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    Entrevista


    Pitty retorna a Manaus no Planeta Rock 2019 no próximo sábado (24)

    Pitty apresenta ao público manauara o novo álbum, “Matriz”, o quinto da carreira. Raimundos e CPM 22 também são atrações do Planeta Rock

    Pitty é uma das atrações mais aguardadas | Foto: Divulgação/Instagram

    Manaus - Uma das atrações mais aguardada do Planeta Rock 2019, que acontece no próximo sábado (24), a partir das 22h, no Studio 5 Centro de Convenções, Zona Sul de Manaus, Pitty apresenta ao público manauara o novo projeto intitulado ‘Matriz’, o quinto da carreira. Além da roqueira, Raimundos e CPM 22 se apresentam no Planeta Rock.

    Em entrevista ao Portal Em Tempo, Pitty falou sobre o novo álbum, os projetos da carreira e tudo que vai rolar no show que acontecerá na capital amazonense. O álbum foi gravado entre estúdios do Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, cidade que ela deixou aos 23 anos.

    EM TEMPO - Como surgiu o novo projeto?

    Pitty - Esse disco novo veio em um processo diferente, ele se fez a partir de um show. Saí em turnê com um show novo que batizei de Matriz, e, a partir da estrada, fui construindo a ideia do álbum, testando músicas ao vivo, compondo com bastante tempo, gravando em vários estúdios, cidades e com participações diferentes.

    Pitty faz uma ponte entre as essências de suas primeiras composições
    Pitty faz uma ponte entre as essências de suas primeiras composições | Foto: Otávio Sousa

    EM TEMPO - “Serpente”, canção do álbum Setevidas, foi um ensaio para este novo projeto?

    Pitty - Acho que Serpente foi um bom final de capítulo para o ‘Setevidas’ e justamente de alguma forma prenunciava essa nova fase, embora naquele momento eu nem soubesse o que seria de fato. Mas já havia um sopro de mudança, uma vibração.

    EM TEMPO - Qual é a maior diferença desse álbum para os anteriores?

    Pitty - É completamente diferente no formato, no jeito de gravar e no fato de ter participações especiais. Muitas coisas que eu nunca havia feito antes, como gravar composição de outras pessoas e ter formatos de banda e músicos diferentes por faixa. E ao mesmo tempo tem a essência dos primeiros discos, o discurso se reinventa e o vocabulário vai crescendo para abordar assuntos que estão presentes desde o começo.

    O disco de estréia “Admirável Chip Novo” (2003), foi o álbum de rock mais vendido do ano
    O disco de estréia “Admirável Chip Novo” (2003), foi o álbum de rock mais vendido do ano | Foto: Otávio Sousa

    EM TEMPO - Você sentiu estranhamento do público para esse novo projeto?

    Pitty - Absolutamente nenhum. Pelo contrário, o que vi foi uma aceitação imensa, com público e crítica entendendo o disco de forma que nem eu esperava. Como se fizesse sentido de fato que ele exista agora, nesse momento.

    EM TEMPO - Você diria que esse é o seu álbum mais político?

    Pitty - Acredito que é o mais forte no sentido de embasamento de discurso, de ideias e de aprofundamento de temas que são caros para mim. E ao mesmo tempo é o mais libertário no sentido sonoro, não está preso a nenhuma convenção.

    EM TEMPO - Na música ‘Motor’ dá para subentender um relacionamento abusivo e em ‘Ninguém é de ninguém’ já temos a temática da liberdade relacional. Foi um álbum que, de alguma forma, foi pensado para o público feminino?

    Pitty diz que o público manauara pode esperar um show bem completo e enérgico
    Pitty diz que o público manauara pode esperar um show bem completo e enérgico | Foto: Otávio Sousa

    Pitty- Não, foi pensado para todos os públicos, de todos os gêneros, idades e classes sociais. Minha arte é ampla, mas foi pensado por uma mulher. Talvez aí é que esteja a diferença. O protagonismo das ideias parte dessa ótica.

    EM TEMPO - O que o público pode esperar do show em Manaus?

    Pitty- Muitas novidades, repertório novo, os hits antigos, um show bem completo e energético. Estou com saudade e muito feliz de passar por Manaus com a nova turnê.

    Sobre o novo álbum

    ‘Matriz’, como o nome sugere, tem a proposta de trazer ao público as essências da cantora em um som contemporâneo que mescla suas primeiras composições e as suas raízes baianas. Aos 41 anos, a cantora possui quatro outros discos na carreira e tem ganhado visibilidade ao expor suas opiniões no elenco fixo do programa ‘Saia Justa’, do canal GNT.

    A Pitty

    Considerada uma das principais vozes do rock contemporâneo, a baiana começou no mundo da música desde pequena, quando ouvia os discos do Raul Seixas do seu pai.

    A baiana tem 41 anos
    A baiana tem 41 anos | Foto: Divulgação/Instagram

    Priscilla Novaes Leone nasceu em Salvador, Bahia, no dia 7 de outubro de 1977, mas passou sua infância em Porto Seguro. Pitty foi aluna de música da Universidade Federal da Bahia. Antes do auge, a cantora integrou dois grupos: Inkoma (como vocalista) e Shes (como baterista).

    Pitty foi uma das bandas de rock mais bem-sucedidas a partir da década de 2000, vendendo cerca de 5 milhões de álbuns. Seu disco de estreia “Admirável Chip Novo” (2003), foi o álbum de rock mais vendido do ano. Depois surgiu outros sucessos como “Me Adora”, “Na Sua Estante”, “Equalize”, “Memórias”, “Teto de Vidro”, “Máscaras”, “Semana Que Vem” e outras.

    A banda colecionou prêmios: Grammy Latino, Prêmio Multishow de Música Brasileira, MTV Video Music Brasil, MTV Europe Music Awards, Women’s Music Event Awards, Votação Rolling Stone Brasil 2014, Prêmio Jovem Brasileiro, Prêmio ABC de Cinematografia: ABC (Academia Brasileira de Cinematógrafos) e muitos outros.

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