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    Danos à floresta chegam a R$ 31 milhões em multas

    Brigadistas do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PrevFogo) do Ibama durante as ações no sul do Amazonas - Divulgação

    Em cinco operações de fiscalização ambiental para impedir e coibir o desmatamento ilegal no Amazonas, principalmente na região sul do Estado, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou 97 autos de infração, que resultaram em multas que somam R$ 31 milhões.

    As investidas, que ocorreram dos meses de janeiro a maio deste ano, deixaram 4.157 hectares de áreas embargadas, por desmatamento e queimadas ilegais. Segundo o superintendente do Ibama no Amazonas, José Leland, para descapitalizar os infratores e dissuadir novas frentes, o órgão apreendeu bens de grande valor utilizados como instrumentos da infração.

    “A legislação ambiental nos assegura a possibilidade de apreender também animais criados em pastos embargados, uma vez que estão sendo utilizados para continuidade do dano ambiental e impedindo a regeneração natural da floresta. Além das multas e dos embargos aplicados, o mais importante é impedir e cessar os danos ambientais causados pelo desmatamento e possibilitar que a floresta renasça das cinzas”, disse José Leland.

    Conforme o analista ambiental do Ibama no Amazonas, Geandro Pantoja, a estratégia é manter equipes todos os meses nas regiões mais críticas de desmatamento. “Valendo-se de informações de inteligência e monitoramento de imagens de satélite, impedir a ação destrutiva dos desmatadores”.

    Conforme os indicadores mais recentes de desmatamento divulgados pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe/Prodes) demonstraram um aumento de 54% no Estado do Amazonas entre agosto de 2015 a julho de 2016. Nesse viés, segundo Geandro Pantoja, “o Ibama trabalha incansavelmente para conter a ofensiva dos desmatadores e contribuir com a redução do desmatamento neste ano”.

    Apesar do balanço parcial divulgado, ainda está em curso a Operação Seiva 3, no município de Apuí, a 453 quilômetros de Manaus, que inclusive desmantelou um acampamento com desmatadores em ação que portavam 15 motosserras, numa área desmatada de, aproximadamente, 200 hectares, que poderia chegar a mais de 1,2 mil hectares. A ação conseguiu evitar a derrubada de cerca de mil ou mais hectares de floresta. As operações de fiscalização no Sul do Amazonas contam com a participação de servidores do Ibama de todo o país, da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), do Exército brasileiro e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

    Exploração ilegal de minério

    A Justiça Federal do Amazonas condenou no último mês os responsáveis pela exploração ilegal de minério em um garimpo ilegal localizado no município de Maués, a 268 quilômetros de Manaus. Após ação do Ministério Público Federal (MPF-AM), a Justiça determinou o pagamento de uma indenização no valor mínimo de R$ 21,3 milhões por danos causados ao meio ambiente.

    Segundo o MPF-AM, o responsável pelo garimpo Rosa de Maio, no sul de Maués, e mais três empresas de mineração deverão recuperar integralmente a área degradada e realizar medidas compensatórias.

    Náferson Cruz

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