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    Polo Industrial de Manaus


    Industriários do setor de plásticos falam em ‘greve’ no Amazonas

    Sem acordo salarial, desde outubro de 2018, categoria que tem mais de 9 mil trabalhadores no PIM, fala em mobilização ou ação na Justiça do Trabalho

     Presidente do Cieam diz que as questões do dissídio coletivo podem ser discutidas e resolvida na Justiça
    Presidente do Cieam diz que as questões do dissídio coletivo podem ser discutidas e resolvida na Justiça | Foto:

    Manaus - Em negociação salarial desde outubro de 2018, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Material Plástico de Manaus e do Estado do Amazonas (Sindplast) já fala em possível indicativo de greve da categoria, caso não aconteça um acordo com as empresas do setor, em reuniões que serão realizadas nesta semana.

    Outro caminho é ajuizar ação para que a Justiça do Trabalho dê um parecer sobre o dissídio coletivo da categoria. Os trabalhadores reivindicam a aprovação das 61 cláusulas da convenção coletiva, 100% da inflação registrada no ano passado e mais 4% de aumento real.

    Negociação

    O diretor do Sindplast, Carpegeane Quintela, disse que até o momento as empresas não atenderam as reivindicações da categoria. “Ainda estamos em negociação, mas se não houver um acordo podemos entrar na Justiça com pedido de aprovação do dissídio coletivo e até aprovar um indicativo de greve”, disse o sindicalista

    Quintela acrescentou que “os trabalhadores não poder direitos”. Segundo ele, existem 98 empresas no setor que empregam, aproximadamente, 9 mil trabalhadores. Carpegeane acredita que, se houver uma paralisação, os trabalhadores das 25 maiores empresas do setor plástico devem aderir ao movimento.

    De acordo com o sindicalista, oito empresas do setor ainda estão em férias coletivas. Devem voltar na próxima segunda-feira (14). Para ele, a reforma trabalhista foi muito ruim para os trabalhadores, já que as empresas deixam de contratar funcionários com carteira assinada, optando por fazer um contrato individual de três meses, sem as garantias trabalhistas. Segundo Carpegeane, esse tipo de acordo não precisa passar pelo sindicato.

    Questões devem ser resolvidas na justiça

    O presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, disse não acreditar em greve, já que as questões do dissídio coletivo podem ser discutidas e resolvida na Justiça. “Se não existir acordo, deixa a Justiça resolver. O que for decidido pela Justiça será cumprido”, afirmou o presidente do Cieam. “É muito melhor lutar pela manutenção dos empregos existentes, favorecendo os trabalhadores”, acrescentou.

    De acordo com Périco, no final do ano passado foram gerados muitos empregos com base na Legislação Trabalhistas, que permite as empresas terceirizar até a sua atividade fim, em períodos sazonais. Dessa forma, segundo o presidente do Cieam, foi possível gerar um grande número de empregos nas fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM).

    O presidente do Cieam explicou, ainda, que muitas empresas entraram em férias coletiva no final do ano. “Algumas já retornaram ao trabalho e o restante volta na próxima semana. Faz parte de normalidade”, afirmou.



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