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    Estreia


    Chucky volta às telonas robótico e menos assustador

    O novo "Brinquedo Assassino" traz um Chucky mais tecnológico, com capacidade de controlar dispositivos eletrônicos. Mas falta movimentação e expressão para reproduzir a mesma ameaça bizarra dos outros filmes

    Chucky agora é um boneco com defeito que fere e mata por querer proteger o dono | Foto: Divulgação

    Manaus - Mais de 30 anos se passaram entre a primeira vez que Chucky apareceu nas telonas em 1988. Agora sai o boneco aterrorizante e entra um robô muito menos assustador. O Chucky do novo "Brinquedo Assassino", que estreou nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (22), é tecnológico e nada supernatural.

    A história agora está adaptada aos tempos modernos. Na era da “Internet das Coisas”, com mais e mais eletrônicos interconectados pela rede, o gênero do terror faz seu papel de atualizar os medos da sociedade pós-moderna. Chucky não tem mais alma humana, mas vem com um núcleo de inteligência artificial capaz de aprender lições bastante perversas.

    Na primeira versão, o boneco ganha vida após um ritual vodu feito por um serial killer chamado Chucky. Na versão atual, Chucky é uma peça de Inteligência Artificial modificada, que se torna auto-suficiente. O boneco teve todos os seus recursos de segurança desativados por um funcionário descontente de uma loja que, antes de se suicidar, ativa o presente do garoto Andy.

    O remake não agradou os críticos
    O remake não agradou os críticos | Foto: Divulgação

    Quanto à recriação física do boneco, foram mantidas as características mecânicas do original, mas incrivelmente faltam movimentação e expressão para reproduzir a mesma ameaça bizarra. Apesar de ter mais recursos tecnológicos, o caçula parece inofensivo ao lado do Chucky dos filmes anteriores. No entanto, além de fazerem algumas homenagens aos ataques do assassino de 1988 para agradar os fãs, a preferência pelas facas e serras ainda está lá, apesar de drones e carros autônomos fazerem parte do novo arsenal eletrônico sem inspiração.

    O enredo do filme segue sendo a pretensão mãe de Andy, Karen (Aubrey Plaza), em querer que o filho faça novos amigos depois que eles se mudam para uma nova cidade. Karen decide então dar a ele um boneco tecnológico de presente de aniversário. O boneco, além de ser um companheiro ideal para crianças por propor várias atividades lúdicas por comando de voz, executa várias funções da casa. Os problemas começam a surgir quando Chucky se torna possessivo em relação a Andy e começa a fazer de tudo para afastar o garoto das pessoas que o amam. 

    A designer Desirée Souza, 29, que é amante dos filmes de terror está ansiosa para prestigiar a estreia do remake do boneco mais famosos do cinema.

    “Como fã de terror estou na expectativa do ‘Boneco Assassino’ ser muito bom. Depois de muito tempo, ele volta com uma pegada de inteligência artificial, para se enquadrar nos dias atuais. Espero não me decepcionar pois, de uns tempos pra cá, os filmes de terror não estão mais tão aterrorizantes”, disse.

    Outra que também é fã das produções de terror é a universitária Andreza Miller, 25. Entretanto, ela disse que se decepcionou um pouco com a nova característica física do boneco, que, aparentemente, está menos aterrorizante que os anteriores.

     “O filme tem os mesmos personagens de 1988, mas a origem do boneco muda. No primeiro filme, um serial killer leva um tiro de um policial e passa a alma dele para o boneco. Na história de 2019 ele é um tipo de inteligência artificial. Essa comparação é que todo mundo espera, tendo um questionamento sobre a inovação da origem do boneco, mas o que não me agradou foi feição do boneco, achei menos aterrorizante. Porém, espero que seja tão realista quanto os outros da franquia”, explica.

    Os fãs esperavam o Chucky aterrorizante de antes
    Os fãs esperavam o Chucky aterrorizante de antes | Foto: Divulgação

    Mark Hamill dá voz ao brinquedo e passou ileso pelas críticas. Após dublar o Coringa de "Batman: The Animated Series", o Luke Skywalker da franquia "Star Wars" é elogiado de novo.

    Para a revista "Rolling Stone", o ator "manda bem em cada segundo de humor e malícia" do personagem.

    Crítica

    Levando em conta que este é o oitavo filme da franquia, era de se esperar uma atualizada na história. Mas abandonar a premissa absurda dos primeiros filmes acaba sendo uma manobra arriscada. E os críticos não gostaram desse terror atualizado.

    "É um remake sem alma", resumiu o jornal "The New York Times". Já o jornal "The Guardian" definiu o filme como "entretenimento de muito mau gosto". A revista "Entertainment Weekly" apostou que o fã de terror que for ao cinema vai rir mais do que levar sustos.

    O elenco tem Aubrey Plaza ("Legion") e Gabriel Bateman ("Quando as Luzes se Apagam"). O diretor é Lars Klevberg ("Morte Instantânea") e o roteiro é de Tyler Burton Smith ("Kung Fury 2").

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