Fonte: OpenWeather

    Produção


    Uso de tecnologias melhora o beneficiamento do guaraná em Urucará

    Amazonenses vão utilizar um processo mecanizado para produção de guaraná para Coca-Cola Brasil. É mais produtividade e economia para os produtores

    Veja como amazonenses produzem guaraná para maior empresa de bebidas do mundo | Autor: Divulgação/Coca-Cola

    Manaus - A produção de guaraná em Urucará, um dos 12 municípios fornecedores do fruto para a Coca-Cola Brasil, alça voos maiores. Parte do beneficiamento do produto na região agora é feita em processo mecanizado, garantindo mais produtividade e economia para os produtores.

    Quem já sente a melhora é o produtor Conceição Bernardes Monteiro, de 63 anos. Com seis hectares e 2 mil pés de guaraná plantados, ele conta que colhe, em média, quase duas toneladas do fruto. Na última safra a produção foi de 1,7 tonelada.

    Na última safra a produção foi de 1,7 tonelada
    Na última safra a produção foi de 1,7 tonelada | Foto: Divulgação/Coca-Cola


    Concha, como é popularmente conhecido pelos produtores da região, construiu no último ano uma nova Casa de Beneficiamento com forno de torra mecanizado. Para ele, que utilizada pela primeira vez o forno mecanizado, a família ganhou mais qualidade de vida.

    “A gente ficava praticamente oito horas para torrar 50 quilos de guaraná. Conseguimos comprar a máquina e agora gastamos cinco horas e não precisamos ficar mexendo o dia todo. É tudo automático. Melhorou 100% nossa vida”, comemora.“Sobra até um tempinho para ver televisão”, brinca a produtora Cristina Monteiro, esposa de Concha.

    Em média o produtor leva de cinco a oito horas para torrar 50 quilos de guaraná
    Em média o produtor leva de cinco a oito horas para torrar 50 quilos de guaraná | Foto: Divulgação/Coca-Cola


    A torra do fruto, de acordo com o agrônomo e especialista em agricultura para o Amazonas da Coca-Cola Brasil, João Carlos Santos, é uma das últimas etapas de beneficiamento e uma das mais demoradas. Quando feita de forma artesanal, trata-se de uma prática de baixa produtividade e alto custo para o agricultor familiar.

    “Em média o produtor leva de cinco a oito horas para torrar 50 quilos de guaraná. De forma manual, o produtor precisa estar praticamente o tempo todo ao lado do forno mexendo para que o fruto não torre além do necessário. Já com o forno mecanizado o tempo diminuiu e essa necessidade de acompanhamento diminuiu. Assim, o produtor ganha mobilidade e mais tempo para outras atividades, além de reduzir seus custos gerando mais renda familiar”, explica João Carlos.

    Outra etapa de beneficiamento que conta com o uso de máquinas e tecnologia é a parte de limpeza do guaraná. Primeiramente, o fruto passa por uma despolpadeira para a retirada da casca, usada depois como adubo compostado. Esse processo também é feito com o auxílio de máquinas e dos produtores.

    Depois de lavados, para a retira do arilo ainda no fruto— a parte branca do guaraná — os grãos são expostos ao sol por cerca de duas horas para uma pré-secagem. A torrefação vem em seguida quando o guaraná é torrado em fornos de barro ou tachos de ferro antes de ser colocado nos sacos e levado para a pesagem na cooperativa. 

    Outra etapa de beneficiamento que conta com o uso de máquinas e tecnologia é a parte de limpeza do guaraná
    Outra etapa de beneficiamento que conta com o uso de máquinas e tecnologia é a parte de limpeza do guaraná | Foto: Divulgação/Coca-Cola


    O presidente da Cooperativa Agrofrut de Urucará, Antônio Carlos, conta que o processo de mecanização do beneficiamento no município está em fase inicial, com resultados positivos nesta safra. A compra do forno mecanizado para a propriedade de Concha, segundo Antônio, foi feita com incentivos da Cooperativa.

    “Parte do valor do forno mecanizado foi pago pela cooperativa. O valor será descontado quando o produtor entregar a próxima safra. Nosso objetivo principal é reduzir os custos de quem produz.  Com a mecanização, será possível”, destacou.

    A torrefação vem em seguida quando o guaraná é torrado em fornos de barro ou tachos de ferro
    A torrefação vem em seguida quando o guaraná é torrado em fornos de barro ou tachos de ferro | Foto: Divulgação/Coca-Cola


    Após a fase inicial, a cooperativa estuda ampliar linhas de créditos para que outros produtores tenham acesso a fornos mecanizados. Para o presidente da Cooperativa, que acompanha de perto o trabalho dos produtores no município, o desafio é dar ao produtor as mesmas condições daqueles que vivem na cidade.

    Segundo Antônio, os produtores ainda sofrem preconceito quando procuram a capital em busca de recursos ou mesmo quando vão fazer compras.

    Após a fase inicial, a cooperativa estuda ampliar linhas de créditos para que outros produtores tenham acesso a fornos mecanizados
    Após a fase inicial, a cooperativa estuda ampliar linhas de créditos para que outros produtores tenham acesso a fornos mecanizados | Foto: Divulgação/Coca-Cola


    “O meu sonho era mostrar como é possível reduzir custos e colocar os produtores no mesmo nível das pessoas dos centros urbanos. No passado, a gente sentia o preconceito quando os produtores iam para cidade, com camisa e sandália velhinhas.  Quero que as próximas gerações não passem por isso. E hoje, estamos quase chegando lá. Hoje, o filho do agricultor compra coisas, como um celular,  com a mesma tecnologia de quem trabalha na cidade”, comemora.

    *Matéria produzida pela assessoria da Coca-Cola com exclusividade para o Em Tempo

    Leia mais

    Colheita do guaraná gera contratações no Amazonas

    Queridinho dos famosos, 'desinchá' ajuda mesmo a emagrecer?

    39ª Festa do Guaraná promete agitar Maués em dezembro. Saiba mais


    Comentários