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    Gasolina


    Motoristas de apps acampam em distribuidora de combustíveis em Manaus

    Eles reivindicam a diminuição no preço do litro da gasolina em Manaus e cobram posicionamentos do Procon e da Agência Nacional do Petróleo sobre o tema

    Um dos organizadores do ato afirma que não há previsão de término
    Um dos organizadores do ato afirma que não há previsão de término | Foto: Divulgação

    Manaus - Aproximadamente 500 motoristas de apps estão acampados deste a tarde de quinta-feira (27) em frente a uma distribuidora da Petrobras, localizada na Estrada da Enseada do Marapatá, no bairro Vila Buriti, Zona Sul da capital. O grupo diz estar revoltado com o alto valor cobrado da gasolina em Manaus e estão bloqueando a saída de caminhões tanque de combustível no local. 

    De acordo com o líder dos grupos "Drive 1 e 2", o motorista Edson Gonçalves, de 50 anos, e também um dos organizadores da manifestação, o ato não tem data e nem hora para terminar. Conforme ele, até a tarde desta sexta-feira (28) mais motoristas devem se juntar a manifestação. 

    “O preço é inaceitável. O valor da gasolina foi reduzido três vezes somente este ano. A redução começa nas refinarias, depois são passadas para as distribuidoras e chega até os postos, por fim, nos tanques dos veículos. Porém, as distribuidoras em Manaus não estão passando o valor para os postos de gasolina, com isso acaba prejudicando os consumidores”, denunciou Gonçalves.

    Em junho, a Petrobras realizou a última redução, ficando em 3% no preço da gasolina nas refinarias, equivalente a R$0,0549. Caindo de R$ 1,8144 para R$ 1,7595. 

    Segundo Gonçalves, uma pesquisa foi elaborada pelos próprios motoristas de apps, que andaram de posto em posto em Manaus, para tentar descobrir o motivo do alto valor cobrado.

    “Nós falamos com os proprietários dos postos, olhamos as notas fiscais e o mais interessante é que ninguém se opôs. Eles [donos] não negaram as informações. Com isso, comprovamos no final da pesquisa que eles não têm culpa. Não são eles os responsáveis pelo aumento dos combustíveis, e sim as distribuidoras, destacou. 

    “Em média, o preço mais caro é do Posto de Gasolina Atem, saindo a R$ 4.59 o litro em Manaus. No interior, no caso de Iranduba, o valor é bem menor, aproximadamente R$ 4,20. Nós queremos saber o motivo dessa diferença de valor”, questionou. 

    “Estamos acampados aqui desde ontem, unidos. Todos os grupos de apps de transporte público porque queremos uma resposta do poder público, Procon e Agência Nacional do Petróleo [ANP]. Não estamos lutando somente pela nossa classe, mas sim, por toda a população”, finalizou Gonçalves. 

    Fiscalizações

    A reportagem entrou em contato com o Procon e a ANP para buscar respostas referentes aos questionamentos dos motoristas. 

    Em nota, a ANP informou que os preços dos combustíveis são livres no Brasil desde 2002. "Eles são fixados pelos próprios agentes econômicos (refinarias, distribuidoras e postos), que podem explicar o porquê das oscilações". 

    A ANP disse que "acompanha os preços e, em caso de indícios de crime contra a ordem econômica, como suspeitas de cartéis, encaminha as informações ao Conselho Administrativo de Defesa Econômico (CADE.), órgão que tem a atribuição legal de investigar e punir esse tipo de infração". 

    O Em Tempo aguarda um posicionamento do Procon-AM e o Procon Manaus.

    Edição: Isac Sharlon

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