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    Economia


    Economia no AM deve ser beneficiar com resultado do IBC, diz Fieam

    De acordo com o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, o resultado do IBC é benéfico para o Estado.

    Indústria do Polo Industrial de Manaus
    Indústria do Polo Industrial de Manaus | Foto: Arquivo em tempo

    Manaus - A expansão de 0,47% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) em agosto em comparação a julho deste ano deve refletir positivamente na economia do Amazonas. Conforme os números revisados, a economia também cresceu 0,65% em julho e 3,45% em junho.

    Os dados do índice dessazonalizado (ajustado para o período) foram divulgados ontem (17) pelo Banco Central (BC).

    De acordo com o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, o resultado do IBC é benéfico para o Estado.

    “A indústria amazonense tem um alto portifólio em todas as linhas de produção. Portanto, se o consumo nacional melhora, o efeito para nós também será vantajoso”, afirmou.

    Além disso, conforme o executivo, houve uma recuperação expressiva no setor como um todo, especialmente no polo de duas rodas.

    “O desempenho deste segmento foi positivo, o que gera uma expectativa ainda melhor para o restante deste ano. Com a escolha tanto de presidente quanto de governador, haverá mudanças. Entretanto, o cenário está favorável até mesmo para um reforço na mão-de-obra, ainda que pequeno, variando de acordo com os investimentos feitos por cada empresa”, enfatizou.

    Linha branca

    Para o economista e conselheiro do Conselho Regional de Economia Amazonas (Corecon-AM), Farid Mendonça Júnior, por ser muito dependente do Polo Industrial de Manaus (PIM), responsável por 80% da receita local, a economia amazonense também deve sentir os impactos da expansão do IBC-Br. A fabricação de diferentes produtos, como os da linha branca, por exemplo, aumentaram e a demanda está cada vez mais forte.

    “Nossa produção vai parar nos grandes centros como as regiões Sul e Sudeste. Com a produção em alta, é necessário renovar a mão-de-obra. Tudo isso significa um ciclo econômico restabelecido”, explicou o economista.

    Ainda na avaliação de Farid, o comércio também tende a melhorar. “As famílias passam a consumir mais e o comércio, como reflexo, passa a ter que investir na contratação de funcionários. Com a proximidade do fim do ano, os números devem ficar positivos”, salientou.  

     Acumulado

    Na comparação com agosto do ano passado, o crescimento chegou a 2,5% (sem ajuste para o período). Após um ano completado em agosto, o indicador aumentou 1,5%. No ano, a alta foi de 1,28%. O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o Banco Central a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic.

    O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos principais setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas o indicador oficial é o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

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