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    Energia elétrica


    Greve paralisa 600 servidores da Eletrobras no Amazonas

    Trabalhadores são contra a privatização da estatal, assunto que voltou à tona após liminar que impedia o leilão da Eletrobras ser derrubada nesta segunda (11)

    Os sindicatos trabalhistas falam em aumento da tarifa energética caso ocorra a privatização | Foto: IONE MORENO

    Manaus - Definitivamente contrários a privatização, 600 trabalhadores da Eletrobras Distribuição Amazonas, iniciaram uma paralisação de advertência nesta segunda-feira (11), por 72 horas, para pressionar o Governo Federal a não vender a estatal para a iniciativa privada. A greve acontece no mesmo dia em que a liminar que estava impedindo o leilão da companhia, foi derrubada na 49ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro.

    O Sindicato dos Urbanitários do Amazonas, oficializou para o Portal EM TEMPO que a categoria está paralisada nesta segunda-feira com aproximadamente 400 trabalhadores na capital e cerca de 200 no interior, de um total de 2 mil servidores no Estado inteiro. O vice-presidente do Sindicato, Joseirton Alburque, informou que além da paralisação para combater a venda da Eletrobras, os sindicatos trabalhistas também vão recorrer novamente da decisão da justiça do trabalho do Rio de Janeiro.

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    “Nós descordamos totalmente dessa privatização, que caso ocorra, será uma catástrofe geral atingindo não só os trabalhadores com perda de direitos, como a sociedade com o aumento da tarifa energética. Em estados onde a privatização já ocorreu, no Maranhão e no Pará, em alguns anos a energia já subiu 200%, e nós não vamos permitir”, declarou o sindicalista.

    O setor jurídico do Sindicato já está estudando a estratégia que será usada para recorrer da suspensão da liminar. Caso seja mantida a decisão de privatizar as seis distribuidoras da Eletrobras, os servidores pretender realizar greve por tempo indeterminado. Por enquanto estão sendo mantidos efetivo mínimo de atuação em greve, que prevê funcionamento de 30% de servidores.

    Em resposta ao Portal EM TEMPO, a Eletrobras Distribuição Amazonas, informou que o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), está responsável pelo edital da Eletrobras e pelo posicionamento sobre o assunto. No entanto, não obtivemos retorno até a publicação desta matéria.

    Sede da Eletrobras em Manaus, na avenida Sete do Setembro
    Sede da Eletrobras em Manaus, na avenida Sete do Setembro | Foto: IONE MORENO

    Liminar

    O impasse sobre a privatização de seis distribuidoras da Eletrobras, incluindo a Amazonas Energia, ganhou mais um capítulo nesta segunda-feira (11) após a Advocacia Geral da União (AGU), conseguir derrubar a liminar que impedia o leilão na estatal. A força sindical dos trabalhadores eletricitários afirmou que devem recorrer novamente da decisão, para evitar uma “privatização catastrófica” para o setor.

    O leilão que iria atingir tanto a empresa principal (holding) quanto as subsidiárias Amazonas Energia, Centrais Elétricas de Rondônia, Eletroacre, Companhia Energética de Alagoas e Companhia Energética do Piauí, obrigava que a Eletrobras apresentasse em um prazo de 90 dias, um estudo apresentando os impactos da privatização nos contratos trabalhistas dos servidores e das empresas vinculadas a estatal.

    A liminar tinha sido deferida na última terça-feira (5), por meio de uma ação civil pública movida por sindicato de trabalhadores na 49ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, assinada pela juíza, Raquel de Oliveira Maciel. Mas a AGU conseguiu derrubar o documento argumentando que caso o leilão não aconteça até o dia 31 de julho, a Eletrobras seria obrigada a liquidar as distribuidoras, o que poderia prejudicar ainda mais os trabalhadores.

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