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    Arrecadação federal no AM compensa recursos fiscais da ZFM, diz estudo

    Em reunião ordinária Wilson Lima frisou a importância do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM)

    Manaus - O governador Wilson Lima participou, na noite desta quinta-feira (7), da primeira reunião ordinária de 2019 dos dirigentes da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam). O encontro, realizado no auditório da federação, na zona centro-sul, contou com a participação de outros segmentos, como comércio e agricultura, e foi marcado pelo discurso a favor da Zona Franca de Manaus e pelo debate sobre os desafios econômicos do Estado.

    Wilson Lima frisou a importância do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM):

    “A Zona Franca é imprescindível para que possamos diversificar nossas atividades econômicas e identificar outras fontes de riqueza. Nós não podemos abrir mão dela agora porque não temos outras alternativas e porque sem ela não teremos base para desenvolver outras atividades econômicas”, disse o governador.

    Ele também assegurou que o estado vai defender a efetividade da ZFM junto ao Governo Federal. “Estou muito preocupado com a política econômica que tem se propagado, mas por outro lado fico muito feliz e muito otimista pelo entendimento que o presidente da República, Jair Bolsonaro, tem sobre a importância da Amazônia e da Zona Franca”, destacou.

    Estudo

    Uma pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas e apresentada ao governador na manhã desta quinta-feira (7), pelo presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, também foi discutida no encontro.

    O estudo, que foi encomendado por diversos segmentos e deve ser divulgado nas próximas semanas, mostra que a arrecadação Federal no Estado compensa, em parte, as renúncias fiscais e pode ajudar a recuperar a competitividade com os grandes centros econômicos.

    “Nós precisávamos de uma chancela dessa para provar o que a gente já sentia no dia a dia e o que a gente entendia de importância da Zona Franca de Manaus. É impressionante a evolução que os gráficos mostram, o progresso que o Amazonas teve desde a década de 60 até 2010 quando se tem números para fazer esse processo de comparação. O quanto a gente subiu de renda per capita é maior do que qualquer outro estado do Brasil, o quanto o modelo Zona Franca de Manaus progrediu a nossa floresta e o quanto trouxe desenvolvimento para as pessoas que moram nessa região”, defendeu o governador.

    Benefícios

    Para o presidente da Fieam, a manutenção da ZFM é fundamental para a economia local. “Esse estudo reforça a relevância do modelo Zona Franca de Manaus e a sua importância para o Amazonas, sendo imperiosa a sua manutenção com as suas garantias legais vitais para atração do capital produtivo capaz de gerar renda e emprego para o nosso estado. Precisamos recuperar o ambiente favorável ao desenvolvimento econômico sustentável”, considerou Antônio Silva.

    O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), deputado Josué Neto, mencionou os avanços tecnológicos na política e na comunicação.

    “E é aí que está a Indústria 4.0. Nós estamos tentando adaptar o nosso parque industrial a esse novo modelo, sabendo que nossos concorrentes, os países orientais, já estão inseridos neste modelo há muito tempo. Precisamos avançar não só em tecnologia, mas também em infraestrutura. O governador, que está há 37 dias no governo, não pode ser culpado por problemas que estão enraizados e atrasam o desenvolvimento do Amazonas”, pontuou Neto.

    BR-319

    A retomada da pavimentação da BR-319 também foi discutida na reunião. “O estado do Amazonas vai provar que é viável a pavimentação da BR-319 e que não vai acontecer o desmatamento que tanto se prega.

    Quem diz que a Amazônia vai ser desmatada se a BR-319 for pavimentada é quem não conhece a nossa região. Nosso estado representa a preservação e vai continuar representando”, garantiu Wilson Lima, destacando que a rodovia de integração nacional é de fundamental importância para as indústrias do Amazonas e para a aquisição de matéria-prima, insumos e mercadorias.

    *Com informações da assessoria 

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