvore que Anda” será realizada a partir das 19h desta sexta-feira (26) na Galeria de Artes Visuais do Largo São Sebastião, no Centro de Manaus. A exposição, de autoria do artista visual Emerson Munduruku, tem como finalidade mostrar a violência praticada contra o meio ambiente e grupos sociais.

    A exposição, que faz parte da programação da Virada Sustentável, é baseada em um acervo de fotos de Emerson Munduruku, caracterizado com o personagem Uýra Sodoma, uma drag queen considerada uma entidade que expressa o híbrido entre a cidade e a floresta. A exposição propõe repensar o que chamamos de “Natural”. É um estímulo do olhar para o cotidiano, onde habita um conjunto de belezas e caos invisíveis.

    Emerson Munduruku dá vida à Uýra Sodoma
    Emerson Munduruku dá vida à Uýra Sodoma | Foto: Divulgação

    “A drag apresenta os processos ambientais que atravessam a vida na nossa cidade, que é um território onde se pode encontrar a indústria em meio à flora. Ela evidencia uma relação muito forte com a floresta”, contou Emerson Munduruku em entrevista ao EM TEMPO.

    A exposição, segundo Emerson, expõe questionamentos sobre a normalização da poluição ao meio ambiente e, por meio da arte, debate temas relacionados à condição humana.

    A exposição faz parte da programação da Virada Sustentável
    A exposição faz parte da programação da Virada Sustentável | Foto: Matheus Belém

    “Nas ruas provocamos reflexões mediante a experimentação do corpo. Durante as apresentações, eu busco mostrar às pessoas, seja no teatro ou na rua, muitas questões de impacto social”, afirmou Emerson.

    A personagem nasceu em 2016, seguindo um momento de transformação pessoal do biólogo. Uýra significa ave. Emerson explica que escolheu este nome por remeter ao voo e à liberdade.

    A exposição é baseada em um acervo de fotos da drag Uýra Sodoma
    A exposição é baseada em um acervo de fotos da drag Uýra Sodoma | Foto: Dirce Quintino

    “Por meio da Uýra eu encontro uma forma de ser livre. A exposição se trata de uma árvore que se movimenta. Na verdade, as árvores se movem, e muito, só precisamos olhar com atenção”, disse o artista, acrescentando que a exposição vai incluir também rodas de debates e encerra no dia 30 de setembro. A exposição acontece sob a curadoria de Keila Serruya e comunicação visual feita por Balaclavo e Mendes Auá.

    Uýra Sodoma viaja para comunidades do Amazonas levando conscientização por meio da personagem, que foi vencedora da edição manauara do concurso de drag queens Rival Rebolado, em 2017.

    Uýra chama atenção para a preservação da natureza
    Uýra chama atenção para a preservação da natureza | Foto: Lisa Hermes

    O processo para Emerson se transformar em Uýra pode demorar aproximadamente duas horas. Os elementos usados na maquiagem são sempre provenientes da natureza e podem envolver ramagens, sementes, conchas, folhas e flores. Graças a isso, a aparência da drag queen está em constante mutação, assim como a natureza.

    Oficinas

    A exposição também vai contar com uma oficina de maquiagem artística e uma roda de conversa. A oficina de maquiagem “Morfose, criação de seres em Si, ministrada também por Emerson Munduruku, será gratuita e acontecerá no dia 16 de agosto.

    O processo para Emerson se transformar em Uýra pode demorar aproximadamente duas horas
    O processo para Emerson se transformar em Uýra pode demorar aproximadamente duas horas | Foto: Matheus Belém

    No dia 15, Emerson recebe a artista visual e realizadora audiovisual Keila Serruya e a artista e educadora social Maria Morais, dentre outros convidados, para roda de conversa sobre “Arte, gênero, raça e periferia”.

    Acessibilidade

    Para garantir o acesso democrático à exposição, a Galeria do Largo dispõe de acesso à cadeirantes e, de acordo com Emerson, as obras vão ser acessíveis a pessoas com deficiência auditiva e visual, com vídeos em Libras e obras de texto audio descritas.

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