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    Venda e aluguel


    Supervalorizadas no AM, salas comerciais estão com vendas paradas

    Estoque do segmento encerrou 2018 com, aproximadamente, 500 salas não vendidas, dado o alto valor oferecido pelo mercado e a crise econômica

    Se houver um crescimento da economia, em até 2% este ano, é esperado que essas cerca de 500 unidades de salas comerciais sejam comercializadas
    Se houver um crescimento da economia, em até 2% este ano, é esperado que essas cerca de 500 unidades de salas comerciais sejam comercializadas | Foto: Arquivo EM TEMPO


    Manaus - O mercado imobiliário do Amazonas fechou o ano com um estoque de cerca de 500 salas comerciais. Com o início da retomada da economia, o setor se alegrou com a previsão de novos lançamentos de empreendimentos de casas e apartamentos para este ano, mas a estagnação das vendas de salas comerciais se manteve inalterada, com isso a previsão de um novo lançamento nessa área só deve acontecer no próximo ano, segundo especialistas do segmento.

    “Se houver um crescimento da economia, em até 2% este ano, é esperado que essas cerca de 500 unidades de salas comerciais sejam comercializadas, até o final de 2019”, diz o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário no Estado do Amazonas (Ademi-AM), Albano Maximo

    Em sua avaliação, esse estoque alto de salas comerciais é resultado da instabilidade econômica do país registrada nos últimos anos. Mas segundo Albano Maximo, passado período eleitoral, as pessoas voltaram a ter mais confiança e a creditar que a economia vai estabilizar e crescer, a partir das medidas que deverão ser implementadas pelo governo.

    Nos últimos quatro anos não foi lançado nenhum novo empreendimento dotado de unidades de salas comerciais
    Nos últimos quatro anos não foi lançado nenhum novo empreendimento dotado de unidades de salas comerciais | Foto: Arquivo EM TEMPO


    O presidente do Sindicato da Industria da Construção Civil do Estado do Amazonas (Sinduscon-AM), Frank do Carmo, considera que salas comerciais se transformou em um produto difícil de vender, por essa razão, nos últimos quatro anos não foi lançado nenhum novo empreendimento dotado de unidades de salas comerciais e mesmo assim o estoque é ainda considerado muito alto.

    Segundo ele, atualmente existem salas comerciais de até 14 metros quadrados, mas a média das unidades ainda em estoque têm 12 metros quadrados. Os preços dessas salas comerciais variam muito, dependendo da localização e do acabamento.

    Mais caro

    Segundo dados da Ademi-AM, o bairro mais valorizado em Manaus é o Adrianópolis, na zona Centro-Sul. O metro quadrado nessa área está em torno dos R$ 8 mil. Um dos principais destaques do bairro é o caráter horizontal, garantido pela regulamentação da Prefeitura que limita a construção de grandes prédios. Outra região muito bem valorizada e com diversos atrativos, é o bairro Ponta Negra, na zona Oeste, que tem construções de alto padrão próximas à orla da cidade, e o Dom Pedro. Ambos com valores próximos ao de Adrianópolis.

    O bairro como o Parque Dez, na zona Centro-Sul, é uma região de classe média alta da cidade e com boa qualidade de vida, é possível encontrar bons imóveis com metro quadrado na média dos R$ 5 mil ou até menos, com excelentes diferenciais, segundo a Ademi-AM. Um dos seus principais atrativos é a intensa atividade comercial, com acesso para bancos, farmácias, padarias, lojas, casas de show, escolas, hospitais e diversas outras facilidades. Além disso, o local conta com um bom sistema de transporte coletivo, o que o torna uma das regiões mais estratégicas da cidade.

    Os empreendimentos oferecem salas mobiliadas
    Os empreendimentos oferecem salas mobiliadas | Foto: Márcio Melo/ Em Tempo


    Mais barato

    O bairro Santa Etelvina, na zona Norte da cidade, tem o metro quadrado mais barato de Manaus. Atualmente custa R$ 3.201, uma diferença de quase R$ 5 mil, se comparado ao Adrianópolis. O bairro Terra Nova, também localizado na zona Norte, tem também um dos metros quadrados mais baratos da capital amazonense, com um valor similar ao do Santa Etelvina. Na zona Norte, uma das regiões mais populosas de Manaus, estão concentrados um grande número de empreendimentos do programa Minha Casa Minha Vida, construídos com recursos federais e destinados a população de baixa renda.

    De acordo com Albano Maximo, esses empreendimentos de moradias populares foram o que mais movimentaram o mercado imobiliário, de construção e de venda de imóveis. Essa tendência deve ser manter para este ano, já que o governo federal deve manter o programa ativo. Mas segundo Albano Maximo, é esperado um aquecimento nas vendas de imóveis para a classe média.

    No entanto, para isso, o presidente da Ademi-AM avalia que é preciso que sejam implementadas as medidas anunciadas para reaquecimento da economia. “Estamos otimistas, já que a previsão de crescimento da economia é de 2% este ano e de no mínimo 2% no próximo ano, se isso acontecer o mercado imobiliário terá um bom crescimento este ano”, destaca Albano Maximo.

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