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    Cinema


    Adiado pela pandemia, filme 'Liquid Voices' estreia em meio digital

    O longa estava previsto para estrear nos cinemas no primeiro semestre de 2020, mas devido à pandemia de Covid-19 irá estrear em plataformas de streaming

    Trata-se da nona ópera de Jocy, porém, concebida desde o início como uma ópera cinemática
    Trata-se da nona ópera de Jocy, porém, concebida desde o início como uma ópera cinemática | Foto: Divulgação

    O filme “Liquid Voices – A História de Mathilda Segalescu” estreia nas plataformas de streaming NOW, Looke e Vivo Play no dia 2 de julho. 

    O longa estava previsto para estrear nos cinemas no primeiro semestre de 2020, mas devido à pandemia de Covid-19, a distribuidora Bretz Filmes decidiu pelo lançamento direto em plataformas digitais. Junto à estreia no filme, a diretora lança online o livro de arte bilíngue (português/inglês) “Além do Roteiro”, com o roteiro do filme introduzido por reflexões sobre a intertextualidade de mídias (música, teatro, cinemática). 

    Filmado em 4K nas ruínas do Cassino da Urca, no IED, no Rio de Janeiro, “Liquid Voices – A História de Mathilda Segalescu” é uma ficção baseada em um evento real do navio Struma - o maior naufrágio com passageiros civis durante a Segunda Guerra Mundial.

    A embarcação foi a última a deixar a Europa, zarpando da Romênia em 1941, levando 769 refugiados judeus com a promessa de chegar em segurança à Palestina.  

    No filme, o único sobrevivente do naufrágio é o piano da personagem central ficcional, a célebre cantora judia refugiada Mathilda Segalescu (vivida pela atriz e soprano Gabriela Geluda). O instrumento é encontrado por um pescador árabe (interpretado pelo ator e tenor Luciano Botelho). Como uma caixa preta do desastre, o piano traz o espectro de Mathilda, por quem o pescador se apaixona. Ela aparece todas as noites para contar-lhe sua trágica diáspora. 

    Trata-se da nona ópera de Jocy, porém, concebida desde o início como uma ópera cinemática, isto é, para um filme. “Muitas adaptações do palco para a tela foram feitas ao longo do século XX, mas eu quis fazer algo inédito”, declara a diretora, primeira mulher a ter uma ópera encenada no Teatro Municipal de São Paulo, em 1994, com “Fata Morgana”.

    Através de sua narrativa ficcional, “Liquid Voices” aborda a discriminação contra refugiados em busca de asilo, fato presente até os dias de hoje. “A temática de minha história é a destruição, o naufrágio, a perseguição das minorias, os refugiados de agora e de sempre”, explica Jocy. 

    Em 2019, “Liquid Voices – A História de Mathilda Segalescu” teve sua primeira exibição no London International Film Festival, em fevereiro.

    Ganhou o prêmio de Best Sound Design na seleção oficial do London International Filmmaker Festival. Participou da Seleção Oficial do Nice International Film Festival, em maio, indicado a Best Film e vencedor por Best Original Music.

    Foi semifinalista no London International Motian Picture Festival e fez parte da Seleção Oficial do Madrid International Film Festival, em agosto, vencendo o prêmio de Best Set Design. Venceu o prêmio de Best Music – Video na Seleção Oficial do Polish International Film Festival, em outubro, e foi finalista do Near Nazareth Film Festival, em Israel. 

    Recentemente, foi selecionado para o Nice World  Independent Cinema Awards 2020, finalista no Deep Focus Film Festival, Brooklyn, em Nova York, e premiado por Best Music – Video na seleção oficial do Santiago Independent Film Festival. No Brasil, teve exibições no Festival Ópera na Tela, no Parque Lage, no Rio de Janeiro; na Mostra do Cinema Brasileiro, no Cine SESC, em São Paulo, e no Festival Virtuose, no Recife. 

    Além de assistir ao filme nas plataformas digitais, o público poderá comprar online o livro “Além do Roteiro”, com o roteiro do filme de Jocy Oliveira, contendo diversas fotos da ópera multimídia encenada em teatro no SESC SP em 24 de maio e das filmagens da ópera cinemática no Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, além de todas as partituras musicais do filme.

    Na obra, a autora explica o desafio de conceber simultaneamente dois roteiros visando uma montagem teatral e outra para o cinema, além de reflexões curiosas sobre a comparação das linguagens poética, teatral e cinemática, que podem ser constatadas pelas soluções de diferentes cenas sob a ótica do teatro e do cinema.  

    “Além do Roteiro” discorre sobre a gênese do filme, as técnicas que foram implementadas, a abordagem da intertextualidade de mídias a vivência do espaço, a relevância da música fazendo prevalecer o conceito temporal na construção das cenas, perspectivas inovadoras e ousadas criando um formato de cinema diferenciado.

    Este é o sexto livro de Jocy de Oliveira, outros foram publicados no Brasil, Estados Unidos, França, Suíça. A autora foi detentora do prêmio Jabuti em 2015. Dirigido pela compositora, autora e pianista Jocy de Oliveira, uma das pioneiras em multimídia no Brasil, a obra é uma produção Spectra Produções e produção técnica da Visom Digital.

    *Com informações da assessoria

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