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    Adaptação


    Artistas amazonenses investem em lives para sobreviver na quarentena

    Amazonenses precisaram se reinventar para continuar tendo renda durante o isolamento

    O músico amazonense Luso Neto, tem usando as redes sociais para realizar as famosas lives
    O músico amazonense Luso Neto, tem usando as redes sociais para realizar as famosas lives | Foto: Divulgação

    Manaus – Várias profissões ficaram afetadas com as medidas de isolamento social que impedem muitos setores de continuar exercendo suas atividades normalmente. Um dos segmentos profissionais mais atingido pela quarentena tem sido a dos artistas. A maioria trabalha por conta própria e o seu sustento vem conforme a frequência do trabalho realizado, com isso muitos amazonenses estão usando a criatividade para manter seu público ativo e principalmente gerar renda.

    O músico amazonense Luso Neto, tem usando as redes sociais para realizar as famosas lives, mas garante que nesse período é preciso que o artista invista no diferencial para também chamar atenção de novas pessoas.

    “As minhas lives eu planejei fazer diferente, tenho me inspirado em shows que fazia no início da carreira com músicas antigas que as pessoas não estão mais acostumadas a ouvir. Eu fiz isso pois imagino que o público enjoa de algumas músicas que tocam em todas as plataformas com muita frequência, estou caminhando para a quarta live e tenho recebido um ótimo retorno”, afirmou o musico.

    Luso afirmou que semanas antes da identificação dos primeiros casos do novo coronavírus em Manaus, ele teve shows cancelados e com isso ficou sem saber como teria dinheiro para sobreviver, até que a ideia das lives surgiu dos próprios fãs.

    “Eu tive cinco shows cancelados, um atrás do outro e naquele momento eu sabia que não apareceriam novos eventos. Então eu usei as redes sociais para expressar a minha preocupação com o que seria do meu trabalho naquele momento, foi quando os fãs surgiriam as lives e que por meio delas me ajudariam. Hoje as lives já alcançaram 2 mil visualizações e consegui alcançar públicos de outros estados e até mesmo fazer com que novas pessoas me conhecem.

    O músico não cobra uma quantia específica para o público, pode ser feita a doação de qualquer valor que o expectador queira e apesar de não consegui faturar a mesma renda de antes, Neto afirma que a atividade está dando retorno para o seu sustento.

    “Eu fazia no mínimo 18 shows por mês, com as lives eu não recebo a mesma quantia de antes, mas é por meio delas que eu consigo me alimentar e fazer as atividades básicas. Porém o aluguel, contas de água, luz e internet ainda são impossíveis de manter com a renda que eu estou hoje”, explicou.

    Confira quando será a próxima live do músico Luso Neto
    Confira quando será a próxima live do músico Luso Neto | Foto: Divulgação/ Luso Neto

    As redes sociais também têm sido usadas pelo dançarino e instrutor de fitdance, Roberth Almeida, que utiliza o Facebook e Instagram para continuar promovendo suas aulas on-line e também levando motivação as pessoas que estão em isolamento.

    “As aulas nas academias e escolas estão suspensas. Então eu e minha equipe estamos fazendo lives para receber algum retorno financeiro e postando coreografias no feed das redes sociais como um método de divulgar nosso trabalho e fazer com que as pessoas tenham métodos de distração também”, explicou Almeida.

    Segundo Roberth, as aulas também ajudam os alunos a saírem da rotina do isolamento e esquecendo um pouco dos assuntos do vírus. Ele relata que notou que as pessoas optam pelas aulas como forma de se animar durante os dias difíceis.

    Muitos dançarinos como o Roberth, fazem aulas pagas de danças por vídeo. “Claro que seria mais interessante fazer as aulas pessoalmente, mas como não dá optamos por fazer dessa forma, o meu projeto de treinamento funcional, por exemplo, virou totalmente on-line, separei kits com os equipamentos para exercícios físicos como halteres, colchonetes, bolas entre outros para que os alunos usassem em casa e praticassem as aulas comigo a distância”, destacou.

    Live Solidária

    O projeto “Di Bubuia no Quintal” desenvolveu em Manaus, as lives solidárias para arrecadar doações para artistas, produtores culturais, técnicos e demais profissionais criativos, diante da crise ocasionada pelo Covid-19.

    O público pode contribuir com depósito bancário, cestas básicas e produtos de limpeza e higiene que podem ser entregues de segundo a sexta no Teatro Amazonas de 8h ás 17h ou doando pela conta poupança 136961-0, agência 0020, da Caixa Econômica Federal.

    A programação teve início nesta quinta-feira (9), às 17h, com o projeto no Facebook (milenadicastroebandadibubuia). Segundo a cantora Milena Di Castro, a proposta surgiu como alternativa para ajudar artistas da capital e do interior que estão em situação de vulnerabilidade.

    “Estamos todos no 'mesmo barco' e queremos sensibilizar as pessoas sobre a solidariedade com o próximo, toda doação é muito bem-vinda neste momento”, afirma a vocalista da banda Di Bubuia. “Na primeira live, nossa meta é arrecadar 1.500 cestas básicas”.

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