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    Música indepentente


    ‘Leoj’ lança ‘Recaídas’, primeiro EP da carreira

    Leoj é filho amazonense de Marcelo Vieira, maestro da Banda Sinfônica do Amazonas, e da flautista paraense Loíde Matos

    | Autor: Reprodução

    Manaus - Com canções melancólicas que expressam os sentimentos que por muito tempo estiveram presos. O cantor Johannes Souza Matos de Andrade, de 20 anos, conhecido pelo nome artístico “Leoj”, lançou seu primeiro EP, intitulado “Recaídas” no início do mês de agosto nas plataformas de streaming musical.

    Filho do amazonense Marcelo Vieira, maestro da Banda Sinfônica do Amazonas e da flautista paraense Loíde Matos, o cantor sempre esteve contato com a música desde o berço. Segundo Johannes, os pais sempre o incentivaram o lado artístico quando criança. Johannes já participou de várias apresentações com os pais desde os sete anos.

    Nascido em Rio Grande (RS), por conta dos pais serem militares, com apenas dois anos de idade, a família se mudou para o Rio de Janeiro (RJ), cidade onde o cantor morou por muito tempo até se mudar para capital amazonense em 2016.

    Morando em Manaus, Johannes que compõe canções desde 13 anos, encontrou na música uma forma de registrar o que acontece na sua vida. Quando o cantor entrou em um relacionamento amoroso não foi diferente. Sobre influências artísticas da cantora alternativa Cat Power e da pianista e compositora muito conhecida pelo jazz, Nina Simone, o “Recaídas” conta a história dos sentimentos de uma pessoa que estava um relacionamento abusivo.

    O artista nasceu no berço musical tendo o pai como maestro e a mãe como flautista
    O artista nasceu no berço musical tendo o pai como maestro e a mãe como flautista | Foto: Geovanna Pinheiro/Divulgação

    Em conversa com o Portal EM TEMPO, Leoj contou um pouco da trajetória na música, processo criativo, produção e projetos futuros.

    EM TEMPO: De onde surgiu o nome artístico?

    LEOJ: Quando meu irmão, que se chama Joel, era bebê, minha mãe contava histórias do personagem Leoj que fazia as mesmas besteiras que meu irmão fazia. E no final da história o Leoj se arrependia das coisas que ele havia feito e sempre buscava melhorar como pessoa. Me identificava muito com estas histórias e acabei escolhendo este nome.

    EM TEMPO: Como você definir o seu estilo musical?

    LEOJ: Eu acredito ainda não ter encontrado um estilo musical definitivo. Já produzi algumas músicas com batidas de ritmo pop, sintetizadores. Em 2017, tive a ideia de realizar um trabalho que valorizasse mais a composição e a minha voz. Não descarto a possibilidade de retornar com a música pop ou ainda de produzir músicas em outros estilos. A vontade de andar por outros ares é bem grande.

    EM TEMPO: Como é o processo criativo?

    LEOJ: Meu processo criativo não é linear. Às vezes penso na melodia, gravo o instrumental e daí em seguida escrevo a letra. Ou então, componho a letra, começo a cantar e penso como ficaria com o instrumental. A melodia é mais próxima de mim, porque ela só flui.

    O nome artístico veio de personagem criado pela mãe durante a infância remetendo ao irmão mais novo chamado Joel
    O nome artístico veio de personagem criado pela mãe durante a infância remetendo ao irmão mais novo chamado Joel | Foto: Geovanna Pinheiro/Divulgação

    EM TEMPO: Como foi realizado a produção do seu primeiro EP?

    LEOJ: Apesar de ter uma noção de teoria musical, pois aprendi um pouco de piano na infância. Nunca lidei muito bem com instrumentos como violão e bateria. Como não sou produtor, tudo o que fiz foi de maneira intuitiva. Não trabalhei com instrumentos reais, a sonorização foi toda feita com ajuda de softwares. Na época eu não tinha meios realizar de outra forma. Eu gravei tudo sozinho no meu quarto, então ele tem um valor imenso para mim.

    EM TEMPO: O que você busca contar no “Recaídas”?

    LEOJ: Bom, no momento em que gravei, estava me sentindo muito só. O Recaídas conta a história de um momento muito delicado da minha vida, quando lidei com a depressão. Compor foi a maneira que encontrei de pôr o que estava sentido para fora. Tinha acabado de sair de um relacionamento abusivo, que trouxe à tona sentimentos negativos que tinha sobre mim. A faixa “Eu tinha medo”, por exemplo, questiona o porquê de você estar com uma pessoa que te faz mal e o porquê se sujeitar a isso.

    EM TEMPO: Quais os projetos futuros?

    LEOJ: No momento procuro focar na música que acabei de lançar. Pretendo gravar alguns vídeos sobre este trabalho. Ainda não me apresentei ao vivo, mas tenho preparado algumas músicas e espero em breve poder dividir com as pessoas. Sobre produções futuras, ainda é muito cedo para embarcar em outra, mas pretendo mudar um pouco a minha sonoridade. Deixar de lado a tristeza e começar a fazer algo que reflita mais como o artista que sou.

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