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    Negócios


    Mulheres e o empreendedorismo na construção de marcas de sucesso no AM

    Elas lideram empresas como "Grupo Vitello", restaurante "Sabor a Mi" e Ótica Avenida e ajudam a fortalecer a economia amazonense

    Mulheres exemplos do empreendedorismo em Manaus
    Mulheres exemplos do empreendedorismo em Manaus | Foto: Divulgação

    Manaus - As mulheres empreendedoras estão fortalecendo a economia brasileira. O empoderamento feminino se expandiu e tem permitido o alcance de bons patamares para mulheres em inúmeras áreas profissionais. Com isso, o empreendedorismo tem ganhado destaque por meio do aumento da participação de mulheres.

    Uma das empresárias de sucesso é Suzana Afonso, a CEO do Grupo Vitello, frigorífico em Manaus. Além da família, ela cuida de um quadro de funcionários, composto em sua maior parte por homens. Ela destaca que a mãe foi a primeira mulher da empresa e agora ela herdou a missão de continuar a história e o legado de sucesso da empresa.

    Suzana Afonso administra o Grupo Vitello, que foi fundado pelos pais
    Suzana Afonso administra o Grupo Vitello, que foi fundado pelos pais | Foto: Arquivo Pessoal

    “As mulheres quando estão à frente do negócio ganham uma solidez maior. Não desmerecendo os homens, mas eles são mais objetivas. As mulheres não focam só em resultados, mas sim em beneficiar todos. Nosso diferencial no Vitello é o senso de responsabilidade com a população e com os colaboradores, e o grupo tem uma cultura feminina muito equilibrada”, enfatiza Suzana. 

    O Vitello é um dos líderes no Amazonas no processamento e comercialização de carnes bovinas in natura. A história da empresa é contada pela Família Afonso que iniciou o negócio na década de 60, em Minas Gerais, e que depois de dez anos se restabeleceu em Manaus, atuando inicialmente em uma área comercial de 100 metros quadrados no bairro Santo Antônio. A família era responsável por desossar, embalar e realizar as entregas dos cortes de carne.

    “O que favoreceu no crescimento da empresa foi adquirir a consciência da necessidade da profissionalização da família e da própria empresa. Prezo para que o Vitelo não seja uma empresa só nossa e sim de todos, inclusive, dos clientes, fornecedores, funcionários e seus familiares”, declarou a CEO.

    "Vença os preconceitos"

    Luciana Felicori diz que, no início da carreira como empreendedora, o negócio do ramo alimentício foi um dos pioneiros do modelo self-service em Manaus
    Luciana Felicori diz que, no início da carreira como empreendedora, o negócio do ramo alimentício foi um dos pioneiros do modelo self-service em Manaus | Foto: Arquivo Pessoal

    A proprietária do restaurante Sabor a Mi, Luciana Felicori, conta que sofreu preconceitos no início do empreendimento por parte da vizinhança. “As pessoas falavam para o meu esposo que eu ia cozinhar para os outros, ia ser piloto de fogão. Nunca me abalei por conta disso, pois eu faço o que gosto”.

    Antes de ser um restante o local ia ser uma pizzaria. Hoje, o empreendimento tem 23 anos de sucesso. “Estava na moda o self-service no país, fomos o primeiro a preencher o vazio que estava no Amazonas desse mercado. É uma satisfação muito grande para nós atender a população manauense”, enfatiza Luciana.

    A empreendedora dá dicas para que para outros empreendedores não desistam dos sonhos. “Desde que faça com honestidade, faça bem feito. É uma satisfação muito grande servi a todos”.

    Luciana é viúva, tem três filhos e um neto.

    “Profissionais leais”

    Renata Rodrigues diz que com o tempo conseguiu quebrar o preconceito por ser filha do dono da Ótica Avenida
    Renata Rodrigues diz que com o tempo conseguiu quebrar o preconceito por ser filha do dono da Ótica Avenida | Foto: Arquivo Pessoal

    Renata Rodrigues é uma das proprietárias da Ótica Avenida, de geração em geração ela contribui para o crescimento da empresa. “Meu pai trabalhava no setor ótico. Eu entrei na empresa em 2001, quando eu tinha 21 anos. Comecei a organizar documentos, depois fui conhecendo o financeiro, mas o meu maior foco maior foi a parte administrativa. Aos poucos o meu pai foi dando espaço e eu fui crescendo”, diz.

    A ótica Avenida tem 34 anos no mercado e conta hoje com 21 lojas. Renata lembra que seu maior desafio na liderança é o preconceito por ser filha do dono. “Eu fui quebrando esse preconceito com o tempo, mostrando meu trabalho. O legal da ótica Avenida é que 80% da nossa empresa é feminina”.

    Ela acredita que as mulheres têm um diferencial na empresa por serem atentas aos detalhes. “Temos um trabalho em desenvolver o ser humano. Os homens que trabalham aqui na empresa começam a olhar para as mulheres de uma maneira diferente e começaram a entender suas irmãs, esposas e filhas”, salienta Renata.

    Edição: Isac Sharlon

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