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    Escolas públicas do Amazonas evoluem em indicadores de desempenho

    Avaliações nacionais e estaduais realizadas com o intuito único de diagnosticar o nível de qualidade das redes públicas de educação - foto: divulgação
    Avaliações nacionais e estaduais realizadas com o intuito único de diagnosticar o nível de qualidade das redes públicas de educação - foto: divulgação

    Realizado e aplicado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC), o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é a principal forma de acesso ao ensino superior no país, entretanto, conforme especialistas da área de Educação e o próprio Inep, o exame não deve ser tomado como parâmetro para diagnosticar a qualidade do ensino das redes públicas no Brasil, uma vez que ele (o Enem) não é censitário e por contar com a participação de pessoas que não fazem mais parte da rede de ensino. Pelos mesmos motivos, o “ranqueamento” de Estados a partir da nota obtida pela população no exame nacional é prática combatida pelo Ministério da Educação e por entidades como o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).

    Avaliações nacionais e estaduais realizadas com o intuito único de diagnosticar o nível de qualidade das redes públicas de educação, por sua vez, tem apontado uma evolução significativa dos indicadores das escolas da rede pública estadual do Amazonas.

    A evolução destes indicadores regionais pode ser constatada por meio de sistemas de avaliação externos e realizados em larga escala, como o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) – que gera o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) – e também pelo Sistema de Avaliação do Desempenho Educacional do Amazonas (Sadeam).

    Em tais sistemas, tem sido evidenciado o contínuo crescimento dos indicadores de qualidade da rede estadual do Amazonas, tanto nos segmentos de ensino fundamental quanto de ensino médio.

    Divulgado a cada dois anos pelo mesmo Inep, o “Ideb” aponta a qualidade ou as deficiências educacionais do país e é o resultado de uma análise qualitativa que engloba o retrospecto de estudantes em avaliações realizadas em larga escala e também índices de rendimento que envolve taxas escolares de aprovação, reprovação e abandono.

    De acordo com os dados oficiais apresentados no último semestre do ano passado, a rede pública estadual do Amazonas superou todas as metas previstas pelo Governo Federal. Igualmente ao Amazonas, somente dois outros Estados conseguiram este feito: Goiás e Pernambuco.

    Os índices do último Ideb revelam que no Ensino Fundamental “Anos Iniciais” (correspondente ao ensino do 1º ao 5º ano) a média geral alcançada pela rede pública estadual do Amazonas foi “5,1”, superior à média “4,4” projetada para a rede estadual para este Ideb.

    No Ensino Fundamental “Anos Finais” (correspondente ao ensino do 6º ao 9º ano) o resultado da rede também foi positivo, atingindo a média “3,9”, superior à média “3,5” projetada para o Estado pelo Ministério da Educação.

    No Ensino Médio, por sua vez, a média da rede estadual do Amazonas foi de “3,0”, superando, também a média projetada pelo governo federal que seria de “2,8”.

    Destaque também no Sadeam

    Assim como no Ideb, a rede pública estadual também apresentou evolução significativa no Sistema de Avaliação do Desempenho Educacional do Amazonas (Sadeam), que é desenvolvido pelo governo do Estado, via Seduc, e cujas avaliações em larga escala são aplicadas anualmente junto a alunos do 5º e 9º do ensino fundamental e também com alunos da 3ª série do ensino médio.

    Conforme relatório do Sadeam 2014, a rede pública estadual de educação apresentou avanços significativos em proficiências de disciplinas como Matemática e Língua Portuguesa.

    Em Língua Portuguesa, em uma escala que vai de zero a quinhentos, a proficiência alcançada pelos estudantes do 5º ano do ensino fundamental saltou de 184,0 na avaliação de 2012, para 194,5 na de 2014. Ainda em Língua Portuguesa, a proficiência dos alunos do 5º ano do ensino fundamental avançou de 230,6 em 2012 para 239,9 em 2014. Já a proficiência dos alunos da 3ª série do ensino médio evoluiu de 475,4 (2012) para 495,7 (2014), um salto de ‘20,3’ pontos.

    Em Matemática, de acordo com o relatório, a evolução nos indicadores de proficiência também foi registrada. Nesta disciplina a proficiência dos estudantes do 5º ano avançou de 197,9 (2012) para 205,5 (2014) e a dos alunos da 3ª série do ensino médio evoluiu de 481,8 para 488,6 no mesmo período comparativo.

    Dois bons exemplos das estaduais

    Com média “6,0” na última avaliação do Sadeam, a escola estadual Maria Amélia do Espírito Santo, localizada no bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste de Manaus, tem apostado em projetos pedagógicos para intensificar a qualidade do ensino e auxiliar o ingresso de estudantes no ensino superior.

    Segundo a gestora da escola, professora Lydiane Brito, o ensino focado na preparação para avaliações externas tem garantido bons resultados. “Para assegurar resultados positivos em vestibulares e demais avaliações, investimos em ‘aulões’ para o ensino médio, que trabalham conteúdos do vestibular, três vezes na semana. Também elaboramos material de apoio e simulados a fim de preparar os estudantes da melhor forma possível”, ressaltou a gestora, afirmando que a escola aprovou mais de 40% de seus alunos em universidades públicas no último ano.

    Localizado no centro de Manaus, o Colégio Amazonense Dom Pedro II também tem alcançado índices de referência em sistemas de avaliação como o Ideb e o Sadeam e tem investido em ações pedagógicas impactantes, sobretudo para auxiliar o alunado em seu projeto de ingresso no ensino superior.

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