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    Dança


    'Arte Sem Fronteiras' comemora 12 anos de atividades em Manaus

    Projeto tem objetivo de revelar novos talentos e usar a arte como instrumento de inclusão social

    | Foto: DHEUSON LIMA

    Manaus - Revelar novos talentos e usar a arte como ferramenta de inclusão social. Essa é a missão do projeto “Arte Sem Fronteiras”, que comemora 12 anos de contribuição para o cenário cultural amazonense, em 2020. O projeto é destaque na inserção de jovens em situação de vulnerabilidade.

    O Arte Sem Fronteira tem um trabalho com ênfase na dança contemporânea, no balé, no jazz, e nas danças afro-brasileiras.

    No Amazonas, a companhia foi a responsável pela composição coreográfica do Boi Caprichoso no Festival Folclórico de Parintins em 2018 e 2019. “A repercussão desse trabalho foi imensa e nos concedeu muito reconhecimento”, afirma Wilson Júnior, coreógrafo e fundador do Arte Sem Fronteiras.

    Pelo estilo próprio na mistura de ritmos, principalmente na dança afro-brasileira, a participação do “Arte Sem Fronteiras” no Festival Folclórico de Parintins foi um diferencial no evento.

    Apresentação do Arte Sem Fronteiras
    Apresentação do Arte Sem Fronteiras | Foto: Divulgação

    “Nós temos um estilo próprio e a inserção da dança afro na composição do bumbá teve uma ótima aceitação não só pelo público, mas também pelos jurados. Fizemos história no Festival’’, relatou Wilson.

    O elenco do projeto já trabalhou também ao lado de artistas amazonenses como James Rios, Márcia Siqueira e Klinger Araújo, mas o maior orgulho para o projeto foi a participação no Festival de Dança de Joinville, maior evento de dança do mundo.

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    Eu sempre acreditei muito na arte. A arte realmente salva as pessoas, aconteceu comigo e com vários alunos que passaram pela instituição nesses 12 anos "

    Wilson Júnior, Fundador do Arte Sem Fronteiras

    Representando Manaus, o grupo ocupou o palco principal em uma das performances, onde teve contato com artistas nacionais e internacionais. Esbanjando técnica e consistência, a apresentação não perdeu as raízes amazonenses.

    “Dançar naquele palco foi algo sem explicação. No Festival, havia os melhores bailarinos do Brasil e do mundo, então participar e competir contra eles foi uma grande experiência para a instituição’’, comemorou o fundador do projeto.

    Diferencial do projeto é a ênfase em danças afro-brasileiras
    Diferencial do projeto é a ênfase em danças afro-brasileiras | Foto: Divulgação

    Inclusão social

    Além de atuar na inserção de jovens em vulnerabilidade social com um trabalho em conjunto com assistentes sociais e psicólogos, o ‘’Arte Sem Fronteira’’ preza pela inclusão de pessoas com necessidades especiais.

    “O nosso trabalho é bem extenso e nós tentamos abraçar a causa de inclusão social não só pelo discurso, mas também pela ação’’, compartilhou Wilson. “Através da arte, nós apoiamos bailarinos com autismo, cadeirantes e montamos um espetáculo em que eles podem ter protagonismo’’.

    O projeto celebra também a cultura indígena. Homenageando o povo nativo, Wilson se empenha em pesquisas e produções que aprofundem e passem a essência da temática.

    Artistas com necessidades especiais participam de espetáculo
    Artistas com necessidades especiais participam de espetáculo | Foto: Divulgação

    História

    Fundado em 2008 por Wilson Júnior, o projeto “Arte Sem Fronteiras’’ surgiu inicialmente com foco em espetáculos infantis, em uma escola na Zona Norte de Manaus, e teve uma boa repercussão desde o início.

    O projeto continuou, mas precisou expandir, ganhando maiores proporções. Atualmente, o “Arte Sem Fronteiras’’ tem uma média de 150 participantes, entre crianças, jovens e adultos, e as atividades do projeto tomam forma na Igreja São José Operário, situada no Centro da capital amazonense.

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