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    Indústria amazonense


    "Falta capacitação", diz Nelson Azevedo sobre indústria 4.0 no AM

    Em entrevista à Web TV do EM TEMPO, o presidente da Fieam destacou os principais desafios da indústria 4.0 no AM

    Representante da Fieam aposta na capacitação para o avanço da indústria 4.0 e manutenção da ZFM | Foto: Reprodução WEB TV EM TEMPO

    Manaus - A transição das empresas do Polo industrial de Manaus (PIM) para a indústria 4.0 esbarra em um desafio: a falta de capacitação técnica dos colaboradores. É o que alerta o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo. 

    "Estamos falando muito em indústria 4.0. Mas a educação está preparando essa mão de obra, capacitando, treinando para lidar com esse avanço tecnológico e modernidade? Não. Somos completamente deficitários para ter esse acompanhamento imediato. Não podemos entrar nessa página porque falta o principal insumo, que é o material humano para lidar com essa tecnologia", disse o vice-presidente ao EM TEMPO.

    Uma pesquisa realizada em parceria da Fieam com o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam), constatou que 92% dos colaboradores da indústria no Amazonas têm pouca ou nenhuma habilidade digital. O estudo também revela que 57% das empresas reconhecem a importância da indústria 4.0, mas ainda não a contemplam em suas estratégias. 

    Para o representante da Fieam, o Amazonas não corre o risco de ser engolido por países com técnicas industriais mais avançadas, mas pode ficar atrasado e dependente de outras economias caso não  invista em capacitação técnica. "Não podemos perder o controle nem ficar acomodados, precisamos capacitar nosso pessoal, ter a experiência em outros países, trazer alguém de fora, pegar essa tecnologia, aprender e compartilhar o conhecimento aqui", afirmou.

    Com o resultado da pesquisa, Nelson Azevedo afirma que estratégias para melhorar o quadro revelado estão sendo pensadas junto às empresas da Zona Franca de Manaus (ZFM). Para o representante da Fieam, investir na capacitação é fundamental para a manutenção da própria ZFM, que sofre constantes ataques a cada ano, a despeito dos bons números trazidos para a economia da região e do Brasil.

    "Dormimos em berço esplêndido durante 52 anos com os resultados advindos da ZFM com base no PIM. Qualquer atividade ou matriz econômica que venha se instalar na região não é capaz de gerar, dentro de 10 a 15 anos, um terço do que o PIM gera hoje mesmo em recessão. Nós do Amazonas, da Amazônia Ocidental e do ZFM temos que fazer o esforço para manter isso", declarou Azevedo.

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