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    Inadimplência


    35% dos CPFs inadimplentes são reincidentes em Manaus

    O percentual é pelo menos 48 pontos menor que a média nacional, que no mês de abril fechou em 78% de acordo com levantamento da CNDL e do SPC Brasil

    Manaus - Em Manaus, 35% dos consumidores com o Cadastro de Pessoa Física (CPF) negativado são reincidentes, ou seja, apareceram no sistema como devedores nos últimos 12 meses. O índice é 48 pontos percentuais inferior à média nacional de 78% em abril deste ano, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).  E a perspectiva do setor é encerrar o ano com ainda menos devedores.

    “Nosso índice é bem menor, na faixa de 35%, em 2016 e 2017, era de 40%. Agora, a gente vai fechar o ano com 30%”, informou o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag.

    Mesmo com a realização da campanha anual “Limpe Seu Crédito e Faça Seu Nome Brilhar” para diminuir a inadimplência, realidade pela entidade, há, em geral, três perfis de devedores, segundo Assayag. “Tem aquelas pessoas que compraram, mas perderam o emprego; aquelas compulsivas e outras acabaram tendo um imprevisto, tiveram outra prioridade de pagamento, como o conserto do carro, por exemplo”, comentou.

    Em termos nacionais, do total de devedores reincidentes, 52% ainda estavam com uma dívida pendente e acumularam mais um atraso e 27% haviam regularizado a dívida anterior. Os 22% restantes que se tornaram inadimplentes em abril tiveram restrições no CPF nos últimos 12 meses, portanto não são considerados reincidentes.

    Ainda conforme o indicador, o tempo médio entre o vencimento de uma dívida e outra é de 96 dias. Isso representa que, após pouco mais de três meses de ficar inadimplente, o consumidor brasileiro volta a atrasar o pagamento de uma segunda conta.

    Planejamento

    Segundo o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, falta ao inadimplente avaliar melhor sua condição financeira antes de estabelecer um acordo com o credor. “Uma renegociação é como um novo compromisso financeiro, que segue novas condições, novos valores, novas taxas... Se ele não for honrado, nada impede o credor de voltar a negativar o CPF de quem está devendo. Um acordo só deve ser aceito ou proposto, se o consumidor avaliar que ele se encaixa na sua realidade”, explicou.

    O caminho indicado por especialistas é planejamento e disciplina para renegociar a dívida. “Uma dica importante é procurar o credor sabendo exatamente o quanto você deve, o quanto sua dívida aumentou por causa de juros e o quando você consegue pagar por mês para sair dessa situação. Muitos bancos e financeiras possuem canais especializados na internet e por telefone para facilitar esse tipo de negociação. É comum as empresas fazerem acordos por preferirem receber um valor inferior ao previsto inicialmente do que nenhuma quantia, mas é importante que o consumidor vá preparado para esse tipo de negociação”, explicou Vignoli.

    Sobre o pagamento de dívidas, o indicador mostra que houve alta de 11,2% no número de inadimplentes que deixaram de ter o CPF negativado nos últimos 12 meses até abril deste ano. Dos devedores que recuperaram crédito no mês passado, 7% são da região Norte. A maioria (42%) moram no Sudeste.

    *Com informações da assessoria 

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