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    Trabalho e emprego


    Pequenas empresas contrataram 85% mais que as grandes no AM

    No último mês de abril, as Micro e Pequenas Empresas fecharam com saldo positivo de 2.364 vagas no Amazonas

    O estudo divulgado nesta quarta-feira (23) mostrou que as MPEs tiveram um saldo positivo | Foto: Janailton Falcão

    Manaus - As Micro e Pequenas Empresas (MPE) vêm se destacando na geração de emprego em tempos de crise, em todas as regiões do país, empregando mais pessoas do que as Médias e Grandes Empresas (MGE). De acordo com estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), baseado no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), as MPEs no Amazonas contrataram 84,9% mais do que as MGEs, em abril.

    Para a pesquisa do Sebrae determinar o porte da empresa são consideradas a quantidade de empregados, de acordo com o ramo de atuação da corporação. 

    O Sebrae adota esta metodologia, por não ser possível apurar o porte das empresas, com base nos dados do Caged, aplicando-se os critérios definidos na Lei Geral das micro e pequenas empresas (faixas de faturamento). 

    O estudo divulgado nesta quarta-feira (23) mostrou que, enquanto as MPEs tiveram um saldo positivo de geração de emprego, de 2.364 vagas no Amazonas, apenas no último mês de abril, as médias e grandes empresas acabaram terminando o mesmo mês com um saldo negativo de 2.783 vagas.   

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    O Amazonas ficou como 15º colocado com a geração de 2.656 vagas
    O Amazonas ficou como 15º colocado com a geração de 2.656 vagas | Foto: Janailton Falcão

    Motivação

    O encomista Ailson Rezende salientou que, historicamente, as Micro e Pequenas Empresas sempre tiveram mais pessoas empregadas, mas por conta de um detalhe: “a soma de todas as pequenas empresas sempre foi maior do que das grandes, e por isso é normal que tenham um número maior de empregados. Mas se comparar individualmente, uma empresa grande sempre supera as pequenas em números de empregados”, disse.

    Rezende também ressalta que a diferença de salários faz a diferença. “As pequenas microempresas não têm toda a escalada administrativa de vários cargos, como diretor, gerente, presidente, como tem nas grandes. Na pequena tem geralmente o dono, supervisor e empregados, aí não tem porque ter grandes salários, o que facilita a contratação”, revela.  

    De acordo com o microempresário do ramo de drogarias, Armando Reis, as pequenas empresas foram as que mais procuraram segurar empregos durante a crise econômica. “Praticamente todas as corporações demitiram, mas as micro e pequenas empresas foram as que mais seguraram os empregados”, comentou.

    Reis destacou ainda que as empresas pequenas não têm tantos gastos como as grandes e podem balancear as contratações mesmo em período difícil. “Mesmo sem incentivo fiscal que as grandes empresas têm, dentro das nossas empresas temos várias funções ao mesmo tempo. Praticamente esse segmento carregou o país na costa durante esse período”, completa.

    Brasil

    A nível nacional, 2% da vagas de empregos criadas no país foram dos pequenos negócios. Essa é a quarta vez consecutiva. Foram 83,5 mil empregos gerados pelos pequenos contra 31,4 mil empregos nas médias e grandes empresas e 980 empregos criados nas empresas da administração pública, o que totalizou 115,9 mil novos postos de trabalho no país, só em abril de 2018.  

    O Amazonas ficou como 15º colocado, com a geração de 2.656 vagas até abril. A tendência é mais forte em estados do Sul e principalmente no Sudeste, com destaque para São Paulo (28.691 vagas), como o estado onde as micro e pequenas empresas mais geraram emprego até abril. Já na região Norte, o melhor colocado foi o Pará, com 2.827. 

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