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    Arte circense


    Festival de circo 'Lona Aberta' abre inscrições para primeira edição

    Em sua primeira edição, o “Lona Aberta” conta com a parceria do Instituto Sol, que oferece apoio a projetos educacionais, sociais, de incentivo à arte, cultura e esporte

     

    O projeto, realizado pela Cacompanhia de Artes Cênicas, foi contemplado no edital Prêmio Feliciano Lana
    O projeto, realizado pela Cacompanhia de Artes Cênicas, foi contemplado no edital Prêmio Feliciano Lana | Foto: Danilo Ferrara

    Manaus - Estão abertas as inscrições para a primeira edição do Festival de circo “Lona Aberta”, que vai acontecer entre os dias 10 e 14 de março, com a proposta de movimentar a cena circense no Amazonas. Podem participar artistas de todo o Brasil, maiores de 18 anos, com números de cinco a 20 minutos, nas diversas modalidades e temáticas.

    O projeto, realizado pela Cacompanhia de Artes Cênicas, foi contemplado no edital Prêmio Feliciano Lana, que faz parte das ações emergenciais da Lei nº 14.017/2020, conhecida como Lei Aldir Blanc, operacionalizada no Estado através do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

    Para participar, basta acessar o site www.cacompanhia.com, ler o regulamento e preencher um formulário de cadastro, com informações sobre o número que deseja apresentar, portfólio, breve currículo, fotos e link para o vídeo na íntegra, ficha técnica e uma descrição da proposta para análise da curadoria. O resultado, com 15 números selecionados, vai ser divulgado no dia 22 de janeiro.

    De acordo com Jean Palladino, idealizador do “Lona Aberta”, o festival vai colocar em evidência o trabalho de artistas circenses nos últimos anos.  

    “Queremos difundir o circo, colaborar com a visibilidade que essa arte vem ganhando e tornar o festival um evento anual, para o Amazonas estar no corredor de festivais de circo no País e que os artistas daqui possam escoar a produção, além do intercâmbio com profissionais de todo o Brasil”, comenta o organizador.

    "Lona Aberta"

    Palladino conta que a inspiração para o ‘Lona Aberta’ surgiu em 2017, quando a Cacompanhia participou do Festival de Circo de Taquaruçu, realizado em Tocantins, pela Cia. “Os Kaco”.

    “Lá, conhecemos muitos artistas e organizadores de encontros e festivais do país. Foi uma experiência crucial para que a companhia começasse a desenhar o ‘Lona Aberta’, vimos a estrutura necessária, quais as especificidades e formatos mais interessantes, assim como conversar com outros artistas que vivem circulando com seus números por diversos festivais”, lembra Palladino.

    Em sua primeira edição, o “Lona Aberta” conta com a parceria do Instituto Sol, que oferece apoio a projetos educacionais, sociais, de incentivo à arte, cultura e esporte.

    Entre as atrações confirmadas estão o palhaço Tomate, de Buenos Aires, Argentina; a companhia Nós no Bambu, de Brasília; a cineasta e palhaça Mariana Gabriel, neta da primeira palhaça negra do Brasil; a Cia. Fundo Mundo, formada exclusivamente por pessoas transgêneras, travestis e não-binárias; o Circo di SóLadies, formado por palhaças que pesquisam a linguagem cômica na cena teatral; e a artista Jayne Kira, que realiza um trabalho com tecido acrobático em Manaus.

    O projeto conta ainda com coordenação geral de Jean Palladino, coordenação pedagógica de Francine Marie, coordenação executiva de Taciano Soares, produção de Ana Oliveira, coordenação técnica de Carol Calderaro e produção executiva de Kelly Vanessa.

    Sobre a Cacompanhia 

    A Cacompanhia de Artes Cênicas se dedica à pesquisa e produção de espetáculos de circo-teatro em Manaus. Com 3 anos de atividades, tem cinco espetáculos em repertório, participação em importantes festivais e mostras de teatro e circo no Brasil, como Festival Palco Giratório, em Porto Velho/RO, 3º Festival Nacional de Teatro de Passos, Mostra Sesc Cariri de Culturas e 15º Feverestival.

    A companhia também já foi contemplada em editais municipais de intercâmbio e circulação. Atualmente tem sua pesquisa voltada à comicidade negra a partir de saberes da cultura popular brasileira e suas raízes negras e indígenas.

     *Com informações da assessoria

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