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    Duas Rodas


    Vídeo: PIM produz em 11 meses 1 milhão de motocicletas

    Polo Industrial de Manaus (PIM) teve alta de 7,2% em comparação a 2018

    Dados foram divulgados hoje (11) por meio de coletiva de imprensa no Novotel situado no Distrito Industrial, Zona Sul de Manaus. | Foto: Leonardo Mota

    Manaus - O setor de duas rodas segue em crescimento no Polo Industrial de Manaus (PIM). De acordo com dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), ao longo dos 11 meses de 2019 foram produzidas mais de um milhão de motocicletas, um alta de 7,2% em comparação a 2018, com 968,9 mil unidades. Os dados foram divulgados hoje (11) por meio de coletiva de imprensa no Novotel situado no Distrito Industrial, Zona Sul de Manaus.

    Outro valor positivo foi nos emplacamentos, o Amazonas foi responsável por 18,3 mil unidades emplacadas, um aumento de 23,9% em comparação a 2018 que registrou 14,7 mil unidades.

    De janeiro a novembro, as vendas de motocicletas no atacado, ou seja, das fabricantes para as concessionárias, totalizaram um milhão de unidades, significando um crescimento de 13,7% ante as 890,7 mil unidades registradas no mesmo período de 2018.

    Segundo o vice-presidente da Abraciclo, Hilário Kobayashi, o aumento das vendas e na produção equivale a três fatores principais fatores. “Uma é o aumento da oferta de crédito e isso facilita a aquisição de motocicletas por parte do consumidor. O segundo fator seria a vantagem do uso da motocicleta na mobilidade urbana tanto a flexibilidade oferecida pelo veículo como melhor consumo de combustível. E o terceiro fator seria o investimento que as fabricantes estão fazendo com a modernização do nosso produto e recorrendo sempre aos avanços tecnológicos”.

    Para o representante setor, a Abraciclo está bastante otimista para o ano de 2020. “Estamos bastante otimistas, porém cautelosos. Temos uma expectativa de crescimento de 6,3% em relação a este ano por meio do direcionamento que estamos dando ao setor de motocicletas”.

    Alta da produção de bikes

    Os resultados da produção de bikes também é positivo e somou 899 mil unidades produzidas no PIM de janeiro a novembro deste ano. De acordo com dados da entidade, o volume produzido representa uma alta de 19,6% na comparação com 2018, com 751,7 mil unidades.

    O PIM, por meio dos resultados alcançados, consolida sua posição como o maior centro gerador de bicicletas entre todos os países do Ocidente, ficando atrás apenas da concentração fabril que ocorre no Sudeste Asiático.

    Para o vice-presidente do segmento de bicicletas da Abraciclo, Cyro Gazola, o segmento de bicicletas pelo segundo ano consecutivo deu a continuidade numa aceleração de produção e vendas por todo o Brasil.

    “As vendas chegam a quase 20% e isso não foi só por meio de infraestrutura e automação, tecnologias e processos, nós ampliamos nossa base similar a motos. Temos também a base de contratações que foi uma realidade para todas as indústrias no PIM”, diz.

    Falta de ciclovias

    Segundo Cyro, no Brasil só temos 5 mil quilômetros de infraestrutura formal, porém, para ele, esse valor é muito baixo, o que corresponde a menos de 5% da malha viária total.

    “Um dos pontos mais relevantes é a continuidade da ampliação da infraestrutura cicloviária e bicicletário em todo país. Nós vemos isso uma realidade nacional. É necessário continuar trabalhando com os governos federais e estaduais por meio de mobilidade urbana em geral.  E temos um exemplo, Manaus está entre as piores cidades do ranking em infraestrutura cicloviária”, diz.

    Alta do dólar

    A alta do dólar, que chegou a R$ 4,27, influenciou a indústria do setor de duas rodas também. Segundo Gazola, qualquer alteração de R$ 0,20 a 0,30 mexe com a cadeia de produção e vendas.

    “Você não consegue passar hoje a recuperação de preço para o consumidor. Não é justo trabalhar na cadeia junto com os fornecedores. Por isso, otimizamos nossos cursos internos para manter o segmento competitivo. O aumento de dólar necessariamente não tem quer ser repassado, temos que respeitar a capacidade aquisitiva do consumidor”, afirma.

    Assista à reportagem da TV Em Tempo:

    Assista à reportagem. | Autor: Patrícia de Paula
     



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