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    Paixão Manauense


    Cafeterias em Manaus movimentam mais de R$ 50 milhões por mês

    Segmento, inspirado em cafés europeus e americanos, já expandiu mais de 100% nos últimos cinco anos na cidade

    Inspirada no modelo norte-americano, a One Coffee, que opera há dois anos em Manaus, explora o conceito de um lugar e atendimento diferenciado com o cliente | Foto: Márcio Melo

    Manaus - Nos últimos cinco anos, o número de cafeterias dobrou em Manaus. Com ambientes aconchegantes, inspirados em cafés europeus e americanos, o novo cenário não se parece com o tradicional, no qual o cliente pedia o cafezinho em uma xícara de alumínio, encostado no balcão.

    Com apresentações distintas, é comum o consumidor sair à procura das mais de 100 cafeterias espalhadas pela cidade para relaxar ou reunir com amigos e apreciar a bebida, que hoje é servida de formas diversas.

    O segmento movimenta, aproximadamente, R$ 50 milhões por mês na capital, segundo especialistas. Nos últimos cinco anos, a expansão foi de 100%. A estimativa é de que já existem no Brasil cerca de 2,5 mil cafeterias, que movimentam R$ 840 milhões ao ano, e empregam, aproximadamente, 30 mil funcionários. Com temáticas diferentes, as novas cafeterias cativam o cliente com bom atendimento, preço acessível e variedade no cardápio.

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    Localizada no Manauara Shopping, a Mólen Cafés Especiais chegou a Manaus há seis anos, quando a concorrência ainda tímida. De acordo com o proprietário, Maurício De Santis, a ideia foi proporcionar ao consumidor de Manaus um local onde todos pudessem apreciar a bebida com diferentes grãos vindos de uma fazenda localizada em São Paulo. A cartela de bebidas da Molén oferece mais de 20 opções.

    O iraniano Payman Agahnejad apostou no ambiente universitário para servir chás e cafés com apresentação diferenciada e preço abaixo da concorrência
    O iraniano Payman Agahnejad apostou no ambiente universitário para servir chás e cafés com apresentação diferenciada e preço abaixo da concorrência | Foto: Márcio Melo

    “Trouxe para Manaus o que vi em Curitiba. Quando cheguei, senti a necessidade de ter um local como esse para sentar, conversar com os amigos e apreciar o café. Tudo isso em um ambiente seguro e confortável. Nesses seis anos instalados na capital, pude perceber o quanto esse mercado cresceu, o que me deixa satisfeito, uma vez que temos um termômetro de quanto podemos expandir e trabalhar o nosso negócio”, explica Maurício.

    Para acompanhar a concorrência e atrair novos clientes, a cafeteria, que já é ponto de encontro no centro de compras, inovou com a primeira Coffee Printer Machine do Brasil. A máquina imprime fotos com alta resolução no cappuccino que é vendido por R$13.

    Santis comemora a aquisição que deu ao seu negócio uma alta de 38% nas vendas. “As vendas cresceram de maneira significativa, além da presença de novos clientes que vieram conhecer a novidade. Isso é ótimo, pois a ideia é preservar os clientes antigos e cativar os novos com bom atendimento e qualidade nos produtos”, pontua o empresário.

    Inspirada na cafeteria americana Starbuks, a One Coffee, que opera há dois anos em Manaus, caiu no gosto dos manauenses. A gerente do local, Brena Teixeira, explica que a intenção era explorar o conceito de um lugar onde as pessoas pudessem, além de ter um momento de descontração, usar o espaço para trabalhar.

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    A estimativa é de que já existem no Brasil cerca de 2,5 mil cafeterias
    A estimativa é de que já existem no Brasil cerca de 2,5 mil cafeterias | Foto: Márcio Melo

    O modelo vem dando certo. Pouco tempo depois de completar dois anos, a One Coffee abriu a primeira filial em um shopping de Manaus.

    “Aqui temos um ambiente confortável, descolado e com boas opções no cardápio. Oferecemos mais de 20 opções de bebidas quentes e geladas, que variam entre R$ 4,50 e R$ 18. Além disso, o modelo de personalizar o produto com o nome do cliente é um diferencial que temos. Outra coisa que sempre chama a atenção são os lançamentos especiais em datas comemorativas. O atendimento é outro diferencial. Aqui, cada cliente é exclusivo e tratado como tal”, ressalta.

    Para a estudante Luciana Barros, 23, a cafeteria, localizada na Avenida João Valério, bairro Nossa Senhora das Graças, Manaus, merecia um local como a One Coffee.

    “Eu sempre fui fã de café. Como viajo desde criança, sentia falta de ter uma cafeteria interessante como essa aqui, em Manaus, como nas outras cidades que conheço. Trabalhando em shopping, eu percebi o quanto era importante um ambiente agradável que você se sinta à vontade para tomar uma bebida e quem sabe trabalhar por lá também”, diz

    Luciane avalia que a cafeteria tem se destacado na cidade e acredita que parte desse sucesso de dá por conta do ambiente acolhedor que eles oferecem, desde o simples fato de chamar o cliente pelo nome, disponibilizar internet gratuita e o conforto para trabalhar e, até mesmo, fazer reuniões. “Mas, os produtos em si já chamam muita atenção pelo sabor e pela apresentação”, afirma.

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    Um dos pontos fortes para o sucesso das cafeterias é o atendimento diferenciado
    Um dos pontos fortes para o sucesso das cafeterias é o atendimento diferenciado | Foto: Márcio Melo

    Universitário

    Com o mercado de cafeterias fervendo, quem ganha é a população, que consegue ter opções variadas pela cidade. Dentro da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a Sofi Café existe há dois anos.

    Ele oferece um serviço único para quem trabalha e estuda no local. Com temática oriental, a cafeteria chama a atenção pelas bebidas especiais, entre chás e cafés. O local já se tornou parada obrigatória para quem precisa ir à faculdade no dia a dia.

    O iraniano Payman Agahnejad, proprietário do local, diz que a ideia é expandir o negócio para outras universidades e até centros comerciais de Manaus. Com uma aceitação de 70% na primeira unidade, ele pretende tornar o negócio referência.

    O serviço de chás e cafés se dá com apresentação diferenciada, e o preço abaixo da concorrência seduz o consumidor acadêmico da Ufam e até visitantes.

    “Bebidas especiais que em outros locais são vendidas por R$16, aqui nós vendemos por R$8. Os grãos usados nos cafés e os chás servidos são todos de fora. Às vezes eu trago do oriente, e a aceitação tem sido muito boa. A meta é, até em outubro, conseguir abrir outra loja. Estamos estudando se vai ser uma rede de cafeterias em universidades, ou vamos entrar em shoppings, por exemplo”, observa Payman.

    Mesmo com o movimento baixo nas férias da Ufam, o iraniano afirma que vale a pena abrir de segunda a sexta-feira o estabelecimento. “Mesmo com o movimento 40% menor nessa época, o faturamento ainda é bom, uma vez que a divulgação pelas redes sociais gera bons resultados”, conclui.

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