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    ‘Quarto Azul’ volta aos palcos de Manaus

    A trama retrata a relação de dois jovens construída a partir das complexidades das relações líquidas defendidas pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman

    Apresentação de reestreia acontece no dia 25 de agosto, na sede da Cia Trilhares | Foto: César Nogueira/Divulgação

    Inspirada em uma história real, a peça ‘Quarto Azul’, escrita por Felipe Maya Jatobá e Kirk Thiago Pedroso, ganha sua terceira versão para os palcos amazonenses. Amadurecida pelos afetos compartilhados em outras regiões do país, após participações do Grupo Jurubebas no Festival Nacional de Teatro de Bolso, no Distrito Federal; e no Festival de Teatro de Guaranésia, em Minas Gerais, o espetáculo reestreia em Manaus com novo elenco e adaptações na trama.

    Na nova montagem, o ator amazonense Caio Muniz interpreta o jovem ‘Lucas’, estudante universitário que, aos poucos, vai fazendo descobertas sobre sua sexualidade. Durante os ensaios de uma companhia de teatro ele conhece ‘Luiz Felipe’, interpretado pelo ator e diretor Felipe Jatobá. Na trama, a relação entre os dois começa a ser construída a partir das complexidades das relações líquidas, defendidas pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, com criação colaborativa da plateia, que passa a assumir a coautoria do espetáculo.

    o ator amazonense Caio Muniz interpreta o jovem ‘Lucas'
    o ator amazonense Caio Muniz interpreta o jovem ‘Lucas' | Foto: César Nogueira/Divulgação

    “Essa relação de coautoria vem de uma pesquisa que o Coletivo Brecha, do Rio de Janeiro, desenvolve e que se chama ‘dramaturgia recombinante’, que é quando a gente junta a dramaturgia existente com algumas informações que a plateia acrescenta na obra. As duas primeiras versões da peça traziam para a plateia a responsabilidade de definir elementos para que o primeiro encontro dos personagens acontecesse, agora, ela também vai nortear o percurso do final do espetáculo. É como se, de forma mais direta, o público escolhesse o final que mais faz sentido para a história, que nem sempre será a que já está escrito na dramaturgia”, pontua Jatobá.

    O amor explicado pela sociologia

    Bauman no seu livro “Amor Líquido” compara as relações humanas, em especial as amorosas, com conexões USB onde após a conexão e a troca de informações a gente desconecta e segue a vida. As relações, segundo Zygmunt Bauman, não são mais feitas para durar, pois com a rapidez das intervenções tecnológicas, o tempo com o outro passa a ser menos importante em detrimento de tudo novo que é lançado.

    A classificação indicativa do espetáculo é para maiores de 16 anos.
    A classificação indicativa do espetáculo é para maiores de 16 anos. | Foto: César Nogueira/Divulgação

    Quarto Azul é uma história que acontece no meio disso tudo, um romance entre jovens que se conectam e, devido às fragilidades dessas relações, vão aprendendo juntos a respeitar o tempo e o espaço do outro num lugar frenético, que é a vida cotidiana. “Apresentamos dois personagens de idades e realidades diferentes, construindo uma relação em meio ao turbilhão de informações e descobertas”, completa Jatobá.

    “Alguns tabus da juventude contemporânea e o contexto do jovem urbano são características presentes no trabalho desenvolvido pelo grupo. Trata-se de uma história que se aproxima de diversos arquétipos, estabelecendo uma identificação imediata com todos que já vivenciaram um relacionamento amoroso”, finaliza Jatobá.

    Apresentação

    Apresentação de reestreia acontece no dia 25 de agosto, às 18h, na sede da Cia Trilhares, na Rua Belo Horizonte, C-5, bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus. O passaporte custa R$ 20 e a classificação indicativa do espetáculo é para maiores de 16 anos.

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