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    Economia


    Cresce o número de novas empresas no Amazonas

    De acordo com o site da Junta Comercial do Amazonas (Jucea), 820 novos empreendimentos foram abertos nos primeiros meses de 2019, superando o número do mesmo período do ano passado

    Para facilitar, a Jucea acredita que a partir de abril, todo o processo para a abertura de novas empresas será feito, totalmente, pela internet | Foto: Divulgação

    Nos dois primeiros meses deste ano, foram constituídas 820 empresas no Amazonas, sendo 335 no mês de janeiro e 485 em fevereiro. Número um pouco maior que os registrados no mesmo período de 2018, quando foram criadas e legalizadas 764 empresas. Em todo ano passado foram criadas 4.975 empresas no Estado.

    Os dados são do site da Junta Comercial do Amazonas (Jucea). O número de novas empresas este ano pode ser um reflexo da retomada da economia no Amazonas, iniciada no segundo semestre de 2018.

    O leve crescimento da economia acabou animando muitas pessoas que perderam o emprego ao longo de 2018, a virar empreendedor e abrir a própria empresa. De acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na passagem de dezembro para janeiro de 2019, a produção industrial do Amazonas apresentou um crescimento de 5,2%. Foi o maior crescimento entre 15 estados pesquisados, sendo seguido por Pernambuco (3%), Rio Grande do Sul (2,6%), Goiás (2,6%), Pará (1,7%), Santa Catarina (0,8%), Minas Gerais (0,7%) e o Paraná (0,7%).

    Mas a Jucea atribui o crescimento de abertura de novas empresas ao processo de desburocratização do órgão, que começou a ser implementado no final do ano passado. A previsão e que a partir do dia 15 de abril, todo processo de abertura e extinção de empresas será totalmente digital, com os interessados podendo fazer todo o processo pelo site, acabando com as várias idas e vindas a Junta Comercial.

    Porém, se houve crescimento no número de novas empresas, houve também crescimento no número de empresas que encerraram as atividades.

    Nos meses de janeiro e fevereiro deste ano foram extintas 372 empresas no Amazonas. A avaliação é que empreendimentos já vinham perdendo receita ao longo de 2018 devido à instabilidade econômica, e decidiram encerrar as atividades para evitar acumular maiores prejuízos. Em comparação ao mesmo período do ano passado, o número de empresas que encerraram as atividades é um pouco maior que o registrado em 2018, quando 341 empresas foram extintas.

    No primeiro trimestre de 2018, o Amazonas registrou crescimento da produção industrial, mas nos meses seguintes, a exemplo do restante do país, conviveu com a estabilidade econômica, que somente voltou a dar sinais de estabilidade e crescimento no final do segundo semestre.

    No final de janeiro, técnicos do Sebrae-AM analisaram que 2018 começou com um certo otimismo entre os empresários, mas ao longo do ano a situação foi ficando mais negativa, devido às incertezas na economia. Em maio, ocorreu a greve dos caminhoneiros, que parou o país e mexeu negativamente com a economia. Em seguida veio o período eleitoral, trazendo mais incertezas, já que não se sabia qual o modelo de política econômica seria adotado. O cenário mudou apenas depois das eleições, quando as vendas voltaram a ser aquecidas, gerando otimismo no setor empresarial.

    Na outra ponta, o Governo Federal detectou um grande número de devedores no sistema do Simples Nacional, no qual estão inscritas micro e pequenas empresas. Foi então implantado o programa de regularização tributária, uma oportunidade para as empresas negociarem os débitos e uma forma do governo arrecadar esses recursos.

    O programa encerou no final de janeiro deste ano. No Amazonas, eram 1995 empresas que acumulavam um débito de R$ 260 milhões. Quem deixou de regularizar a situação com o fisco federal teve que sair do Simples Nacional onde a tributação é de 4%, passando para o sistema de lucro presumido é de 18%.

    A avaliação é que essa decisão do governo acabou levando muitas empresas a entrar na informalidade, aumentando um grupo que já é grande. Em Manaus, por exemplo, cerca de 70% dos micros e pequenos empresários estão na informalidade. 

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