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    QUALIDADE


    Coca-Cola Brasil usa guaraná do Amazonas em seus produtos

    O guaraná utilizado pela fabricante é 100% amazonense. O sistema de rastreabilidade validado pelo Imaflora garante a origem regional

    Guaraná do município de Maués | Foto: Márcio Melo

    Manaus - Pelo segundo ano consecutivo, o sistema de rastreabilidade para a cadeia do guaraná no Amazonas é validado pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). A aferição é a garantia de que 100% do guaraná utilizado pela Coca-Cola Brasil em seus produtos é proveniente do Amazonas, sendo boa parte da produção originária da agricultura familiar.

    De acordo com o Imaflora, a rastreabilidade dessa cadeia possibilita identificar os produtores que cultivam o guaraná, os volumes produzidos de semente torradas, bem como o controle dos embarques realizados em cada município fornecedor. Evitando-se, portanto, os riscos de adição de guaraná proveniente de outras regiões do país.

    “A partir das informações fornecidas pelo seu sistema de rastreabilidade, a Coca-Cola Brasil demonstrou possuir ferramentas, processos de controle e monitoramento que permitem comprovar que o guaraná adquirido pela empresa provém do Estado do Amazonas”, explica Edson Teramoto, agrônomo do Imaflora.

    Como funciona

    Para implementar o sistema de rastreabilidade no Amazonas a Coca-Cola Brasil contou com o apoio do Imaflora na elaboração do conceito da rastreabilidade e na concepção inicial do projeto, conforme explica Teramoto.

    “A Coca-Cola Brasil desenvolveu um aplicativo que é um banco de dados de produtores e realizou um teste de campo em Urucará somente para verificar o funcionamento do método na prática. Esse processo gerou melhorias que foram incorporadas ao sistema de rastreamento”.

    Produtores que cultivam o guaraná,
    Produtores que cultivam o guaraná, | Foto: Márcio Melo

    Todo esse processo passou pela verificação do Imaflora. “Entrevistamos produtores, a própria Coca-Cola Brasil, vistamos plantações, avaliamos a cooperativa e checamos todos os procedimentos propostos no teste, desde o produtor até a fábrica que recebe e processa o guaraná”, explica.

    Ao final, além da validação do sistema, por meio do Relatório de Avaliação de Rastreabilidade, o Imaflora constatou que o sistema apresentou melhorias em relação ao primeiro ano e já aponta para um avanço do processo de rastreabilidade da cadeia de guaraná no Amazonas.

    Apoio técnico e estruturação

    O sistema de rastreabilidade vai além de mapear e monitorar a cadeia. De acordo com o agrônomo João Carlos Santos, especialista em agricultura para o Amazonas da Coca-Cola Brasil, o sistema também incentiva a agricultura familiar, as boas práticas de gestão e a produção com foco no plantio sustentável do fruto na região. Isso porque a rastreabilidade é feita em toda a cadeia e conta com a participação dos produtores que recebem orientações técnicas para o cultivo e boas práticas do guaraná

    Cultivo e boas práticas do guaraná
    Cultivo e boas práticas do guaraná | Foto: Divulgação

    “A primeira etapa da rastreabilidade é o cadastro dos produtores. Durante todo o ano visitamos esses produtores para verificarmos como anda a produção, quais os cuidados que estão tendo com os guaranazais e se estão fazendo os manejos. Ajudamos com orientações técnicas visando uma melhor produção”, destacou.

    A rastreabilidade da cadeia gera oportunidades para os produtores e a companhia. Um dos pontos apresentados pelo relatório da Imaflora foi o de empoderar as cooperativas e associações. Isso porque o processo de rastreabilidade organiza a cadeia por meio da utilização de documentação e procedimentos que integram o sistema de rastreabilidade implantado pela Coca-Cola Brasil definindo as regras, as etapas do processo e as responsabilidades dos agentes.

    Na visão do produtor José Raimundo da Silva, que reside na Comunidade Liberdade, em Maués, essa organização reflete no bom preço do guaraná e na qualidade do produto. 

    "Nos últimos anos conseguimos vender o guaraná por um preço muito melhor. A gente tem que acreditar nas pessoas que trazem as boas informações e a organização para gente. Tenho certeza que o conhecimento que trazem é para a gente melhorar. E só vamos aperfeiçoar o trabalho com  a organização", comenta.

    Com informações da assessoria*

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