Fonte: OpenWeather

    Previdência Social


    Qual a diferença entre a previdência privada e pública?

    É essencial que as características de cada uma sejam melhor compreendidas

    A previdência social tem uma finalidade mais ampla do que a aposentadoria | Foto: Divulgação

    Atualmente, o trabalhador brasileiro têm duas possibilidades em termos de aposentadoria: a previdência pública (ou social) e a previdência privada. No atual cenário, em que são discutidas mudanças na previdência social, é essencial que as características de cada uma sejam melhor compreendidas, especialmente por quem busca garantir um futuro tranquilo.

    O Sistema Previdenciário Nacional 

    O SPN abrange dois tipos de previdência: a pública, também conhecida como social, que contempla os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, submetidos à Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), além de categorias específicas. Quem se responsabiliza pela previdência social é o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

    A outra opção é a previdência privada, uma iniciativa particular que pode ser oferecida por dois tipos de entidades diferentes: as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) e as Entidades Abertas de Previdência Complementar (EAPC). São elas as responsáveis pelos planos que o investidor pode adquirir no mercado via corretoras de valores e bancos ou via benefícios empresariais.

    A previdência pública

    A previdência social tem uma finalidade mais ampla do que a aposentadoria. Ela foi criada para funcionar como uma rede de proteção e amparo aos trabalhadores e suas famílias ao longo de toda a sua trajetória profissional, não só após encerradas suas atividades no mercado de trabalho. Por isso, a contribuição com o INSS garante, além do direito à aposentadoria, benefícios como o Salário-maternidade e o Auxílio-doença.

    Para fins de aposentadoria, ela pode ser por idade ou por tempo de contribuição, ou considerar condições especiais como invalidez.

    A previdência privada

    Os planos de previdência privada são produtos financeiros focados em gerar receita para o futuro, o que na maioria das vezes representa a formação de aposentadoria, não contemplando outras fases da vida do trabalhador. São planos que o cidadão pode contratar para complementar a sua renda, sem que isso anule o benefício da previdência social.

    Esses planos podem ser fechados ou abertos. Planos fechados são conhecidos como fundos de pensão, benefícios concedidos por empresas para custear parte da aposentadoria de seus funcionários. Já os planos abertos são as ofertas comercializadas no mercado. Elas podem ser do tipo PGBL ou VGBL.

    PGBL e VGBL

    Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) são denominações para opções de previdência privada.

    Indicado para quem faz a declaração completa do IR, o PGBL permite que seja deduzido do imposto aquilo que foi investido ao longo do ano em até 12% de sua renda bruta. Ao retirar o dinheiro investido, é necessário pagar o imposto sobre o total retirado ou sobre a renda recebida.

    O VGBL é a alternativa para quem faz a declaração simplificada do IR e para pessoas isentas, pois não é possível abater aplicações realizadas durante o ano no imposto. O pagamento do tributo incide sobre o rendimento e não sobre o montante acumulado. Um diferencial do VGBL está no fato de ser indicado para planejamento sucessório, que é o ato de escolher e registrar legalmente os herdeiros em vida.

    Por que fazer um plano de previdência privada?

    O Ministério da Economia é o responsável por determinar o teto de pagamento das aposentadorias concedidas pelo INSS, que atualmente é de R$ 5,8 mil. Portanto, quem tem rendimentos acima desse valor, pode recorrer à previdência privada para manter seu poder aquisitivo, da mesma forma como servidores públicos que sabem que vão se aposentar sem receber o valor integral. Por esse motivo a previdência privada é chamada de previdência complementar.

    Aderindo aos planos de previdência privada, o investidor precisa contribuir periodicamente ao longo dos anos para acumular patrimônio e assim resgatar o dinheiro dentro de um prazo. Quanto mais tempo o recurso permanecer aplicado, maiores tendem a ser os benefícios tributários para o investidor. Isso faz com que a opção seja interessante também como alternativa à previdência social, pois de acordo com o total investido, ela pode render muito mais. 

    Além disso, em um cenário de mudanças como o atual, com um possível novo modelo de previdência por vir, não convém contar apenas com a previdência social. O problema se agrava se levado em conta o fato de que a população brasileira está envelhecendo e, consequentemente, mais pessoas vão se aposentar. Por isso, a previdência privada é apontada com uma solução bastante recomendada atualmente.

    *Com informações da assessoria 

    Leia mais:

    Receba as principais notícias do Portal Em Tempo direto no Whatsapp. Clique aqui!

    Acordos voltam a mudar texto da reforma da Previdência

    Câmara rejeita, por 331 votos, tirar de pauta reforma da Previdência

    Comentários