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    Festival de Parintins


    Curral Zeca Xibelão, do Boi Caprichoso, deve ser leiloado

    Com 140 processos, a Associação Cultural Boi-Bumbá Caprichoso deve o valor estimado de 4,45 milhões em ações trabalhistas

    | Foto: divulgação

    Parintins (AM) - O curral Zeca Xibelão e a Escola de Artes Irmão Miguel de Pasqualle, ambos pertencentes à Associação Cultural Boi-Bumbá Caprichoso, deverão ser leiloados para pagamento de acordos trabalhistas não cumpridos. O despacho com força de mandado de venda de imóvel foi assinado pelo juiz titular da Vara do Trabalho de Parintins, Izan Alves Miranda Filho, na última segunda-feira (1º).

    De acordo com a assessoria do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região – Amazonas e Roraima (TRT11), o processo está em andamento e restam somente questões técnicas para que o imóvel seja levado a leilão. Atualmente, os locais são utilizados para ensaios do Boi Caprichoso na preparação para o Festival Folclórico de Parintins e para realização de aulas de música e escultura à população.

    Escolinha de Artes

    A Escola de Artes Irmão Miguel de Pasqualle já havia sido oferecida como garantia em acordo firmado pelo Boi Caprichoso em 2018, e que não foi cumprido. Os dois imóveis foram selecionados por ambos estarem localizados na mesma propriedade e por não causarem risco à participação do bumbá no Festival Folclórico de Parintins.

    ''O Juízo valorou qual seria o bem que menos causaria dano à participação da Associação no Festival Folclórico, sendo que as outras opções seriam o galpão (sem o qual não haveria como produzir e armazenar as alegorias) e a sede administrativa'', alegou a assessoria do TRT11.

    A associação reúne aproximadamente 140 processos, decorrentes de sentenças condenatórias não pagas, acordos não cumpridos e multas por não assinatura de Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), totalizando o valor estimado de 4,45 milhões.

     ''Fora estas ações trabalhistas, ainda há Ações de Execução Fiscal e Ações Civis Públicas em execução, ainda não contabilizadas, visto que no momento a prioridade é a quitação dos créditos trabalhistas, que possuem privilégio legal por serem verbas alimentares'', informou a assessoria.

    Procurada pelo EM TEMPO, a Associação Cultural Boi-Bumbá Caprichoso não comentou o caso.

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