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    Especial Turismo


    Turismo no Amazonas: 10 motivos para conhecer o paraíso na floresta

    Manaus é cheia de beleza e atrativos turísticos para quem deseja conhecer mais da cidade

    Turismo ecológico é ponto chave da cidade
    Turismo ecológico é ponto chave da cidade | Foto: Arquivo EM TEMPO

    Manaus - Manaus completará 350 anos em outubro e é vista como principal centro financeiro da Região Norte. Nela, é possível identificar características que a fazem tão especial e procurada por turistas brasileiros e estrangeiros. A nossa "Paris dos Trópicos" é plural por sua variedade cultural, culinária e riquezas naturais.

    Banhada pelo imponente Rio Negro, Manaus é uma das cidades mais belas da Região Norte. Com mais de dois milhões de habitantes, de longe é possível ver o "Porto de Lenha" se erguer em meio ao verde da Floresta Amazônica.

    Do avião, o visitante pode ter o primeiro contato com a região, ao vislumbrar a dança das águas entre os rios Solimões e Negro. Também é possível visualizar os igarapés que cortam a cidade e desaguam no majestoso rio. Uma paisagem que une a natureza com o ritmo frenético de uma grande cidade.

    A Ponte Phellippe Daou liga Manaus e a Região Metropolitana da cidade. A cúpula amarela do suntuoso Teatro Amazonas é vista de diferentes pontos da cidade, lembrando que a capital amazonense é herança histórica da Era da Borracha.

    Por essas e outras razões, Manaus é uma cidade que vale a pena conhecer. A cidade possui atrações para todos os gostos. Desde a gastronomia com peixes e frutas da região, até para quem quer ter o contato com natureza selvagem da região.

    Potencial para o turismo

    O barco é um dos meios de locomoção mais comuns da região amazônica
    O barco é um dos meios de locomoção mais comuns da região amazônica | Foto: Arquivo EM TEMPO

    Para o turismólogo Daniel Araújo da Silva, o turismo na região tem que ser bom para o turista, mas também para o residente da cidade. O fator principal do turismo, segundo o profissional, é o desenvolvimento da comunidade, trazendo melhorias e implantação de serviços. Além disso, gerar emprego e renda através dos serviços turísticos movimenta a economia do Estado.

    “O turismo tem um potencial enorme no estado do Amazonas. Ele é visto como um campo de exploração, pois temos o maior arquipélago de ilhas, o Anavilhanas. Também temos fauna e flora ricas. Acredito que quando as autoridades governamentais entenderem o papel do turismo, o Amazonas irá se desenvolver. O problema é que nem os amazonenses dão o valor às riquezas que possuímos”, comenta Daniel Silva.

    O turismólogo também menciona que a habilidade de receber bem e o ato de ser receptivo torna o amazonense diferente de outras regiões.

    “Esse calor amazonense faz com que os turistas se sintam agraciados. E fazemos isso naturalmente, sem pedir nada em troca”, ressalta.

    Porém, ele destaca que os serviços prestados em agências de turismo e de informações aos turistas precisam ser lapidados. Para ele, segurança pública e serviços de bares e restaurantes também precisam ser melhorados.

    “Nós temos uma barreira muito grande que é o idioma. O Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) tem oferecido cursos de capacitação profissional para a população,  mas ainda temos muito a melhorar”, comenta.

    Segundo especialistas, estado tem grande potencial para o turismo
    Segundo especialistas, estado tem grande potencial para o turismo | Foto: Ione Moreno

    A coordenadora pedagógica do curso de turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), professora doutora Glaubécia Teixeira da Silva, também destaca as riquezas naturais presentes no Estado. Tanto que, ao longo dos anos, as empresas turísticas montaram roteiros com apelo exótico e ecológico, além de políticas públicas, especialmente em áreas protegidas, como as Unidades de Conservação de uso sustentável.

    O objetivo, segundo ela, é valorizar o potencial de conservação ambiental aliado ao bem-estar das populações residentes dessas áreas protegidas. A melhor maneira de se fazer isso é por meio do ecoturismo como atividade capaz de manter a integridade dos ecossistemas.

    Segundo a professora, Manaus é o centro político e econômico do Estado e a gestão das políticas de incentivo ao turismo não está descentralizada. Para ela, a Região Metropolitana poderia significar um avanço em desenvolvimento e a desconcentração de atividades turísticas, mas ainda há muito o que evoluir.  

    “Não podemos pensar em ampliar a demanda turística sem ‘arrumar a casa’. Um aspecto a ser observado é a necessidade de criação de políticas de Estado, o que necessariamente perpassa pelo planejamento turístico de longo prazo, planejar implica em pensar o turismo que temos hoje e o desejável para o futuro. Pensar inclusive qual a relação entre os custos e os benefícios dos investimentos realizados atualmente para criar as bases sustentáveis para o desenvolvimento turístico”, comenta a professora.

    Turismo ecológico

    Grupo de turistas participam de pesca esportiva no município de Barcelos
    Grupo de turistas participam de pesca esportiva no município de Barcelos | Foto: Arquivo EM TEMPO

    Para a professora da UEA, Glaubécia Teixeira da Silva, a grande riqueza ecológica e a sociodiversidade estimulam a criatividade amazonense e valorizam a identidade das comunidades tradicionais e os seus territórios.

    “O Estado do Amazonas possui pouco mais de 1,57 milhões de km², com 98% da sua vegetação conservada e 55% do seu território constituído por Unidades de Conservação, com potencial para o desenvolvimento do ecoturismo, por meio do aproveitamento dos recursos naturais e culturais de forma sustentável. Não devemos esquecer que o turismo promove desenvolvimento social”, comenta.

    Já o turismólogo Daniel Araújo da Silva destaca que o turismo de pesca acontece de setembro a março com o foco maior na região do Alto Rio Negro, nas proximidades do município de Barcelos.

    Encontro das Águas 

    Encontro das Águas é um "'ponto turístico" no Amazonas
    Encontro das Águas é um "'ponto turístico" no Amazonas | Foto: Ione Moreno

    O “Encontro das Águas”, confluência dos rios Negro e Solimões, talvez seja o mais famoso destino turístico natural da cidade. A água barrenta, do Solimões, e a água preta, do Negro, não se misturam e assim tornaram-se um dos cartões postais da cidade.

    O fenômeno ocorre porque os dois rios possuem diferentes temperaturas e densidades. Em uma extensão de mais de seis quilômetros, é possível ver os dois rios correndo lado a lado sem se misturarem.

    O passeio de barco ou lancha feito por empresas de turismo da cidade também te levam até o Parque Ecológico Lago do Janauari, onde é possível ver lindas vitórias-régias.

    Pôr do sol

    Pôr do sol amazonense é um atrativo a parte
    Pôr do sol amazonense é um atrativo a parte | Foto: Ione Moreno

    O pôr do sol de Manaus é um dos mais bonitos do país. Ele pode ser contemplado na Ponta Negra e também na torre de aço de 42  metros instalada no Museu da Amazônia. São 242 degraus erguidos no meio da Reserva Ducke, uma reserva der floresta primária no meio da periferia.

    Para quem deseja ver o nascer do sol ou o canto dos passarinhos no local, a visita é feita com agendamento e é pago um valor simbólico de R$ 50. 

    Praias

    Praia da Ponta Negra é uma boa pedida para quem não quer pegar a estrada
    Praia da Ponta Negra é uma boa pedida para quem não quer pegar a estrada | Foto: Marcely Gomes

    Manaus e a Região Metropolitana são repletas de praias que aparecem, principalmente quando o Rio Negro está em período de vazante. A areia é fina e não há ondas no rio.  

    A Praia de Paricatuba é uma das mais famosas por causa das ruínas existentes na comunidade. Ao final do ramal, é possível tomar banho no Rio Negro e apreciar a paisagem.

    Para quem não deseja sair da cidade, a Praia de Ponta Negra é uma boa opção. Seja para nadar ou olhar o lindo e distinto pôr do sol em um dos seus mirantes. Para quem é fitness, é possível fazer exercícios físicos na orla. 

    Mesmo para quem não quer ficar de "bubuia", o ponto turístico tem diversos ambientes para a família, com espaços para lazer e barracas de comida espalhadas por todo o complexo. O local também conta com apresentações sazonais. 

    Herança Indígena

    Turista vê colar feito por artesãos amazonenses
    Turista vê colar feito por artesãos amazonenses | Foto: Arquivo EM TEMPO

    Manaus também tem uma forte herança indígena. É impossível falar de qualquer cidade do Amazonas sem mencionar os índios.  Muitas comidas locais possuem referência indígena. 

    Algumas construções arquitetônicas remetem ao artesanato indígena, como a Arena da Amazônia - projetada para simular um grande paneiro. Na cidade, é possível ir a passeios turísticos que te levam para aldeias indígenas nas proximidades da região. O turista tem a possibilidade de ver de perto rituais, como o da Tucandeira. 

    Pelo Centro existem vários lugares que vendem pulseiras e colares feitos de sementes pelas mãos rápidas de índios no Estado. É possível comprar um brinco feito de uma escama de pirarucu ou pulseiras feitas com sementes. Também existem espaços voltados para o artesanato, como a Feira da Eduardo Ribeiro, que acontece todos os domingos. 

    Arquitetura

    Teatro Amazonas recebe grandes eventos
    Teatro Amazonas recebe grandes eventos | Foto: Reprodução

    Outro ponto chave é a arquitetura vasta e diversificada. Tem-se desde o estilo clássico, medieval, renascentista, neoclássico, barroco e até o moderno. Mas são as construções históricas que remetem à Belle Époque, período áureo da borracha, que chamam a atenção de quem visita a cidade.

    A mais famosa delas é o Teatro Amazonas, que foi recentemente listado pelo site da revista “Vogue” como uma das 15 casas de ópera mais bonitas do planeta. Tombado como Patrimônio Histórico Nacional em 1966, ele foi inaugurado em 1896 e tem capacidade para 701 pessoas no salão de espetáculos.

    “O Teatro Amazonas é um dos nossos cartões postais. Além de ser um prédio centenário, desempenha um papel fundamental no desenvolvimento econômico local. Além das visitas guiadas, a Casa recebe shows, consertos e um dos mais importantes eventos: o Festival Amazonas de Ópera. Acredito que nós amazonenses deveríamos aproveitar e usufruir mais do Teatro. Os atrativos do centro histórico sempre são procurados por serem centenários e possuírem belas histórias”, comenta o turismólogo Daniel Araújo da Silva.

    Outros prédios no Centro também chamam a atenção, como o Palacete Provincial, a Biblioteca Pública do Amazonas, o Palácio da Justiça e o Palácio Rio Negro. Este último é vizinho do Parque Senador Jefferson Péres, uma área verde no Centro de Manaus onde é possível passear, fazer exercícios físicos e passar bons momentos ao lado de familiares e amigos.

    Teatro  Usina Chaminé
    Teatro Usina Chaminé | Foto: Ione Moreno

    Também não podemos esquecer da majestosa Arena da Amazônia - Vivaldo Lima. Construído para sediar a Copa do Mundo de 2014, o estádio possui arquitetura que remete a um cesto de palha indígena e tem capacidade para 44 mil torcedores.

    Arena da Amazônia remete a um balaio indígena
    Arena da Amazônia remete a um balaio indígena | Foto: Marcely Gomes

    Nas últimas semanas, a Arena recebeu jogos entre os times do Flamengo, Corinthians, Vasco e o Iranduba. Em setembro, o local será palco do show da turnê da dupla Sandy & Júnior. 

    Gastronomia

    X-Caboquinho é um lanche típico do Amazonas
    X-Caboquinho é um lanche típico do Amazonas | Foto: Ione Moreno

    O Amazonas tem uma culinária típica muito forte. Em Manaus, há comidas para todos os gostos. O “forte” da região é o peixe. O tambaqui assado, o jaraqui frito, o pirarucu, a caldeirada de tucunaré são as opções para quem visita a cidade ou para quem mora aqui.

    As frutas da região também têm um espacinho reservado na culinária. O açaí e o cupuaçu, por exemplo, podem ser facilmente encontrados. O tradicional "x-caboquinho", com tucumã e queijo coalho, é um espetáculo à parte para quem aprecia um sabor diferenciado.

    E o tacacá? O prato típico, também famoso no Pará, leva tucupi, goma de tapioca cozida, jambu e camarão. Servido em cuia, ele pode ser encontrado em diversos pontos de Manaus, como o Largo São Sebastião, no Centro, e em feiras. Ele nomeia um pocket show que acontece todas as quartas no Largo. 

    Os pratos típicos ou ingredientes podem ser facilmente encontrados no Mercado Municipal Adolpho Lisboa e, de quebra, dá para apreciar a beleza arquitetônica do lugar.

    “Quanto a gastronomia, nós temos uma diversidade muito grande. Os nossos peixes são muito bem falados lá fora. Temos restaurantes especializados em comidas e bebidas típicas da região. Vale a pena conferir”, ressalta o turismólogo Daniel Araújo da Silva.

    Edição: Bruna Souza

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