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    Ligações clandestinas resistem e Manaus fica à mercê de apagões

    Em Manaus, o furto de eletricidade chega a 38%, o equivalente a mais de R$ 400 milhões em prejuízos ao ano – foto: Alberto César Araújo
    Em Manaus, o furto de eletricidade chega a 38%, o equivalente a mais de R$ 400 milhões em prejuízos ao ano – foto: Alberto César Araújo

    Nos últimos 3 anos, as ligações clandestinas de energia, fraudes, furtos e outras irregularidades causaram prejuízos de R$ 1,5 bilhão à Eletrobras Amazonas Energia em perdas comerciais. Um estudo da empresa comprovou que 36% da energia na capital é consumida de forma irregular, sobretudo furtos e fraudes.

    Esses números, em parte, acabam interferindo na qualidade do serviço em Manaus, resultando nos frequentes apagões e, na sua esteira, a perda de alimentos, eletroeletrônicos e até mesmo dinheiro. As reclamações chovem na concessionária. O problema, então, é causado pelo próprio consumidor irregular.

    Os transformadores de energia não aguentam a sobrecarga causada pelas ligações clandestinas, que ainda podem provocar a queima do equipamento e, em consequência, mais quedas no fornecimento. Mais prejuízo para a empresa, que precisa repor os materiais danificados, pior para o consumidor regular. O assessor da diretoria da Eletrobras Amazonas Energia, Rogério Roniconi, explicou que, além de afetar diretamente a qualidade de energia, os furtos contribuem para a majoração da tarifa e colocam em risco a vida dos consumidores. “A pessoa que prepara o gancho para colocar no fio de alta-tensão para fazer o ‘gato’ pode levar um choque no momento em que vai interligar a fiação, até mesmo ocasionar a sua própria morte”, explicou Roniconi.

    Diariamente a concessionária recebe inúmeras ligações de reclamações da falta de energia. “Estamos buscando soluções para evitar que nossos consumidores não fiquem satisfeitos com o produto, mas precisamos intensificar o combate às ligações clandestinas”, explicou. “As perdas não são somente para a empresa. O Estado perde, pois deixa de arrecadar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e a população também, já que além de sofrer com a falta de energia, não receberá o investimento do Estado com o imposto não recolhido”, detalhou.

    Invasões

    Outro problema que a concessionária encontra diz respeito às invasões. Como o terreno não tem um proprietário regular, a Eletrobras não pode entrar no local para fazer as ligações de forma correta, então as famílias ocupantes da área, por conta própria, realizam as ligações clandestinas e suas moradias fica mais expostas a riscos, assim como toda a comunidade.

    “Por isso vemos que a maioria dos bairros que sofrem por terem várias invasões passam por problemas sérios com o abastecimento de energia. Precisamos que o povo tenha consciência de que isso realmente é muito sério. A luz é um produto como outro qualquer, mas precisamos passar por cuidados para que a situação não saia do controle”, informou Roniconi.

    Por Equipe EM TEMPO.

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