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    CINEMA


    Curtas do amazonense Bruno Pereira chamam atenção em festivais

    Os curtas 'Tá quente' e 'Merenda' vêm ganhando atenção por várias premiações Brasil afora

     

    | Foto: Divulgação

    MANAUS - O cinema amazonense vem ganhando cada vez mais destaque no cenário nacional. Nesta semana, mais dois curtas regionais foram selecionados para festivais no Brasil. 

      O curta “Tá quente” analisa a relação íntima do amazonense com o calor e os hábitos do cotidiano amazonense. Já “Merenda” aborda a questão da violência contra a mulher, buscando ampliar um debate sobre o tema na sociedade.  

    O curta “Tá quente” analisa a relação íntima do amazonense com o calor e os hábitos do cotidiano amazonense. Já “Merenda” aborda a questão da violência contra a mulher, buscando ampliar um debate sobre o tema na sociedade. 

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    Tá quente' é uma comédia que acompanha um dia da vida de Fabiano, um homem que está convivendo o tempo todo com o calor manauara, e tenta revelar a cidade de Manaus através desse elemento. O 'Merenda' é um suspense que conta a história da Mirela, que vai comprar uma merenda numa banca do Centro e, após um assédio, há um desfecho surpreendente. Ter dois filmes de um só autor em um festival é raro "

    Bruno Pereira, cineasta

     

    Bruno Pereira avalia, que durante o processo criativo, ele não tem fronteiras de temática ou de abordagem, estando aberto a novos temas e buscando escrever os roteiros de maneira natural.

    "Cada diretor tem uma maneira de desenvolver um filme. Eu não busco me limitar a fazer uma coisa só desde o começo e me prender naquilo, deixo fluir a escrita do roteiro. Com roteiro pronto, montamos uma equipe e vamos atrás de fazer o filme, seja através de editais ou de maneira independente", ele explica.

     

    | Foto: Divulgação

    Bruno é profundamente influenciado por Joseph Campbell, autor de livros como “O Herói de Mil Faces” e pelo conceito de “monomito” - que a maior parte das histórias teriam a mesma estrutura, e diferente seria o desenrolar da história, influenciado por mitos e pela maneira de contar. Entre cineastas que lhe inspiram, estão “Quentin Tarantino”, “Wes Anderson” e os brasileiros “Silvino Santos”, “Glauber Rocha” e “Fernando Meirelles”.

    Os dois projetos foram aprovados no edital Conexões Culturais, gerando renda para mais de 25 profissionais. Com os recursos, o trabalho pode contar com assistentes, direção de arte e de fotografia, e a história foi contada de uma maneira mais próxima à visão de Bruno. 

      Os dois projetos foram aprovados no edital Conexões Culturais, gerando renda para mais de 25 profissionais. Com os recursos, o trabalho pode contar com assistentes, direção de arte e de fotografia, e a história foi contada de uma maneira mais próxima à visão de Bruno.  

     

    | Foto: Divulgação

    "Nas exibições, muitas pessoas de Manaus se identificaram com os filmes, então senti que consegui transportá-los para o dia-a-dia com as histórias", orgulha-se Bruno.

    Sobre os festivais, Bruno acredita que o reconhecimento dos filmes não reflete um trabalho individual, mas o esforço coletivo que é o cinema.

    "Independente de ganhar ou não prêmios, quando um curta entra num festival, é muito gratificante. A valorização e a potencialização dos artistas locais e dos trabalhadores do audiovisual é muito importante, e é algo que considero o aspecto principal da alegria de participar de um festival", refletiu o cineasta.

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