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    CONAB-AM


    Serafim Taveira fala sobre agricultura familiar no "Conversa Franca"

    O superintendente destacou ainda que os agricultores amazonenses possuem ainda dificuldades no escoamento de produções

    O superintendente frisou que as atividades, sob a gestão dele, iniciaram em 2017 e que, desde então, a Companhia passa por um processo de adaptação | Foto: Izaías Godinho

    O superintendente frisou que as atividades, sob a gestão dele, iniciaram em 2017 e que, desde então, a Companhia passa por um processo de adaptação
    O superintendente frisou que as atividades, sob a gestão dele, iniciaram em 2017 e que, desde então, a Companhia passa por um processo de adaptação | Foto: Izaías Godinho

    O programa Conversa Franca, da TV Web do Portal Em Tempo, recebeu, nesta quinta-feira (18), o superintendente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab-AM), Serafim Taveira. Em entrevista à apresentadora Tatiana Sobreira, o superintendente falou sobre assuntos relacionados à agricultura familiar e as perspectivas do mercado internacional em relação pescado regional.

    Ao ser questionado sobre o andamento dos trabalhos da Conab-AM o superintendente frisou que as atividades, sob a gestão dele, iniciaram em 2017 e que, desde então, a Companhia passa por um processo de adaptação. “O público alvo da Conab são os extrativistas, agricultores, e o agronegócio. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Amazonas há 330 mil agricultores familiares e desse percentual atendemos um número, ainda, muito reduzido”, frisou Serafim.

    O superintendente disse que por meio da Programação Com Doação Simultânea da Conab, cerca de 3 mil agricultores familiares são atendidos e o Programa de Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio), beneficia apenas, algo em torno de mil famílias durante o ano. “Nós temos uma gama de necessidades. Tudo o que vem para a região de ração, como o milho, atravessa o Rio Madeira. Além dessa rota, não temos outra via com custo razoável”, disse Serafim.

    Durante a conversa, Serafim frisou que os agricultores amazonenses possuem ainda dificuldades no escoamento de produções. "Conversando com pessoas do Vale do Javari, recebemos a informação que leva em torno de 15 dias para realizarem o transporte de farinha à sede do município”, disse e acrescentou que o nível dos rios influencia no transporte dos produtos. Ele afirmou que em períodos de cheia, os produtores obtém mais facilidade para o escoamento.

    Em relação ao pescado, o superintendente, afirmou que já existem 33 áreas de manejo definidas no Amazonas e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) está desenvolvendo uma tecnologia capaz de realizar a identificação geográfica do peixe pirarucu.

    "Hoje temos como a vitrine a reserva do Mamirauá, que é uma reserva conhecida internacionalmente pelos trabalhos desenvolvidos. Realizamos visitas em vários municípios para ouvirmos as demandas dos pecuaristas. Novas ações serão implementadas para fomentar este mercado”, afirmou.

    Serafim disse ainda que a Conab-AM iniciou uma rodada de negócios com empresários estrangeiros para fomentar o crescimento dos produtos amazônicos no mercado internacional. “Inicialmente, reunimos com um empresário de Portugal. Ele está montando uma estrutura de distribuição no país. Em seguida, conversamos com um empresário coreano, e estamos dialogando sobre essas expansões. O estado do Amazonas precisa ter uma matriz de negócios mais completa”, frisou.

    O superintendente  afirmou ainda que a Conab-AM conta com o apoio da Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP/MAPA) Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) , Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Superintendência da Zona Franca de Manaus  (Suframa).

    Assista o programa "Conversa Franca" desta quinta-feira:

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