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    Oportunidade


    Gradiente anuncia retorno ao AM e deve gerar mais de 300 empregos

    A afirmação é do presidente nacional da companhia, que em Manaus anunciou investimento de R$ 5 milhões para produção de equipamentos de energia solar

    Nos dois primeiros anos a empresa voltará as atividades com a produção de inversores solares e depois espera produzir painéis solares | Foto: Lucas Silva

    Manaus - O presidente do Grupo Gradiente, Ricardo Staub, afirmou que a empresa voltará a operar no Polo Industrial de Manaus (PIM) num prazo de, aproximadamente, 60 dias, com foco na produção de equipamentos para a geração de energia solar.

    O anúncio oficial da companhia foi feito quase um ano depois de uma tentativa de retorno iniciada no ano passado, mas que foi barrada por conta de problemas no processo de recuperação judicial. Nos primeiros três anos, a Gradiente vai investir R$ 5 milhões e espera arrecadar mais de R$ 230 milhões.

    A companhia do setor de eletrônicos, que já foi uma das mais famosas do parque fabril de Manaus - por uma série de pioneirismos desde anos 1970 até início dos anos 2000 -, depois de anunciar em 2017 de forma embrionária o retorno, agora acredita que a volta é certa. “A nossa expectativa era aprovar a Assembleia Geral de Credores (AGC) e a homologação do plano, na última segunda feira (1 º), mas foi cancelado por uma questão de foro São Paulo/Manaus. Assim que aprovado, estaremos aptos a iniciar os investimentos na produção local”, afirmou Staub.

    A Gradiente, que já produziu em Manaus toca-discos, toca-fitas, CD players, vídeo cassete, vídeo games e celulares, depois de se recuperar da crise que levou ao seu fechamento em 2007 e depois a um arrendamento em 2012, agora voltará com a produção de inversores solares. Um dos principais itens do conjunto de equipamentos necessários para a geração de energia solar. Ele o responsável pela conversão da energia captada pelos painéis solares em 12 ou 19 volts para 220 e 110 volts, para as residências e também para as concessionárias.

    Ricardo Staub disse que até setembro as primeiras unidades dos inversores Gradientes chegarão no mercado brasileiro
    Ricardo Staub disse que até setembro as primeiras unidades dos inversores Gradientes chegarão no mercado brasileiro | Foto: Lucas Silva

    Segundo Staub, serão produzidos sete modelos de inversores solares, de 1 mil a 10 mil watts de potência. Os primeiros devem chegar ao mercado brasileiro entre setembro e outubro deste ano, no valor médio de R$ 1,3 mil a R$ 7 mil. O plano é produzir até 2021, cerca de 100 mil unidades em Manaus, destinadas às distribuidoras e lojas especializadas. “[O inversor] é o primeiro produto que nós vamos lançar dentro do conceito de energia solar. Ele não é o equipamento mais caro do conjunto. O mais caro é o painel. O inversor representa apenas 30% dos custos para a geração de energia solar”, explicou.

    De acordo com o diretor residente da companhia, Deusmar Viana, a empresa tem planos de também produzir os painéis solares no PIM. No entanto, nesse primeiro momento o painel do conjunto de gerador será importado nos primeiros dois anos, assegurados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). “Uma portaria da Suframa nos garante isso. O investimento é muito caro para se produzir agora. Então, no primeiro momento nós vamos produzir apenas o inversor”, explicou Viana.

    Baratear

    Diante de um mercado em constante expansão, Staub avaliou que a produção de produtos de energia solar é a melhor aposta neste momento para a Gradiente. Segundo ele, no Brasil não há quem produza inversores solares, sendo a maioria importados. Ele estima ainda que a produção desse equipamento pela Gradiente no PIM pode baratear de 20% a 25% os custos de instalação de geradores de energia solar residencial e comercial no país.

    O anúncio do retorno foi feito na quinta-feira (4)
    O anúncio do retorno foi feito na quinta-feira (4) | Foto: Lucas Silva

    Atualmente a Gradiente está em processo de reabertura da sua linha de produção com 50 empregos entre diretos e indiretos. Staub afirmou que nos três primeiros anos a empresa vai gerar de mais de 360 empregos diretos e indiretos.

    A escolha desses trabalhadores será feira a partir de um banco de dados que a Gradiente criou no ano passado, depois que blogs replicaram Fake News nas redes sociais com a informação de que a empresa estaria fazendo contratação imediata.

    “Há um ano quando entramos em recuperação judicial e nós viemos anunciar esse plano de voltar a produzir em Manaus, tudo em processo embrionário, mas saiu em algumas mídias sociais Fake News sobre a contratação imediata. Nós tivemos mais de 60 mil currículos entregues. Embora a informação fosse Fake News, nós recebemos todos os currículos, cadastramos e digitalizamos e já temos mapeado mais ou menos o que nós buscamos dentro dessas contratações as quais nós já devemos começar a entrar em contato nas próximas semanas. Vamos privilegiar esses candidatos”, afirmou o presidente da Gradiente.

    A empresa que tem hoje mais de 120 mil metros quadrados de área fabril construída no PIM vai retomar as atividades produtivas numa área de 900 metros quadrados. “A ideia, diferente de outros planos que a Gradiente já teve, até devido a marca e a tradição de começar maior, a nossa ideia com capital de R$ 5 milhões nos primeiros anos, é começar devagar e crescer junto com o segmento para que, daqui a 5, 10 anos nós tenhamos mais volume”.

    Questionado se há algo novo que possa travar novamente a volta da Gradiente, Staub observou que o judiciário é sempre moro e burocrático, mas que há um compromisso da Assembleia Geral de Credores para que o processo de recuperação judicial seja logo liberado. “Nós estamos fazendo tudo que é possível do nosso lado para que isso saia o mais rápido possível. Tivemos o comprometimento deles de que até agosto nós teremos uma solução”, disse.

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