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    Recursos Humanos


    'Quem não lida com a parte digital está praticamente fora do mercado'

    Em entrevista ao Portal EM TEMPO, a presidente da ABRH-AM, Kátia Andrade, destacou as tendências e novidades na área

    A presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos no Amazonas (ABRH-AM), Kátia Andrade, falou das novidades na área
    A presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos no Amazonas (ABRH-AM), Kátia Andrade, falou das novidades na área | Foto: Lucas Silva

    Manaus - Foi-se o tempo em que a área de Recursos Humanos (RH) era um setor restrito ao recrutamento e seleção de pessoas. Agora, muito mais estratégica, a atuação dos RHs se estende às demais áreas das organizações. Com esse novo cenário, os gestores precisam estar atentos às tendências que vão conduzir o futuro do RH nas empresas.

    Para saber mais sobre as perspectivas e desafios na área, o Portal EM TEMPO conversou com a presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos no Amazonas (ABRH-AM), Kátia Andrade, sobre o panorama das competências que os profissionais de RH precisarão ter para enfrentar os novos desafios na gestão de pessoas no Amazonas. Confira a entrevista completa  sobre o futuro do RH no estado e qual o novo perfil dos gestores da área.

    Qual o diagnóstico da área de gestão de RH no Amazonas?

    A área de gestão de pessoas no Amazonas tem crescido bastante. Os profissionais que se dedicam a essa área buscaram se capacitar e muitos fizeram treinamento em coaching e mentoring  para melhor entender as pessoas no ambiente organizacional e isso fez um upgrade na gestão de pessoas no estado do Amazonas. Claro que a ABRH teve uma participação grande nesse cenário atual, há 18 anos promovemos o Congresso de Gestão de Pessoas, que tem trazido palestrantes renomados no cenário nacional.  

    O que o futuro reserva para os profissionais que atuam na gestão de pessoas? Quais as perspectivas?

    O futuro é sempre incerto, ainda mais diante desse cenário que estamos vivenciando de revolução digital muito grande, em que o uso de inteligência artificial está presente em vários processos, não só dos industriais, nós estamos envolvidos também. As pessoas que se dedicam à área de gestão de pessoas têm que entender que cada vez mais sobre o mundo digital para poder ajudar outras pessoas a se envolverem nesse segmento. Qualquer profissão precisa estar se atualizado no digital, quem não lida com a parte digital está praticamente fora do mercado.  Nesse ambiente, nós precisamos ter pessoas com esse perfil, com esse modelo mental. Apesar de toda tecnologia, quem faz o diferencial ainda são as pessoas.

    Como a inserção da tecnologia afeta os RHS? 

    O Amazonas está um pouco atrasado na questão de tecnologia, mas tem algumas empresas que estão bem avançadas nesse sentido de transformar os processos em digitais para, assim, ganhar velocidade e serem mais eficientes. Para que isso aconteça, é preciso treinar e capacitar as pessoas que compõem a organização. Então, tem gente sendo treinada nessa plataforma digital no Amazonas.

    Como fica o processo de recrutamento com as mudanças na área?

    Os processos sofreram um impacto com o ambiente digital. Testes que antes a gente fazia, como os psicológicos e dinâmicos em grupo, hoje são feitos em uma sala virtual, você interage com pessoas de outros países sem ter contato físico, com uma multiplicidade de culturas. Você tem que ver quais as dificuldades que está enfrentando nesse novo ambiente e se capacitar nessas lacunas de competências novas que todos enfrentam.

    Quais serão as tendências e novidades no processo de gestão de pessoal?

    Dentro desse novo cenário, cada vez mais as pessoas precisam ter uma maior flexibilidade cognitiva. As pessoas precisam ser flexíveis em esquecer o que sabiam, ou o que achavam que sabiam, e que provavelmente era o seu diferencial e começar a entender que esse é um novo momento em que nós precisamos desaprender para aprender de novo. Tudo que conhecíamos e era uma certeza no passado, num passado recente, hoje, já não é mais uma certeza. Os processos estão cada vez mais curtos  e as mudanças são cada vez mais exponenciais. Então, você não pode se prender aquilo que você sabe nesse momento e entender que o aprendizado é contínuo e o que você sabe este ano pode não servir no próximo.  

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