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    Música


    Multimídia: Paulo Moura resgata suas origens no SGC Curumim

    Álbum musical composto por oito faixas passeia por diversos ritmos, imprimindo energia e poesia ao CD inédito do inquieto artista

    SGC Curumim tem o estilo livre e sem amarras dos povos da floresta
    SGC Curumim tem o estilo livre e sem amarras dos povos da floresta | Foto: Divulgação

    Manaus - O primeiro CD do compositor, produtor e jornalista Paulo Moura chega aos principais aplicativos de música no dia 15 de dezembro. A música, que dá nome ao álbum, reverencia os costumes, crenças, paisagens de São Gabriel da Cachoeira, município em que cada 10 habitantes, nove são indígenas. As outras sete faixas são um combo. Passeiam pelo reggae, rock, samba, soul, funk e pelos ritmos latinos. 

    SGC Curumim tem o estilo livre e sem amarras dos povos da floresta, expresso nas composições de Paulo Moura, que também é o vocalista.

    Costumes como beber caxiri (bebida fermentada à base de macaxeira), fumar em tarauari e descer as corredeiras do Curucuí são parte integrante da memória do cidadão do mundo, que saiu de São Gabriel há muitos anos, mas que mantém vivas as lembranças da infância e juventude na terra das cachoeiras. 

    A música título foi a vice-campeã do 32º Festival da Canção de Itacoatiara (Fecani), no ano de 2017. A composição da dupla Gil Valente e Paulo Moura ficou guardada por falta de recursos.

    O projeto Conexões Culturais da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), em 2018, proporcionou o apoio financeiro que garantiu a produção e gravação profissional no estúdio Jota Music do engenheiro de som Jeferson Sousa.

    ''Serão produzidas 500 cópias do álbum SGC Curumim no estúdio Atrium do produtor Nelson. Tínhamos o prazo para finalizar o material em maio deste ano. Por causa da pandemia, o calendário de lançamento foi alterado assim como a forma de dar publicidade à obra”, relatou Paulo Moura.

    Lançamento

    O lançamento do álbum, que reúne oito faixas autorais de Paulo Moura, compostas dos 14 aos 27 anos, ocorrerá simultaneamente pelos aplicativos Deezer, Apple Music, Spotify e YouTube Music.

    O violão é a base das melodias, que seguem o gênero Música Popular Amazonense (MPA). O instrumento de cordas domina o repertório porque foi utilizado por Paulo, músico autodidata, para elaborar a harmonia. 

    “Nunca frequentei uma escola formal de música. Aprendi na prática, pegando dicas de acordes com os amigos. Não sei os nomes das notas, mas sem dinheiro para pagar por harmonização eu mesmo fiz, inclusive, os acordes também são meus”, afirmou.

    O artista, que apenas nasceu em Manaus e passou a infância inteira e parte da adolescência na “Cabeça do Cachorro” (como é conhecida a região de São Gabriel da Cachoeira pela semelhança de seu território com o animal), iniciou a carreira no rock pesado, integrava uma banda de heavy metal.

    Aos 16 anos veio para Manaus, continuou na fase de roupas pretas e bate cabelo por pouco tempo. 

    “Eu gostava do rock, mas também curtia MPB e MPA. Não podia negar minhas raízes adquiridas com a minha mãe Mercedes, que foi radialista da Radiobras por mais de 20 anos. Ela tocava as músicas brasileiras e também as latinas. O álbum é uma fusão, ou melhor, uma explosão de gêneros que passeia pelo rock, pelos ritmos latinos pela MPA sem barreiras”, posicionou-se. 

    Breno Bigi dirige o clipe

    Está em fase de finalização o videoclipe, que trabalha a música “Primeira Rua da Lua”, composição que fala de Manaus. A peça audiovisual marca o reencontro de Paulo com o diretor Breno Bigi.

    Os dois trabalharam juntos no festival internacional Pachamama, percorrendo o interior do estado para divulgar a sétima arte: o cinema.

    “O ritmo do clipe é lento, poético como a música. Filmamos em Manaus em vários horários para que a peça fosse envolvida nessa atmosférica misteriosa da cidade”, explicou o diretor Breno. 

    “Nossas locações foram na Avenida 7 de Setembro, ponte de ferro, Paço Municipal, Ruas Bernardo Ramos e Frei José dos Inocentes, Delírios Bar de propriedade da Fátima, no Terminal 1, fábrica de Cerveja Miranda Corrêa, Avenida Eduardo Ribeiro, Praça do Congresso”, completou o produtor Ivano Cordeiro.

    O clipe que foi gravado com smartphone e uma câmera DSRL, assim como as oito músicas, fotos, publicações sobre o CD e o making off poderão ser acessados via o QR Code, posicionado na capa do álbum.

    Marcicley Reggo fez a produção gráfica da capa a partir dos quadros de Guedes, índio da etnia Tukano, que é amigo de infância de Paulo.

    Guedes, que atualmente é presidente da agremiação Tukano, artesão e artista plástico do Festribal (festival que celebra os povos do Alto Rio Negro), sua pintura retrata a rotina de um curumim, aliada à beleza natural da região e a religiosidade expressa na diocese. 

    A obra homenageia in memoriam o pai e a avó materna do artista, José Claudio Monteiro de Moura e Maria Francisca Alves, respectivamente, assim como os povos indígenas do Alto Rio Negro. 

    A produção executiva é de Nivaldo Soares, Sandra Moura e Crislânia Moura; a produção musical, de Paulo Moura, Gil Valente e Jeferson Sousa; cantor e compositor Paulo Moura; violão e escaleta, Gil Valente; guitarras e transcrições, Aldenor Honorato; baixo, Sérvio Túlio; bateria e percussão, Yuri Lima; backing vocal, Joathan Ricardo e Ida Silva; figurino, Úrsula e Crislânia; participação como atriz da cantora e compositora Ina.

    *Com informações da assessoria

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